Mãe, passaram-se quatro anos. Demasiado tempo sem te ouvir, sem te ver, apesar de estares sempre presente no meu pensamento. Não há um único momento do dia sem que me lembre de ti.
A nossa relação esteve marcada por altos e baixos. Não foi perfeita. Assim mesmo, eu creio que nenhuma relação onde haja amor é perfeita, porque quem se quer briga, discute, bem-quer, tudo em simultâneo. E a nossa relação era assim, imperfeita, como nós também o fomos, tu como mãe e eu como filho.
A tua memória é assim, imperfeita. Por vezes uma saudade imensa, outra vezes uma revolta. Foste a mãe que soubeste ser, disso não tenho qualquer dúvida, o que não te redime dos erros, alguns graves, como bem sabes. A mãe que pudeste ser, digo-o para mim, num género de mantra.
A verdade que fica, impoluta, é esta: amo-te.
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