Nem a chuva os desmotivou. O masoquismo pode ser verdadeiramente chato. É uma parafilia, nos casos mais graves. Os portugueses enquadram-se. Queixam-se da incompetência dos que os governam, mas votam sempre pela continuidade. Só isso pode explicar que tenham escolhido, para Presidente da República, um tipo que foi corrido pelos próprios socialistas, considerado incapaz pelo seu líder histórico (Mário Soares) e, aqui entre nós que ninguém nos ouve, um autêntico banana. Mais uma jarra de flores para Belém, porém, esta sem carisma, sem mérito, sem obra conhecida e reconhecida, sem nada.
As Aventuras de Mark
9 de fevereiro de 2026
6 de fevereiro de 2026
Porque é que os gays são assim?
Tenho um amigo gay. Tem 35 anos. É magro, alto, musculado. Até bastante discreto. Passa perfeitamente por heterossexual. Em contrapartida, anda em todas as aplicações e não consegue arranjar um namorado em condições. Só lhe saem tarados que querem sexo e que lhe enviam nudes. Ele não é nenhum santo nem púdico, mas quer algo sério. Algo estável. A sua estória levou-me a pensar no seguinte: se ele, que é um rapaz que cumpre determinados estándares de masculinidade, físico, etc., tão valorizados no meio gay (ou deveria dizer, nojento meio gay) e mesmo assim não tem sorte, como será a situação com rapazes não tão bonitinhos, não tão perfeitinhos, não tão masculininhos?
É, o meio no qual se movimentam os gays pode ser muito cruel. Devora-se a si próprio. Está cheio de gente mal resolvida que procura o que não há. Como diria o António Variações, em duas das suas mais emblemáticas canções, “só quero quem não conheci” (Estou além) e “eu sou melhor que nada” (Canção do Engate).
3 de fevereiro de 2026
Engates frustrados.
Do que me fui lembrar… Fui dar uma vista de olhos ao e-mail do blogue e inclusive ao meu e-mail pessoal, a que alguns -poucos- bloggers tiveram acesso. Recuei no tempo. Fui lá atrás. Bem lá atrás. Aos recônditos mais escondidos, porque eu não apago nada. Sou muito conservador nesse aspecto. Tanto e-mail de tentativas de engate, e tanto engatatão de meia tigela. E eu, não é para me fazer de púdico, a dar-lhes com os pés, de forma educada, porque sempre soube muito bem o que queria. Nunca quis andar de cama em cama, de mão em mão. Quis alguém que me amasse e respeitasse, e esse alguém foi o meu marido, a primeira pessoa a quem me entreguei por completo numa cama. Sim, a primeira com quem fiz tudo. E já estava avançado nos trintas. Adiante. Dei com um e-mail de uma santa do pau carunchoso que anda aí nos blogues, muito zen e muito senhora de si, que há dez anos tentava engatar-me a enviar-me e-mails a elogiar as minhas mãos (risos). De todas as tentativas, quer na blogo, quer fora dela, esta foi das mais originais - honra seja feita à bicha. Isto são muitos anos na blogo. São muitas histórias. Ui, se estas “paredes” falassem…
2 de fevereiro de 2026
Segunda volta.
Está decidido. Há semanas, aliás. Eu não irei votar na segunda volta das eleições presidenciais, por motivos óbvios, que até já referi em publicações anteriores: o Estado dificulta-nos o voto, aos emigrantes. Temos de fazer centenas de quilómetros para poder exercer o nosso direito. Somos cidadãos de segunda. Simultaneamente, todos sabemos quem irá ganhar (eu até pensava que o voto era secreto, mas parece que não; enfim), portanto, o meu voto tão-pouco faria grande diferença. Não faria diferença nenhuma, melhor dizendo. As sondagens deturparam completamente o espírito democrático. Viciaram-no. Sendo sincero, mesmo com a urna ao lado da porta, nem merece a pena.
Subscrever:
Comentários (Atom)
