20 de fevereiro de 2026

É bom, mas não é p'ra ti.


   Coitada da bicha quase sessentona. Diz que só segue dois blogues no activo, quando toda a gente sabe que não é verdade. Para tentar engatar-me, aí já me seguia (e como se eu precisasse que ela me seguisse - é muita presunção). Enviava-me e-mails, aos quais eu respondia, como sempre fiz com todas as pessoas, educadamente, percebendo as segundas intenções, contudo, mantendo o devido afastamento. O curioso é que a maricona continua com o meu blogue na lista de blogues dela. (risos) Tens de actualizar a lista, moça.

    É bom, não é?


Mas não é para ti. Já não tens pedalada para isto.



19 de fevereiro de 2026

Rita Slof Monteiro.


   Este é um daqueles casos mediáticos de desaparecimento de pessoas que mexeu comigo. Houve outros que também me intrigaram muito, nomeadamente o do Rui Pedro, porém, o caso da Rita, até pelos contornos, é um daqueles que frequentemente me vem à memória. Não foi preciso terem passado vinte anos, anteontem, sobre o seu desaparecimento. O facto de a Rita ser apenas um ano mais nova do que eu talvez tenha influenciado.

   A Rita nasceu em 1987 (irei fazer uma breve introdução para quem não conhece o caso, o que duvido, dado o seu mediatismo). Em 2006, no dia 17 de fevereiro, tinha uma visita de estudo programada e combinou encontrar-se com umas amigas para irem todas até Serralves. Desencontraram-se, e a Rita acabou por ir sozinha. Nunca lá chegou. Ela foi vista num café perto da estação de Matosinhos. Entrou, foi à casa de banho, saiu. Depois foi até à estação de autocarros, pediu umas informações ao motorista, e saiu. Essas imagens foram gravadas pela câmara do autocarro. Até hoje. Nunca mais se soube nada da Rita. Alegadamente, foi vista a falar com uma mulher perto da estação de autocarros, segundo foi captado por uma câmara.

    A investigação teve inúmeras falhas policiais. O caso foi reaberto em 2009, três anos depois, quando a boa praxis diz que estes desaparecimentos devem ser resolvidos em 48h/72h, senão nunca mais o são: perdem-se provas, as pessoas esquecem-se de detalhes, os alegados criminosos (raptores ou homicidas) conseguem fugir ou destruir indícios, etc.

    Desta vez, vinte anos depois, surgiu pela primeira vez na comunicação social a suspeita da PJ, na pessoa que investigou o caso de 2009 até ao arquivamento de 2014: que muito provavelmente a Rita se terá suicidado. Sim, a Rita tinha problemas de saúde mental, mas não é estranho que uma miúda que se queira matar entre num autocarro para saber como chega a Serralves para ir ter com as amigas? E não é estranho que nunca tenha aparecido o corpo? Como é que uma miúda de 18 anos, na altura, se suicidaria de uma forma tão minuciosa que nem o corpo aparece? E o último sinal de GPS do telemóvel detectado a 7km do local? Não me convence. Algo, no entanto, aconteceu à Rita, e foi grave. Sem querer tirar a esperança à família, não acredito que alguma vez se saiba o que de facto sucedeu naquela manhã. Enquanto isso, tenho a imagem da Rita presente na minha cabeça, porque é um daqueles casos onde não há a mínima pista. Não há nada.


18 de fevereiro de 2026

Vinte anos depois.


   Ontem passaram-se exactamente vinte anos desde que os meus pais se separaram. Foi, talvez, um dos piores dias da minha vida. Outros dias igualmente maus vieram logo a seguir, nas semanas e meses seguintes. Esse dia teve um impacto tão profundo que, passados vinte anos, ainda consigo associar a separação dos meus pais a um dia concreto: 17 de fevereiro de 2006. Eu tinha 19 para 20 anos, era extremamente imaturo a diversos níveis, e esse dia marcou uma mudança que me virou do avesso e assinalou o início de uma nova era. Há um antes e um depois desse dia. Foi um dia que fragmentou, que separou as águas. Um dia que, mais tarde, percebi que foi fundamental e decisivo; que me salvou da morte, inclusive (e não estou a ser dramático). Na altura, no entanto, foi um terramoto enorme que se abateu sobre um jovem frágil, em todos os aspectos. Todos.


17 de fevereiro de 2026

Uma cara nova ao blogue.


   Decidi, dezoito anos depois, dar uma cara nova ao blogue. Jamais o fizera. Algumas vezes mudei a cor de fundo, das letras, a ordem do menu, e pouco mais. Esta mudança -efectivada no ano em que o blogue cumpre a maioridade (não me dêem já os parabéns, por favor, que ainda faltam três meses)- reflecte o que eu quero para o blogue nesta nova fase: mais ligeiro, menos denso. No seguimento da publicação anterior, evoluir para sobreviver. E há muitos, muitos anos que não alterava nada na estética do blogue, nem sequer na minha foto de perfil. Desta vez, operei uma mudança radical, que envolveu também o código HTML (um inédito). É realmente uma cara nova para um período distinto; uma evolução. Espero que gostem. Um novo Mark nasce agora.