Estamos a uma semana, sensivelmente, das eleições presidenciais. Eleger o Chefe de Estado deveria ser encarado, por todos, com maior sentido de responsabilidade. É um cargo importante, mais do que se crê, e para isso muito depende também da personalidade de cada presidente, ou não fosse um órgão unipessoal. Quando me refiro por todos, é evidente que incido o foco na comunicação social e nas empresas de sondagens que, com as redes sociais, são a maior ameaça à democracia; porém, em relação às últimas, falarei, se acontecer, noutro momento.
Todos os dias temos sondagens para cada gosto. Os candidatos dançam ao som das vontades de quem está por detrás destes esquemas. Isto não é um exercício de esclarecimento ou informação; isto é um ataque deliberado à consciência individual e à livre formação da opinião de cada um. Isto condiciona o acto eleitoral. Ganha-se e perde-se nos posts das redes sociais dos órgãos de comunicação antes de o povo se expressar nas urnas, o que é totalmente inaceitável. Esta matéria, que não é recente e sobre a qual já se ouviram algumas vozes públicas, tem de ser encarada com seriedade e regulada, e o que poderá parecer, aqui, uma compressão do poder político sobre a imprensa, na verdade é um estímulo ao bom funcionamento da democracia, sem interferências nefastas.
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