20 de março de 2026
A mudança de género antes da maioridade.
19 de março de 2026
Seremos todos um pouco bissexuais?
18 de março de 2026
Rob Jetten.
16 de março de 2026
O(s) armário(s).
13 de março de 2026
Cozinhar.
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| Arroz de pato |
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| Entrecosto no forno |
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| Feijoada à brasileira |
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| Francesinha à moda do Porto |
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| Bacalhau à Brás |
12 de março de 2026
Quatro anos.
11 de março de 2026
Vera Lagoa (1917-1996).
10 de março de 2026
A saúde mental.
9 de março de 2026
António José Seguro.
7 de março de 2026
Os sobreviventes.
6 de março de 2026
António Lobo Antunes (1942-2006).
A morte de António Lobo Antunes deixa um silêncio profundo na literatura portuguesa. Parte um dos maiores escritores da nossa língua, uma voz única, intensa e implacável, que transformou a experiência humana, a guerra, a memória, a culpa, a família, o amor e a solidão em literatura de uma força rara.
O eterno Prémio Nobel da Literatura que nunca o recebeu. Uma injustiça enorme cometida contra um dos maiores escritores de sempre da língua portuguesa. Em todo o caso, ele também dele não necessitava, e enjeitou-o, inclusivamente.
5 de março de 2026
A queda da Ponte de Entre-os-Rios, 25 anos.
4 de março de 2026
Decência.
3 de março de 2026
Timothée Chalamet.
2 de março de 2026
João Paneleiro.
Hoje vou contar-vos uma história que nunca vos contei.
A minha mãe nasceu e criou-se no Alentejo, em Estremoz. Anos 60. Um país fechado sobre si próprio, pesado, silencioso.
Ela tinha um primo -não sei bem em que grau- chamado João. Era homossexual. Chamavam-lhe “João Paneleiro”. Era assim, cru, sem pudor, como se o nome fosse uma sentença.
Imaginem o que era ser homossexual no Alentejo profundo dos anos 60.
Metiam-se com ele. Gozavam-no. Humilhavam-no. Mas, quando se vive sob discriminação constante, aprende-se a sobreviver. E ele sobrevivia com uma espécie de insolência luminosa. A minha mãe viu-o muitas vezes fazer isto: quando o provocavam, dava uma palmada no próprio rabo e respondia: “Aqui ó, na rata!”
Era o seu escudo. O seu bordão. A sua forma de não se deixar esmagar.
Nunca o conheci. Sei apenas que morreu. E, no entanto, sinto por ele uma ternura estranha, como se fosse uma memória herdada. Porque a sua história não é assim tão diferente da minha.
Eu não tinha um gesto teatral para responder. Não tinha um bordão. Mas enfrentei os homofóbicos que me amarguraram a infância e a adolescência. Também aprendi a resistir.
Portugal, nessa época, era uma miséria em quase todos os aspectos. E essa é uma mágoa que carrego quando penso em Oliveira Salazar. A cultura da abnegação, o elogio da pobreza, o virtuosismo da resignação… tudo isso atrasou o país em décadas.
A tal “casa portuguesa”, com pão e vinho sobre a mesa, pobrezinha e orgulhosa, que a Amália cantava. Enquanto o povo vivia mergulhado na ignorância e em condições indignas, mesmo para os padrões da época.
Isso é algo que não lhe consigo perdoar. Jamais.
28 de fevereiro de 2026
Os últimos dias de Marcelo.
27 de fevereiro de 2026
Quem nunca?
26 de fevereiro de 2026
As voltas que a vida dá.
25 de fevereiro de 2026
Viver “atrás do sol posto”.
24 de fevereiro de 2026
Quatro anos de guerra.
23 de fevereiro de 2026
Gisberta (1960-2006).
22 de fevereiro de 2026
Já cheira a Primavera.
21 de fevereiro de 2026
Sushi.
20 de fevereiro de 2026
É bom, mas não é p'ra ti.
19 de fevereiro de 2026
Rita Slof Monteiro.
18 de fevereiro de 2026
Vinte anos depois.
17 de fevereiro de 2026
Uma cara nova ao blogue.
16 de fevereiro de 2026
O que é que o Mark de 2012 diria ao de 2026?
15 de fevereiro de 2026
O Dia das Frustradas.
13 de fevereiro de 2026
11 de fevereiro de 2026
And I can't pretend that that doesn't mean a thing to me.
“Hop on the back of my bike
Let the good wind blow through your hair
With an ass like that
And a smile so bright
Oh, you're killing me
You know it ain't fair
Ride on
Through the middle of the night
Let the moonlight kiss your skin
When you dance like that
Your jeans so tight
Oh, you're killing me
Baby, do it again”
10 de fevereiro de 2026
As intrigas da blogosfera.
9 de fevereiro de 2026
O (In)seguro.
6 de fevereiro de 2026
Porque é que os gays são assim?
3 de fevereiro de 2026
Engates frustrados.
2 de fevereiro de 2026
Segunda volta.
29 de janeiro de 2026
Expectativas.
26 de janeiro de 2026
Obituário (Paulo Bratz).
19 de janeiro de 2026
A Noite Eleitoral.
16 de janeiro de 2026
Sinceridade, Amizade e Eleições.
9 de janeiro de 2026
As sondagens.
1 de janeiro de 2026
Quarenta anos de Europa.
No dia 1 de janeiro de 1986, Portugal tornou-se oficialmente membro da então Comunidade Económica Europeia (CEE), junto com Espanha, num processo que marcou profundamente a história política, económica e social do país.
O Tratado de Adesão fora assinado a 12 de junho de 1985 no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, depois de quase uma década de negociações iniciadas formalmente em 1977.
Esta adesão significou a entrada de Portugal no coração do projecto europeu de integração, abrindo caminho a fundos estruturais, investimentos e reformas económicas que aceleraram a modernização de infraestruturas, a economia e a sociedade portuguesa.
Ao longo destes 40 anos, a pertença à Comunidade -que evoluiu para a União Europeia- foi entendida como um factor decisivo para o reforço da democracia, do comércio e da mobilidade europeia, embora também tenha colocado desafios de convergência económica.
É indiscutível que, pese embora tudo o que de mau possamos apontar ao projecto europeu, há um Portugal antes de 1986 e um Portugal depois de 1986. Este último é claramente melhor.
















