A blogosfera entrou em estado de choque com o Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim (de facto, aqui em Espanha conhece-se sobretudo pela última designação). Ficaram todas histéricas. Umas porque viraram bichas celibatárias (daquele “celibato” que termina em qualquer local de cruising ou bar foleiro); outras, porque querem namorado e não têm; e ainda há as que se sentem rejeitadas. Hey, amigas, vocês não precisam de provar a ninguém que conseguem ser felizes sem homem. Aliás, se calhar dou-vos uma novidade, mas vocês podem ser felizes sem homem, e sem estar a pensar no que faziam anos atrás, quando tinham um bom naco de carne para meter no olho. Virem a página. Eu estou junto há 9 anos, casado há 6, e se não fossem vocês nem me lembrava que tinha sido Dia dos Namorados, ou lá o que isso é. O melhor presente que recebo e dou é amor e cuidado, e é todos os dias do ano.
As Aventuras de Mark
15 de fevereiro de 2026
13 de fevereiro de 2026
11 de fevereiro de 2026
And I can't pretend that that doesn't mean a thing to me.
“Hop on the back of my bike
Let the good wind blow through your hair
With an ass like that
And a smile so bright
Oh, you're killing me
You know it ain't fair
Ride on
Through the middle of the night
Let the moonlight kiss your skin
When you dance like that
Your jeans so tight
Oh, you're killing me
Baby, do it again”
10 de fevereiro de 2026
As intrigas da blogosfera.
Quem não gosta de uma boa intriga? Só quando não estamos envolvidos nela. A blogosfera, como qualquer meio feito por pessoas, foi um espaço de intrigas. Agora não sei se ainda o é, dada a sua situação de rede social obsoleta (eu acho que, mais dia, menos dia, a Google põe fim a isto).
As intrigas, quando comecei a dar por elas, surgiram ao conhecer determinados bloggers. Reparei que falavam uns nas costas dos outros, e como diz o povo, “nas costas dos outros vejo as minhas”. Logo num jantar, organizado por uma velha glória destas paragens, falaram imenso do Francisco. Que o blogue não interessava para nada, que era feito de lugares comuns/extremismo político, e de fotos de homens nus. E eu a assistir àquele ninho de víboras ardilosas. Também se falava do Namorado. Que era baixinho, que tinha a mania que era bom e não “valia nada”. E eu sem nunca ter visto sequer uma foto sua. Ficava abismado com a maldade alheia. Não sendo eu nenhum santo, confesso que a maldade alheia me incomoda bastante. O pior estava por vir, quando soube de uma cena tórrida de sexo oral, dentro de um carro, entre a bicha zen e uma bicha qualquer escanzelada que andava aí. E de bichas blogosféricas que se cruzavam em locais de cruising… Poderia continuar.
Se pudesse voltar atrás, jamais me teria dado a conhecer. A primeira vez que o fiz foi em 2013, e tudo pareceu especial à primeira vista. Não obstante, conhecer as pessoas, ver como elas são, não só afasta o encanto destes meios -onde podemos ser quem quisermos, livres-, como também nos faz querer estar longe delas. E não me refiro só às intrigas que ouvi e às quais assisti; refiro-me a várias situações de injustiça, incompreensão, egoísmo, egocentrismo. Sem sacudir a água do capote. Provavelmente também participei disso sem me dar conta. Se calhar também magoei e fui injusto. Aliás, é bastante provável.
Passados estes anos, não valeu a pena. De forma alguma. Não só não ficou a amizade, na esmagadora maioria dos casos, como ficou uma péssima impressão. Compreendo perfeitamente o porquê de muitos bloggers terem simplesmente desaparecido, sem deixar rasto.
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