Foi uma frase dita pelo meu marido, ontem ou anteontem. “Já cheira a Primavera”. Sim, é verdade, mas ainda virá por aí muita chuvinha - desculpem, é verdade. Estamos fartos dela, o que não significa que o calor esteja à porta. Os dias são mais quentes. Em contrapartida, as manhãs e as noites continuam frescas. Os dias também são maiores. Há luz por mais tempo. Os passarinhos cantam. O sol entra-se-me pela casa. Aquece-a. As flores florescem, passo a redundância, quer no jardim, quer na minha varanda. É o M. quem cuida do jardim. Ele adora. E sim, cheira a Primavera.
22 de fevereiro de 2026
21 de fevereiro de 2026
Sushi.
A 50km aqui da minha casa, abriu, há uns meses, um restaurante de comida japonesa. Eu poderia dizer de sushi, mas na realidade é de comida japonesa, porque não tem apenas sushi; tem uma quantidade enorme de comida japonesa, incluindo carnes, sopa miso, wakame, tataki, carpaccio, etc, porém, do que eu mais gosto é do sashimi. Vamos várias vezes. É quase um ritual de fim-de-semana. Aproveitamos e vamos à livraria, compramos livros, ou apenas os folheamos, e de vez em quando compramos roupa de que não necessitamos. É aquele vício compulsivo. Bem, e é tudo. Hoje fomos ao sushi e adorei, como sempre. Estava muito fresquinho.
20 de fevereiro de 2026
É bom, mas não é p'ra ti.
Coitada da bicha quase sessentona. Diz que só segue dois blogues no activo, quando toda a gente sabe que não é verdade. Para tentar engatar-me, aí já me seguia (e como se eu precisasse que ela me seguisse - é muita presunção). Enviava-me e-mails, aos quais eu respondia, como sempre fiz com todas as pessoas, educadamente, percebendo as segundas intenções, contudo, mantendo o devido afastamento. O curioso é que a maricona continua com o meu blogue na lista de blogues dela. (risos) Tens de actualizar a lista, moça.
É bom, não é?
Mas não é para ti. Já não tens pedalada para isto.
19 de fevereiro de 2026
Rita Slof Monteiro.
Este é um daqueles casos mediáticos de desaparecimento de pessoas que mexeu comigo. Houve outros que também me intrigaram muito, nomeadamente o do Rui Pedro, porém, o caso da Rita, até pelos contornos, é um daqueles que frequentemente me vem à memória. Não foi preciso terem passado vinte anos, anteontem, sobre o seu desaparecimento. O facto de a Rita ser apenas um ano mais nova do que eu talvez tenha influenciado.
A Rita nasceu em 1987 (irei fazer uma breve introdução para quem não conhece o caso, o que duvido, dado o seu mediatismo). Em 2006, no dia 17 de fevereiro, tinha uma visita de estudo programada e combinou encontrar-se com umas amigas para irem todas até Serralves. Desencontraram-se, e a Rita acabou por ir sozinha. Nunca lá chegou. Ela foi vista num café perto da estação de Matosinhos. Entrou, foi à casa de banho, saiu. Depois foi até à estação de autocarros, pediu umas informações ao motorista, e saiu. Essas imagens foram gravadas pela câmara do autocarro. Até hoje. Nunca mais se soube nada da Rita. Alegadamente, foi vista a falar com uma mulher perto da estação de autocarros, segundo foi captado por uma câmara.
A investigação teve inúmeras falhas policiais. O caso foi reaberto em 2009, três anos depois, quando a boa praxis diz que estes desaparecimentos devem ser resolvidos em 48h/72h, senão nunca mais o são: perdem-se provas, as pessoas esquecem-se de detalhes, os alegados criminosos (raptores ou homicidas) conseguem fugir ou destruir indícios, etc.
Desta vez, vinte anos depois, surgiu pela primeira vez na comunicação social a suspeita da PJ, na pessoa que investigou o caso de 2009 até ao arquivamento de 2014: que muito provavelmente a Rita se terá suicidado. Sim, a Rita tinha problemas de saúde mental, mas não é estranho que uma miúda que se queira matar entre num autocarro para saber como chega a Serralves para ir ter com as amigas? E não é estranho que nunca tenha aparecido o corpo? Como é que uma miúda de 18 anos, na altura, se suicidaria de uma forma tão minuciosa que nem o corpo aparece? E o último sinal de GPS do telemóvel detectado a 7km do local? Não me convence. Algo, no entanto, aconteceu à Rita, e foi grave. Sem querer tirar a esperança à família, não acredito que alguma vez se saiba o que de facto sucedeu naquela manhã. Enquanto isso, tenho a imagem da Rita presente na minha cabeça, porque é um daqueles casos onde não há a mínima pista. Não há nada.
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