Foi há quatro anos que começou a guerra da Ucrânia. Como eu temia, a Rússia não vai ceder um milímetro. Quer não só o território ocupado ilegalmente à Ucrânia como quer ainda determinar a política externa e interna do país vizinho, que considera seu. Aí reside o problema. A questão ucraniana não é circunstancial; é de fundo. Para a Rússia, a Ucrânia não merece ser independente. Quando assim é, não há nenhuma chance de paz duradoura para os ucranianos. Ainda que a guerra termine agora, despoletará de novo em dez, vinte, trinta anos. Será sempre uma bomba prestes a estalar, porque a Rússia não respeita a existência da Ucrânia. Quer integrá-la no seu território, ou sujeitá-la totalmente, como sucede com a Bielorrússia, um Estado fantoche e cúmplice.
Tenho imensa pena pelo povo ucraniano. Nenhuma solução será boa. Só o fim do regime de Putin poderia trazer alguma tranquilidade na região, o que se vê difícil para todos os efeitos.
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