12 de janeiro de 2021

Campanha de vacinação.

 

    Amanhã, começa a campanha de vacinação do pessoal sanitário na Galiza. Eu não sou médico, não sou enfermeiro, não trabalho na área da saúde, mas o meu marido sim. Ele vai-se vacinar, e eu respeito a sua decisão. Claro está, a decisão de tomar ou não a vacina é inteiramente pessoal. Quando chegar o momento de vacinar os cidadãos, eu não serei vacinado. Não nego o vírus, não nego o profissionalismo e a competência -a idoneidade- dos cientistas envolvidos na elaboração das vacinas, mas decidi, e a isso tenho direito, não administrar no meu corpo uma substância na qual não confio. Dizê-lo nas redes sociais é quase o mesmo que pôr a cabeça no cepo. As pessoas julgam que recebem a vacina e pronto, a vida volta à normalidade. A sua verdadeira preocupação não é o poder contagiar familiares e amigos, não, nem ser um potencial foco de infecção; daquilo que me apercebo, o que a maioria deseja é poder voltar à rotina de convívio e saídas. É o egoísmo a funcionar, como sempre. No fundo, com cada um a pensar em si, no limite estaríamos a pensar em todos, mas o raciocínio e a lógica não são esses.

   Pois que se vacinem, entretanto, respeitem quem não o quer fazer. Eu protejo-me, logo, protejo os outros. Conviver, pouco, que já de mim sou avesso ao contacto social. Da mesma forma que defendem a livre disposição do corpo para abortos e eutanásias, que a defendam também nesta matéria.

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