13 de agosto de 2026

Eclipse.


   Aqui onde eu resido, no noroeste espanhol, o eclipse foi total. Os óculos não chegaram a tempo, mas eu também não me sentiria muito seguro a estar horas a olhar para o sol, daí ter aproveitado para tirar umas fotos justamente quando a lua cobria a estrela a cem por cento. Acho que houve uma histeria colectiva em torno de um fenómeno raro, é certo, mas absolutamente banal. É como disse, não lhe vejo grande importância. Fica a foto. Agora só no século XXII.





10 de agosto de 2026

Miranda do Douro e Zamora.






    Este fim-de-semana fomos a Miranda do Douro e à sua cidade vizinha de Zamora, que fica a 50 km de distância. Da minha casa, quer a uma, quer à outra, são mais de duzentos quilómetros. Saímos no sábado de manhã. Gostei imenso de Miranda do Douro. Pequenina, linda. Muito simpática. Vi tudo arranjado, bem estimado. Come-se bem. Pessoas simpáticas, afáveis. Uma cidade mais do norte de Portugal que acrescento à minha lista de vistas.







  No domingo, depois do pequeno-almoço, visitámos Zamora. Também nos faltava. Eu gostei mais de Salamanca, sou sincero. Domingo está tudo fechado em Espanha. É provável que tenha influenciado na minha primeira experiência pela cidade. Demos uma volta no perímetro urbano e passámos pela Catedral, que estava aberta. Faltou-nos o castelo, que ficará para outra oportunidade, até porque havia que voltar, que o M. entrou hoje, segunda-feira, bem cedo, e não deixaram de ser outros duzentos e tal quilómetros. O bom é que eu adoro conduzir, e portanto, em dois dias, fiz qualquer coisa como 500 km (para mais).


7 de agosto de 2026

Cláudio Ramos.

 

  O Cláudio Ramos é uma pessoa tóxica. Deve ter aprendido bem com Cristina Ferreira. Há dias recebeu uma influencer com excesso de peso, ou obesa, ignoro, e parece que lhe disse que não acreditava que ela se sentisse bem assim. Eu acredito que um tipo que tenha vivido anos no armário, amargurado, e que tem claramente problemas de auto estima, ache estranho que haja pessoas que se sintam bem com o seu corpo e as suas imperfeições. Isso é com ele. O perigo não é esse. O perigo é o poder que esta gente tem de propagar preconceitos e ideias estúpidas e erróneas. Há aquele velho ditado: “cada um que cuide da sua vida”, que também poderia ser “cada um que cuide do seu corpo”. Cláudio Ramos pode, desde logo, cuidar de manter a língua na boca, e resolver os problemas que ele tem, que são muitos, antes de julgar que pode identificar problemas nos outros.


6 de agosto de 2026

Ceuta.


   Como cidadão espanhol -sim, eu não sou apenas um português que vive em Espanha; eu sou espanhol-, tenho uma palavra a dizer sobre a invasão de Ceuta por milhares de marroquinos, apenas há uns dias. Não se trata de nenhuma crise humanitária, como afirmam os extremistas de esquerda, lunáticos, desde o conforto das suas casas. Ceuta é, neste momento, uma cidade perigosa. Os ceutíes têm medo de sair à rua, de fazer a sua vida normal. Comércio e serviços estão fechados. O medo é generalizado. Embora os socialistas afirmem que estão a repatriar os invasores, segundo vários ceutíes -mantenho-me em contacto com alguns-, cada vez são mais, e não se vê um fim à vista. Pedro Sánchez e a permissividade do governo espanhol com o regime autoritário marroquino são os responsáveis pela invasão, que evidentemente foi orquestrada por Rabat para pressionar Espanha no sentido em que abdique dos seus legítimos direitos sobre Ceuta e Melilla, duas cidades tão espanholas como quaisquer outras na península. Exigimos uma posição firme do governo espanhol e a retirada imediata de todos os invasores, sem qualquer ressalva.