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13 de agosto de 2026

Eclipse.


   Aqui onde eu resido, no noroeste espanhol, o eclipse foi total. Os óculos não chegaram a tempo, mas eu também não me sentiria muito seguro a estar horas a olhar para o sol, daí ter aproveitado para tirar umas fotos justamente quando a lua cobria a estrela a cem por cento. Acho que houve uma histeria colectiva em torno de um fenómeno raro, é certo, mas absolutamente banal. É como disse, não lhe vejo grande importância. Fica a foto. Agora só no século XXII.





3 de junho de 2026

Deus no céu e obras em casa.


   Eu odeio ter obras em casa. Ninguém gostará, digo eu. Há gostos para tudo. Provavelmente haverá quem goste de conversar com os obreiros e de ver as melhorias na casa. Eu gosto da última parte. Todos queremos ver o nosso lar valorizado. No meu caso, o problema é que padeço de TOC (diagnosticado mesmo) e tenho aversão a ajuntamentos de pessoas naquilo que considero ser o meu espaço vital, isto é, a minha casa propriamente dita e o terreno que a circunda. Gera-me uma ansiedade descomunal. Junta-se, ao medo de que me estraguem alguma coisa, a sensação de que não posso controlar o que fazem, a que se soma um desconforto por perturbarem a minha tranquilidade. Se eu pudesse, não fazia nada. Deixava tudo como está. Mas depois vês os vizinhos com as coisas feitas, e sofres; eu sofro, pelo menos, porque sou ligeiramente invejoso. Amanhã vou confessar-me pela primeira vez, antes da Primeira Comunhão e do Crisma, na sexta-feira. Confessarei estes pecados, e outros. Serei uma bicha santa e santificada. Amén.



13 de março de 2026

Cozinhar.


   Adoro cozinhar. Detesto lavar a louça e arrumar a cozinha. Mas cozinhar realmente é uma actividade que me dá prazer, e tenho bastante jeito. A minha mãe cozinhava muito bem. Já a sua mãe, minha avó, também, e a minha tia, irmã da minha mãe, o mesmo. E eu cozinho sem receitas. Os ingredientes vão todos a olho, como se costuma dizer, excepto se se trata de algum prato mais elaborado ou que não tenha por hábito fazer tanto. Eu faço bacalhau de várias formas (com natas, à bràs, à gomes de sá), lasanha, arroz de pato, carne no forno, peixe, sopa, tudo. Só não me aventuro na doçaria, embora há uns anos tenha feito uma tarta de queijo deliciosa. Passo-vos algumas fotos.


Arroz de pato

Entrecosto no forno 

Feijoada à brasileira 

Francesinha à moda do Porto

Bacalhau à Brás

16 de fevereiro de 2026

O que é que o Mark de 2012 diria ao de 2026?


   Mark, aqui, entenda-se como a minha persona nos blogues. Eu creio que o Mark de 2012 -aquele que escrevia ensaios de História, de Filosofia, de Direito, e crónicas- não gostaria deste. Sinto-me tentado em não afirmar que o blogue perdeu qualidade; perdeu-a toda a blogosfera. Sendo sincero, a minha blogosfera nunca foi muito culta. Eu destacava-me entre os demais. Mas destacava-me. Havia interesse em escrever sobre determinados assuntos, e havia quem me lesse. Já uma vez escrevi sobre isto: eu não utilizo o blogue para escrever para mim. Eventualmente haverá quem o faça. Para tal, usaria um diário. Eu utilizo o blogue como catarse, mas também para receber algum feedback, e é nesse sentido que este blogue foi mudando ao longo do tempo: evoluiu, transformou-se, para não desaparecer, como dezenas deles, que tão bem conhecemos. Não foi um processo de perda de qualidade eventual; foi uma programação para sobreviver. Ou mudava a “linha editorial”, ou fechava o espaço. E eu gosto demasiado dele para ceder. E adaptei-me. Imagino que o rigor só o mantenha na escrita, procurando usar um vocabulário cuidado e correcto; no demais, já foi chão que deu uvas.

15 de fevereiro de 2026

O Dia das Frustradas.


   A blogosfera entrou em estado de choque com o Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim (de facto, aqui em Espanha conhece-se sobretudo pela última designação). Ficaram todas histéricas. Umas porque viraram bichas celibatárias (daquele “celibato” que termina em qualquer local de cruising ou bar foleiro); outras, porque querem namorado e não têm; e ainda há as que se sentem rejeitadas. Hey, amigas, vocês não precisam de provar a ninguém que conseguem ser felizes sem homem. Aliás, se calhar dou-vos uma novidade, mas vocês podem ser felizes sem homem, e sem estar a pensar no que faziam anos atrás, quando tinham um bom naco de carne para meter no olho. Virem a página. Eu estou junto há 9 anos, casado há 6, e se não fossem vocês nem me lembrava que tinha sido Dia dos Namorados, ou lá o que isso é. O melhor presente que recebo e dou é amor e cuidado, e é todos os dias do ano.

15 de novembro de 2025

Vidas frustradas, sonhos frustrados.


   Quando vejo tipos de 30, 40 e 50 e tal anos a acumular múltiplos relacionamentos ao longo dos anos, apercebo-me do quão sortudo sou em ter um marido/companheiro fora do dito mundo gay; uma pessoa que me ama, me estima e me cuida. Sou mesmo muito feliz com a pessoa que tenho. Não tem um corpo de sonho (como eu não tenho), mas tem um coração que vale por tudo. Tive mesmo muita sorte, e se a tive, é porque o mereço. Tenho pena desses que andam por aí de cama em cama, com amores “para toda a vida”, e que não saem da cepa torta. Que infelizes serão. E que Deus tenha misericórdia deles.

25 de maio de 2025

Já posso desfrutar, inclusive de noite.


 

   A minha piscina, de noite, já preparada para o Verão. 

22 de maio de 2025

Bichas… (parte 6 - bichas que gostei de conhecer).


   Recentemente, escrevi uma leva de várias publicações sobre bichas que conheci através do blogue e não deveria ter conhecido. Nunca referi os seus nomes. Deixei no ar sobre quem seriam. Contudo, houve pessoas que gostei de conhecer, e essas sim irei mencionar aqui, já que me parece justo falar do bom também. Pessoas que conheci pelo blogue e com quem tive bons momentos. Nem tudo foi aquele terror que descrevi no Bichas que conheci… (partes 1, 2, 3, 4 e 5).

   Vou começar pelo Francisco, do blogue Um Deus Caído do Olimpo. Foi, de todas as pessoas que conheci através dos blogues, aquela com quem mais mais privei, quer com outras pessoas, quer os dois apenas. É um rapaz tranquilo, boa onda. Tem lá as suas maluquices, mas não é má pessoa. Jamais me esquecerei duma noitada, que acabámos às 6h da matina em Santa Apolónia a tomar o pequeno-almoço. Se Deus quiser haveremos de repetir!

    O N., do blogue Um Ribatejano no Oeste. Este rapaz tinha uma paixoneta por mim. Não era correspondido, mas nem isso por perdemos a amizade. Entretanto, com os anos fomo-nos afastando. Não sei nada dele. Espero que esteja bem, e guardo boas recordações dos momentos vividos (nunca tivemos nada de íntimo, atenção).

    O Horatius, do blogue Aqui do Campo. Bom rapaz, simples. Ainda hoje mantemos um contacto frequente pelas redes sociais.

    A Magg, leitora de blogues, com quem saí várias vezes. É uma moça educada, não se mete em intrigas nem em confusões. Pareceu-me que, em todas as polémicas, procurou sempre manter uma certa distância, e até mesmo imparcialidade. Gostei de a conhecer.

    O rapaz do blogue Meia Noite e Um Quarto. Perdão, não me lembro do nome. Era giro. As bichas ficavam todas babosas. Das poucas vezes que privei com ele, pareceu-me ser um bom rapaz, boa onda.

    O Sérgio, do blogue good friends are hard to find. Estive com ele, salvo erro, uma ou duas vezes. Igualmente simples, boa onda. Pena que se foi dos blogues (mas quem é que não se foi?)

   O Manel, leitor do meu blogue, talvez a pessoa que mais gostei de conhecer pessoalmente. Tivemos um jantar a dois agradabilíssimo. Um senhor culto, educado, um gentleman. Vamos mantendo contacto.

    O Miguel, do blogue um voo cego a nada. Deixo-o para o fim porque o Miguel já não está entre nós. Partiu em 2019, depois de uma longa doença. Sei que me estimava, como eu o estimava; sei que me admirava pela minha escrita inusual num rapaz tão novo (sim, eu fui novo). Afastámo-nos na recta final da sua vida, e consigo intuir o motivo - terá sido “envenenado” contra mim por duas ratazanas que lhe eram próximas (a bicha bicho, solteirona dos gatos, e a bicha velha da linha de Sintra). Paz à sua alma. Ele e o seu encantador blogue fazem falta.

   Conheci outras pessoas nos eventos dos blogues, que não tiveram qualquer impacto em mim, cujos nomes já nem me lembro, e que portanto não gostei nem desgostei de conhecer. Fica aqui a minha homenagem a todos.

14 de maio de 2025

Bichas… (parte 5 - a bicha adolescente tardia).


   Falar desta bicha tem coisas que se lhe digam. Comecemos pelo começo, como se costuma dizer: esta bicha não me suscita ódio, ou raiva. Pena, talvez, ao olhar para trás. A bicha começou a organizar jantares de bloggers, quando a bicha velha (a que sustentava um chulo do leste) deixou de organizar os ditos jantares. Esta bicha -olhem, curiosamente como a bicha velha, mas muito mais nova- achava-se a melhor: ela própria dizia que era o “blogger gay mais influente de Portugal”. Delírios. Tinha 200 seguidores, nenhum impacto social, jamais foi influencer ou teve relevância. Vivia num mundo à parte. Quando a conhecemos, percebemos o porquê dessa insegurança: é feio, usa óculos, veste-se mal. Um horror. A acrescer que de adolescente não tem nada: tinha perto de trinta anos na altura. 

    Bom, eu conheci a bicha num desses eventos. Chegamos ao Natal, e eu, que me relacionava cordialmente com ela, propus-lhe que me ajudasse a organizar um lanche de Natal de bloggers, uma vez que adoro a quadra. E fi-lo para ser algo divertido, a dois, e não porque precisasse da ajuda. Fi-lo, honestamente, de coração aberto. O que se passou a seguir é hilariante. Depois do lanche, a macaca foi escrever no blogue dela que a ideia houvera sido dela, que a organização fora dela, omitindo-me completamente, quando fui eu quem lhe deu a ideia de participar comigo na organização. Nem mencionou o meu nome. Reparem, isto é uma estupidez, mas é este tipo de gente que, em cargos de poder, passa a perna aos colegas se puder. Nestas mesquinhices (sujou-se por pouco) vemos como são as pessoas e o que fariam noutras situações. 

   Depois da polémica -porque naturalmente tudo aquilo me revoltou-, foi escrever barbaridades a meu respeito sem me mencionar. Quem não se sente não é filho de boa gente. A criatura acho que já nem anda por aí. Achava-se tão importante… Nunca o foi. Às vezes penso que Deus é justo, e portanto não foi à toa que ela dormiu dois anos no sofá da sala. (risos) Uma miserável. Aqueles jantares eram um pavor. Uma vez até levei um amigo meu, fora do mundo dos blogues, para que aquilo tivesse mais animação. Quando soube que eu ia ao festival de cinema de terror (Motel X), começou a ir também; quando soube que eu ia ao Queer Lisboa, o mesmo, escrevendo críticas sobre os filmes para me imitar. Indescritível, e ridículo. Hoje em dia, anos e anos depois, rio-me. 

    Não lhe desejo mal. Que ela seja feliz. Creio que não o é, a julgar pela vidinha que tinha. Olhem, beijinhos para ela, e que se porte mal (era vulgar até nos chavões).

3 de maio de 2025

Bichas… (parte 4 - a bicha bicho).


   À partida, já tinha falado de todas as bichas que conheci através do blogue e não devia ter conhecido. Ou falara delas directamente, ou seja, numa publicação específica, ou superficialmente. Mas há algumas que merecem um destaque especial. Uma delas é a bicha bicho. E quem é a bicha bicho? A bicha bicho era uma mulher que vivia com cinco ou seis gatos. Estranhíssima. Tinha um blogue onde se julgava escritora. Escrevia uns contos medíocres. Aparentava ler muito, isso sim. A bicha bicho -e digo-o assim porque nunca me convenceu da sua heterossexualidade- era uma macha. Masculina. Não excessivamente. O facto de não lidar com ninguém fora do seu local de trabalho tornava-a numa pessoa amargurada. Isso ressaltava. Tinha uma meia irmã com a qual não se dava muito, a mãe morrera anos antes. Uma solitária, solteirona empedernida, mal resolvida. Estive com ela algumas vezes, a maior parte das quais juntamente com outros bloggers. Eram quase sempre encontros em grupo.

    Sendo sincero, nunca gostei dela, e a custo disfarçava-o. Parecia-me (e mais tarde veio a comprovar-se) que era intriguista e dissimulada. Cínica mesmo. E eu cínico não sou. Digo o que tenho a dizer, o que às vezes me causa problemas. Com a bicha bicho, comecei a ter leves atritos, até culminar num. Conto-lhes o último, o que pôs um ponto final a tudo. 

      Eu e alguns outros bloggers decidimos ir passar o São João de 2017 ao Porto. Para tal, arrendávamos um apartamento por dois dias. Cada um pagaria cerca de 100 euros. Não me lembro bem. Isto tem quase dez anos. Uma leitora de blogues (por acaso dessa não tenho nada a dizer, até me chegou a dar boleia a casa) arrendou o apartamento. Tudo falado, marcado e pagado. Acontece que um dos bloggers, estudante como eu, armou-se em pobrezinho. Ia connosco sem pagar. Assumíamos os custos da sua estadia, ou ficava alojado na casa de um blogger que vivia no Porto. Algo assim. Não me pareceu justo, afinal, de todos os bloggers, eu e ele éramos os únicos que não trabalhávamos. Se eu iria pagar, por que razão ele não pagava também? Para mim também seria um sacrifício. Eu sei o quanto custa tirar um curso de Direito. Como tal, e porque não sou cínico, pus as cartas em cima da mesa e disse-o. O plano de ir ao São João caiu pelo ralo da sanita (pelo menos para mim). Houve uma série de intrigas patrocinadas sobretudo pela bicha bicho e pela bicha adolescente de 30 e tal anos (de quem falarei, talvez, noutro momento). Eu fiquei com fama de demónio -já estou habituado-. Nada de novo. Não sei como saiu a bicha bicho da polémica. A macaca continuou por aí, até que perdeu um grande amigo da blogosfera, vítima de cancro, e com isso sentiu-se desamparada e acabou por arquivar o próprio blogue. Levou um chá de sumiço. E é tudo sobre a bicha bicho, com nome de flor silvestre, como ela, sem ser especial e sem precisar de grandes cuidados.

      Para terminar, um episódio caricato que vivemos a dois, eu e a bicha bicho: um dia fui ter com ela à Margem Sul, onde ela vivia. Eu levava dinheiro, mas não tinha trocado para o comboio e a máquina não aceitava a nota que eu tinha nem o cartão multibanco. Isto no regresso. Tinha umas moedas. Faltava 1 euro. Pois bem. Ela emprestou-mo, com a condição de depois lhe fazer uma transferência bancária. Sim, de 1 euro. (risos) Há anedotas que a vida nos proporciona que são óptimas para nos fazer rir, passem os anos que passarem. :)

30 de abril de 2025

Apagão.


   Não me recordo de algo assim. Recordo-me de, em miúdo, faltar a luz algumas vezes. Nada como isto. Um apagão internacional. Eu fui afectado, claro, ao residir em Espanha. Parece que afectou Portugal, Espanha e algures pelo sul de França. Os motivos, não no-los querem dizer, ou ainda não os conhecem. Por aqui, por Espanha, a Audiência Nacional (que é um tribunal sui generis que não tem paralelo em Portugal) já está a investigar as causas, ou seja, se não terá sido um ciberataque. 

    No meu caso, estive sem electricidade desde as 12h30, como todos, até às 6h do dia seguinte. Dezoito horas, a rezar para que a comida não se estragasse. Tenho uma arca frigorífica no rés-do-chão da casa onde guardo a carne e o peixe. Além de perder dinheiro, seria comida que se estragava, e com a fome que grassa pelo mundo… Felizmente aguentou. Em todo o caso, eu não estou nada tranquilo. Pandemias, apagões… O mundo está-se a tornar num lugar estranho e perigoso. Eu acho que situações insólitas como estas e outras começarão a suceder-se. E é isso que me mete medo. O que ainda virá por aí…

17 de abril de 2025

Dad or Son?


   Eu não sou destas publicações -creio até que é a primeira no blogue deste tipo, em dezassete anos-, mas prontes, como diz o outro. Para desanuviar um pouco e recuperar (também um pouco) do que era a blogosfera de há muitos anos, divertida e lúdica (risos). Bem, e com o perdão de Deus por estarmos em Semana Santa, vocês ficavam com o pai ou com o filho? Ou com ambos? Estes dois começaram a aparecer-me nos reels do Youtube, não faço ideia porquê.






4 de abril de 2025

Bichas… (parte 3 - a bicha bruxa).


   Hoje venho falar-lhes de uma bicha dos blogues que conheci… bem, hilariante. A macaca foi a Lisboa já não me lembro porquê. Sei que me queria conhecer, desfazia-se-me em elogios e beijinhos quando comentava no meu blogue… Enfim, foi. Queria conhecer-me. Eu, por educação, acedi. Bem, qual o meu espanto quando a vejo! Cabelo meio comprido atrás, meio careca à frente, com uns fios esquisitos ao pescoço, esotéricos, as unhas sujas. Um filme de terror. Onde ir com “aquilo”? Fomos até ao Terreiro do Paço (eu cheio de medo que alguém conhecido me visse naquela companhia). 

    Soube mais tarde que a bicha queria que eu a tivesse levado a passear por Lisboa, sei lá por onde, o Castelo de São Jorge, ou quiçá mais em plano romântico, no Palácio da Pena, em Sintra. Não me lembro como soube, mas vim a saber. Que tinha ficado decepcionada por não a ter levado a passear. Eu sentei-me com ela junto ao Tejo, no cais das colunas, e estava a rezar a todos os santinhos para me poder pirar dali o mais rápido possível.

   Creio que voltei a ver a criatura esquisita nuns jantares de blogues. Sei que hoje ainda anda por aí nos blogues a escrever contos juvenis, a lançar tarot, búzios, horóscopos, eu sei lá. (risos) Isto só a mim. Bem, é melhor calar-me. Ainda me faz uma bruxaria.

28 de março de 2025

Bichas… (parte 2).


  Aqui há uns dias fiz uma publicação sobre personagens (no sentido comum e pejorativo do termo) que conheci na blogosfera. Conhecer mesmo. Pessoalmente. Algumas ficaram de fora, nomeadamente uma bicha velha, mais convencida que o convencimento, que conheci em vários jantares e outros meetings. A bicha, setentona, considerava-se o máximo. Organizava jantares, onde tinha de ser a estrela principal. Todos tinham de lhe dizer amém e desfazer-se-lhe em elogios. Arrogante como só ela, o facto mais curioso de tudo isto é que a bicha mantinha um rapaz do leste europeu. Sim, mantinha. Isso mesmo. Mantinha-o (€) para poder dizer que namorava e era amada. Tinham uma diferença de idades de alguns quarenta anos, e um “namoro” totalmente virtual, que escassas vezes se tornou real. 

   Houve outra bicha (esta não conheci pessoalmente, felizmente) que me perseguia. A perseguição durou anos. Tive uma discussão com a ameba no blogue dela (onde ainda se fazia passar por hétera), e a coisa ficou por aí. O blogue desapareceu. Nunca mais pensei na criatura. Anos depois, surge num comentário dum blogue doutra bicha a “arrasar-me”; a dizer cobras e lagartos a meu respeito. Claro que me ri. Foi hilariante. Entre um episódio e outro passaram-se quê? Dez anos? A bicha, ainda amargurada, surgiu do nada, quiçá das catacumbas do Trumps.

    E foi mais um episódio do Bichas (que conheci… ou não).

3 de março de 2025

Bichas...


   Na blogosfera, conheci do pior da natureza humana. Não me desiludi, porque não esperava muito melhor. Nós, humanos, somos o que somos. Às vezes dou por mim a pensar na bicha que tinha a mania que era importante, que julgava que fazia eventos (que inclusive me roubou uma ideia), e rio-me. De igual forma, penso na tipa dos gatos, intriguista, estranhíssima. Rio-me. E ainda houve uma bicha, com quem me cruzei uma única vez, e a quem tracei imediatamente o perfil. Meio careca, pretensiosa, fez-se acompanhar dum rapaz jovem, que, coitado, imaginou que terá visto ali um daddy ou algo que o valha. Tive pena do rapaz, e no fundo tenho pena da bicha, que não consegue segurar ninguém a seu lado. Ao mesmo tempo, admiro-lhe a capacidade de continuar a acreditar que é possível que alguém lhe ponha e tire a arrastadeira daqui a uns anos. O importante é não perder a esperança. E também me rio.