16 de janeiro de 2026

Sinceridade, Amizade e Eleições.


     Um amigo aqui dos blogues está numa relação. Uma relação confusa. Por aquilo que ele vai escrevendo, expondo publicamente, eu disse-lhe que não me parecia que aquilo tivesse futuro. Eu acho que a amizade é isto. Não é bater nas costas, dizer que está tudo bem, quando não está, quando o amigo ou a amiga vão numa direcção errada; amizade é alertar. Não é influenciar: é dizer o que se pensa; é dizer “tem cuidado”, “pensa melhor”, “eu acho que…”. A outra pessoa terá sempre a oportunidade de decidir pela cabeça dela. Isto é a amizade. É isto que eu espero de um amigo. Cobra o seu preço? Sim. Quantas vezes fui mal-interpretado, considerado invejoso, sei lá mais o quê, quando apenas fui sincero e tentei ser amigo. Não tenho motivos para invejar ninguém: graças a Deus -mesmo graças a Deus- tenho uma vida bastante boa, um marido que me ama, a minha casa, o meu carro, as minhas coisas. Faço-o de coração. Mas adiante.

    Amanhã é provável que faça 200 km para ir votar a Vigo. Creio que, neste momento de indecisão, em que temos 5 potenciais candidatos a Presidente da República, todos os votos contam, e não podemos delegar essa decisão nos outros. Devemos participar, mesmo que estejamos fora do país; mesmo, aliás, que o próprio Estado português não proteja e defenda a participação cívica dos emigrantes, facilitando-nos o voto à distância (para as presidenciais, temos mesmo de ir pôr o papelinho nas urnas). Ainda assim, o nosso país e o nosso povo valem o sacrifício.

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