Ontem passaram-se exactamente vinte anos desde que os meus pais se separaram. Foi, talvez, um dos piores dias da minha vida. Outros dias igualmente maus vieram logo a seguir, nas semanas e meses seguintes. Esse dia teve um impacto tão profundo que, passados vinte anos, ainda consigo associar a separação dos meus pais a um dia concreto: 17 de fevereiro de 2006. Eu tinha 19 para 20 anos, era extremamente imaturo a diversos níveis, e esse dia marcou uma mudança que me virou do avesso e assinalou o início de uma nova era. Há um antes e um depois desse dia. Foi um dia que fragmentou, que separou as águas. Um dia que, mais tarde, percebi que foi fundamental e decisivo; que me salvou da morte, inclusive (e não estou a ser dramático). Na altura, no entanto, foi um terramoto enorme que se abateu sobre um jovem frágil, em todos os aspectos. Todos.
18 de fevereiro de 2026
17 de fevereiro de 2026
Uma cara nova ao blogue.
Decidi, dezoito anos depois, dar uma cara nova ao blogue. Jamais o fizera. Algumas vezes mudei a cor de fundo, das letras, a ordem do menu, e pouco mais. Esta mudança -efectivada no ano em que o blogue cumpre a maioridade (não me dêem já os parabéns, por favor, que ainda faltam três meses)- reflecte o que eu quero para o blogue nesta nova fase: mais ligeiro, menos denso. No seguimento da publicação anterior, evoluir para sobreviver. E há muitos, muitos anos que não alterava nada na estética do blogue, nem sequer na minha foto de perfil. Desta vez, operei uma mudança radical, que envolveu também o código HTML (um inédito). É realmente uma cara nova para um período distinto; uma evolução. Espero que gostem. Um novo Mark nasce agora.
16 de fevereiro de 2026
O que é que o Mark de 2012 diria ao de 2026?
Mark, aqui, entenda-se como a minha persona nos blogues. Eu creio que o Mark de 2012 -aquele que escrevia ensaios de História, de Filosofia, de Direito, e crónicas- não gostaria deste. Sinto-me tentado em não afirmar que o blogue perdeu qualidade; perdeu-a toda a blogosfera. Sendo sincero, a minha blogosfera nunca foi muito culta. Eu destacava-me entre os demais. Mas destacava-me. Havia interesse em escrever sobre determinados assuntos, e havia quem me lesse. Já uma vez escrevi sobre isto: eu não utilizo o blogue para escrever para mim. Eventualmente haverá quem o faça. Para tal, usaria um diário. Eu utilizo o blogue como catarse, mas também para receber algum feedback, e é nesse sentido que este blogue foi mudando ao longo do tempo: evoluiu, transformou-se, para não desaparecer, como dezenas deles, que tão bem conhecemos. Não foi um processo de perda de qualidade eventual; foi uma programação para sobreviver. Ou mudava a “linha editorial”, ou fechava o espaço. E eu gosto demasiado dele para ceder. E adaptei-me. Imagino que o rigor só o mantenha na escrita, procurando usar um vocabulário cuidado e correcto; no demais, já foi chão que deu uvas.
15 de fevereiro de 2026
O Dia das Frustradas.
A blogosfera entrou em estado de choque com o Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim (de facto, aqui em Espanha conhece-se sobretudo pela última designação). Ficaram todas histéricas. Umas porque viraram bichas celibatárias (daquele “celibato” que termina em qualquer local de cruising ou bar foleiro); outras, porque querem namorado e não têm; e ainda há as que se sentem rejeitadas. Hey, amigas, vocês não precisam de provar a ninguém que conseguem ser felizes sem homem. Aliás, se calhar dou-vos uma novidade, mas vocês podem ser felizes sem homem, e sem estar a pensar no que faziam anos atrás, quando tinham um bom naco de carne para meter no olho. Virem a página. Eu estou junto há 9 anos, casado há 6, e se não fossem vocês nem me lembrava que tinha sido Dia dos Namorados, ou lá o que isso é. O melhor presente que recebo e dou é amor e cuidado, e é todos os dias do ano.
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