7 de agosto de 2026

Cláudio Ramos.

 

  O Cláudio Ramos é uma pessoa tóxica. Deve ter aprendido bem com Cristina Ferreira. Há dias recebeu uma influencer com excesso de peso, ou obesa, ignoro, e parece que lhe disse que não acreditava que ela se sentisse bem assim. Eu acredito que um tipo que tenha vivido anos no armário, amargurado, e que tem claramente problemas de auto estima, ache estranho que haja pessoas que se sintam bem com o seu corpo e as suas imperfeições. Isso é com ele. O perigo não é esse. O perigo é o poder que esta gente tem de propagar preconceitos e ideias estúpidas e erróneas. Há aquele velho ditado: “cada um que cuide da sua vida”, que também poderia ser “cada um que cuide do seu corpo”. Cláudio Ramos pode, desde logo, cuidar de manter a língua na boca, e resolver os problemas que ele tem, que são muitos, antes de julgar que pode identificar problemas nos outros.


6 de agosto de 2026

Ceuta.


   Como cidadão espanhol -sim, eu não sou apenas um português que vive em Espanha; eu sou espanhol-, tenho uma palavra a dizer sobre a invasão de Ceuta por milhares de marroquinos, apenas há uns dias. Não se trata de nenhuma crise humanitária, como afirmam os extremistas de esquerda, lunáticos, desde o conforto das suas casas. Ceuta é, neste momento, uma cidade perigosa. Os ceutís têm medo de sair à rua, de fazer a sua vida normal. Comércio e serviços estão fechados. O medo é generalizado. Embora os socialistas afirmem que estão a repatriar os invasores, segundo vários ceutís -mantenho-me em contacto com alguns-, cada vez são mais, e não se vê um fim à vista. Pedro Sánchez e a permissividade do governo espanhol com o regime autoritário marroquino são os responsáveis pela invasão, que evidentemente foi orquestrada por Rabat para pressionar Espanha no sentido em que abdique dos seus legítimos direitos sobre Ceuta e Melilla, duas cidades tão espanholas como quaisquer outras na península. Exigimos uma posição firme do governo espanhol e a retirada imediata de todos os invasores, sem qualquer ressalva.

1 de agosto de 2026

Heartstopper.


   Comecei, há dias, a ver uma série na Netflix que estou a adorar. Chama-se Heartstopper, e é uma espécie de drama adolescente. Muito simples, é para ver sem grandes expectativas. A história é despretensiosa, mas, e aí está o encanto para mim, toca numa fase da minha vida que foi bastante difícil: a adolescência. A minha foi péssima. Não tive nada daquilo que queria. Faltou-me tudo, desde logo um ambiente são, equilibrado, amigos, boas experiências. Foi um caos, um caos que se repercutirá para sempre, porque nós somos camadas daquilo que vivemos. Esta série compõe aquilo que eu queria ter vivido e não vivi. E há um lado curioso: é que há mais de vinte anos comecei a escrever um género de romance adolescente -quando eu próprio era adolescente- que se parece muito com esta série. Os personagens, as suas características. Parece ter havido uma transmissão qualquer de ideias entre mim e a autora, ou então as minhas aspirações de adolescente são mais comuns do que pensava. Inclino-me para esta última. É uma série LGBT inspirada nuns comics cujo nome é igual.

24 de julho de 2026

A resistir... até quando?

 

   A blogo morreu. Agora morreu de vez. Os mais resistentes desistiram. Eu hesito entre deixar de publicar, isto é, deixar o espaço ao abandono, ou fazer uma última publicação onde me despeça definitivamente, em género de "o fim", "adeus", algo do género. Era o que faziam os que, há uns anos, deixavam os blogues, e pergunto-me se não fizeram bem, no momento certo, quando havia alguma actividade, do que simplesmente, como eu faço, deixar arrastar isto como um moribundo desgraçado que deambula pelos corredores do hospital. Sinto-me numa encruzilhada. Por um lado, tenho carinho a este espaço. Foram -são- 18 anos de palavras, sentimentos, reacções, pensamentos. Por outro lado, fará sentido continuar aqui a deixar publicações de circunstância? Digam-no vocês, se porventura continuarem aí.