11 de fevereiro de 2026

And I can't pretend that that doesn't mean a thing to me.



“Hop on the back of my bike

Let the good wind blow through your hair

With an ass like that

And a smile so bright

Oh, you're killing me

You know it ain't fair


Ride on

Through the middle of the night

Let the moonlight kiss your skin

When you dance like that

Your jeans so tight

Oh, you're killing me

Baby, do it again”


10 de fevereiro de 2026

As intrigas da blogosfera.


    Quem não gosta de uma boa intriga? Só quando não estamos envolvidos nela. A blogosfera, como qualquer meio feito por pessoas, foi um espaço de intrigas. Agora não sei se ainda o é, dada a sua situação de rede social obsoleta (eu acho que, mais dia, menos dia, a Google põe fim a isto).

   As intrigas, quando comecei a dar por elas, surgiram ao conhecer determinados bloggers. Reparei que falavam uns nas costas dos outros, e como diz o povo, “nas costas dos outros vejo as minhas”. Logo num jantar, organizado por uma velha glória destas paragens, falaram imenso do Francisco. Que o blogue não interessava para nada, que era feito de lugares comuns/extremismo político, e de fotos de homens nus. E eu a assistir àquele ninho de víboras ardilosas. Também se falava do Namorado. Que era baixinho, que tinha a mania que era bom e não “valia nada”. E eu sem nunca ter visto sequer uma foto sua. Ficava abismado com a maldade alheia. Não sendo eu nenhum santo, confesso que a maldade alheia me incomoda bastante. O pior estava por vir, quando soube de uma cena tórrida de sexo oral, dentro de um carro, entre a bicha zen e uma bicha qualquer escanzelada que andava aí. E de bichas blogosféricas que se cruzavam em locais de cruising… Poderia continuar.

     Se pudesse voltar atrás, jamais me teria dado a conhecer. A primeira vez que o fiz foi em 2013, e tudo pareceu especial à primeira vista. Não obstante, conhecer as pessoas, ver como elas são, não só afasta o encanto destes meios -onde podemos ser quem quisermos, livres-, como também nos faz querer estar longe delas. E não me refiro só às intrigas que ouvi e às quais assisti; refiro-me a várias situações de injustiça, incompreensão, egoísmo, egocentrismo. Sem sacudir a água do capote. Provavelmente também participei disso sem me dar conta. Se calhar também magoei e fui injusto. Aliás, é bastante provável. 

     Passados estes anos, não valeu a pena. De forma alguma. Não só não ficou a amizade, na esmagadora maioria dos casos, como ficou uma péssima impressão. Compreendo perfeitamente o porquê de muitos bloggers terem simplesmente desaparecido, sem deixar rasto.

9 de fevereiro de 2026

O (In)seguro.


   Nem a chuva os desmotivou. O masoquismo pode ser verdadeiramente chato. É uma parafilia, nos casos mais graves. Os portugueses enquadram-se. Queixam-se da incompetência dos que os governam, mas votam sempre pela continuidade. Só isso pode explicar que tenham escolhido, para Presidente da República, um tipo que foi corrido pelos próprios socialistas, considerado incapaz pelo seu líder histórico (Mário Soares) e, aqui entre nós que ninguém nos ouve, um autêntico banana. Mais uma jarra de flores para Belém, porém, esta sem carisma, sem mérito, sem obra conhecida e reconhecida, sem nada.

6 de fevereiro de 2026

Porque é que os gays são assim?


   Tenho um amigo gay. Tem 35 anos. É magro, alto, musculado. Até bastante discreto. Passa perfeitamente por heterossexual. Em contrapartida, anda em todas as aplicações e não consegue arranjar um namorado em condições. Só lhe saem tarados que querem sexo e que lhe enviam nudes. Ele não é nenhum santo nem púdico, mas quer algo sério. Algo estável. A sua estória levou-me a pensar no seguinte: se ele, que é um rapaz que cumpre determinados estándares de masculinidade, físico, etc., tão valorizados no meio gay (ou deveria dizer, nojento meio gay) e mesmo assim não tem sorte, como será a situação com rapazes não tão bonitinhos, não tão perfeitinhos, não tão masculininhos?

   É, o meio no qual se movimentam os gays pode ser muito cruel. Devora-se a si próprio. Está cheio de gente mal resolvida que procura o que não há. Como diria o António Variações, em duas das suas mais emblemáticas canções, “só quero quem não conheci” (Estou além) e “eu sou melhor que nada” (Canção do Engate).