10 de dezembro de 2018

Concerto de Natal.


   Há já uns dias que não vinha ao blogue. Tenho andado assoberbado com avaliações. Tive duas, na semana passada, com um intervalo de dois dias entre cada uma. É manifestamente pouco. Quando não estou em aulas, estou a estudar. Os dias têm sido passados assim. Aguardo ansiosamente pelas férias do Natal, que serão curtas. Em Janeiro, o mais provável é que tenha exames - digo provável porque há sempre a hipótese, remota, de os dispensar.

   Como só terei uma avaliação na semana que antecede o Natal, aproveitei e fui ao concerto da Universidade de Lisboa. Um concerto com a orquestra e o coro próprios da universidade. Teve lugar na Aula Magna, e foi lindíssimo.

   Gosto de música clássica e, como é sabido, do Natal. Conjuguem-nos. O auditório estava lotado. Tinha um convite a mais. Lembrei-me e convidei um amigo. No final, jantámos e fomos observar de perto a iluminação natalícia do Chiado, que ainda não havíamos visitado. A zona d'A Brasileira está giríssima, cheia de enfeites coloridos. Um enorme Pai Natal ornamenta a Praça Luís de Camões. Não que a Câmara negligencie a iluminação, se bem que este ano se esmerou. A cidade está um encanto, que dá gosto calcorreá-la.

    Deixo-lhes algumas fotos.

O concerto foi sublime

Bem decorado, o átrio da reitoria
" Oh, Oh, Oh! "


30 de novembro de 2018

Beautiful Boy.


   Esperava há muito por este filme. Já o havia dito: o Timothée Chalamet é o meu crush desde que o vi em Call Me By Your Name. Ele tem ali qualquer coisa que o torna irresistível para mim. A par destas preferências mais pessoais, também o considero um excelente actor, talvez o melhor, ou um dos melhores, da sua geração. O miúdo tem mesmo jeito, e a interpretação neste Beautiful Boy veio comprová-lo; veio, por assim dizer, corroborar e legitimar tudo o que se tem dito sobre um actor que ainda não se deixou corromper pela indústria.

   É um filme com som e cheiro de filme independente. Foi buscar uma realidade que está meio fora de moda, a do mundo das drogas. E é nesse novelo, de dificílima saída, que cai Nicholas, "Nic", Sheff, de dezoito anos, que vive feliz com o pai, a madrasta e dois irmãozinhos mais pequenos. Chalamet tem encarnado miúdos, porque ele é um miúdo. Miúdos que estão na adolescência e que, de uma ou de outra forma, são problemáticos. Nic é-o excepcionalmente.


   É, no fundo, uma bonita estória de amor, de amor incondicional de um pai pelo seu filho - e podemos dizer que também do filho pelo pai, nos olhares, nas reacções e nas palavras que trocam. David Sheff, interpretado por Steve Carell, é o pai de três filhos que nutre um carinho especial pelo primeiro, Nic. Percebemo-lo a cada passagem do filme. Ele não se consegue abstrair da tragédia que se abateu sobre o seu primogénito, completamente dominado pelas metanfetaminas, na pior das drogas que usa. "Everything", como perceberão.

  A fotografia é outro ponto alto de Beautiful Boy. As pausas deliberadas, as retrospectivas. Um drama familiar, do impacto que a toxicodependência tem entre uma família que tinha tudo, incluindo estabilidade, para viver tranquilamente, entre sorrisos rasgados, que também os vemos, nos momentos em que o Nic sob o efeito das drogas alterna com o miúdo afável, brincalhão, amigo dos irmãos e divertido,  em processo de recuperação. Chalamet deve ter uma atracção por filmes ambientados em décadas anteriores. Se Call Me By Your Name era passado na doce Itália dos anos 80, Beautiful Boy mostra-nos a perigosa San Francisco dos 90.

  Mais do que um filme sobre a droga, sobre o tal mundo que referi acima, eu preferia defini-lo como um filme de amor, de amor e de renúncia, renúncia ao amor, quando necessário, e de forma particularmente dolorosa, e à dita droga, numa luta que é diária, e que o rapaz que inspirou o filme, e um livro, enfrenta ainda hoje. É isso.

26 de novembro de 2018

Christmas time is in the air... again.

 
  Estamos a um mês do Natal, e a cidade, Lisboa, já está a postos para o receber. No sábado passado, dia 24, com alguma chuva, as luzes natalícias acenderam-se pela primeira vez neste ano, mostrando-nos a magia dos enfeites que pelas próximas semanas irão ornamentar as principais artérias e praças da capital.

A Avenida da Liberdade, com os seus pendentes brilhantes

   Eu, claro está, interrompi o estudo e, munido de guarda-chuva, fui espreitá-las. Gostei imenso, como vem sendo habitual. Adoro o Natal, que para mim é este período que agora começa. Mais do que a véspera e o próprio dia 25, o que tem encanto é a quadra, as músicas, o espírito, os doces... Continuo a gostar infantilmente do Natal, sem ter vergonha de o assumir. Quando nos tornamos adultos, parece que, para muitos, gostar do Natal se torna ridículo ou despropositado. De todo, quanto a mim. Ontem mesmo, domingo, fui comprar uma nova árvore de Natal, que a que tinha, de quase nove anos, atingiu o limite. Esta é surpreendentemente alta. Tem 2,10 cm. Não vejo a hora de a montar. Costumo fazê-lo no dia 8 de Dezembro, que, como sabem, é o dia consagrado à Imaculada Conceição de Maria, cuja festa litúrgica assinalamos. Diz-nos a tradição que a árvore deve ser erguida nesse dia, quedando-se até aos Reis.

A bolinha onde todos querem entrar

   E, por falar em Natal, não se esqueçam do jantar de Natal que irei organizar no dia 22 de Dezembro. Quem ainda não confirmou a presença, poderá fazê-lo até ao dia 8, relembro. Para tudo saberem, cliquem no widget que encontrarão no canto superior direito do blogue.

Encantador, o antigo Palácio dos Estaus, hoje Teatro Dona Maria II

   Deixo-vos algumas das fotos que tirei com o meu iPhone. Quem me segue por outras plataformas, terá acesso às restantes e a tantas outras que ainda quero tirar. Não explorei todas as ruas.

Laços e mais laços que iremos tirar dos embrulhos




19 de novembro de 2018

Dieses Bescheuerte Herz.


   Estranho o título, não? O filme é alemão. Decidi-me por este Dieses Bescheuerte Herz ao ler várias sinopses de filmes. Não ia ao cinema há uma semana, por aí, o que para mim já é incomportável.

   É um filmito que foge à lógica e aos holofotes de Hollywood. Cinema europeu. O argumento tem interesse e é baseado numa história verídica. Sucintamente, temos um tipo - giro, por sinal - que aos trinta anos é um boémio de primeira. Mora com o pai, não termina o curso, só quer saber de engates e copos. Do outro lado, um miúdo de quinze anos, gravemente doente, com a vida comprometida. As suas existências cruzam-se abruptamente. Lenny e David, de seus nomes, criam um laço fortíssimo, como se dois verdadeiros irmãos se tratassem.


   O filme, pelo que li, fez imenso sucesso na Alemanha. Longe de ser inesquecível, a narrativa é bonita. É meiguinho, vá. Daqueles que se vêem bem em família, sobretudo nesta quadra natalícia. E tem a vantagem de terminar bem, quando tudo aponta para o contrário. Às vezes, salvamo-nos mutuamente. Às vezes, tudo quanto precisamos é de um ombro verdadeiramente amigo, que está lá naqueles momentos-chave. Lenny ensinou David, ensinou-o como um irmão mais velho; David orientou Lenny, no sentido de se encontrar, de dar valor ao que importa, de se tornar mais responsável.

   O objectivo era o de se conseguir que David chegasse aos dezasseis anos. Hoje, David está com vinte. É, o amor tem destas.

Não se esqueçam do Jantar de Natal. :) Têm até ao dia 8 para se inscrever. Podem consultar tudo aqui.