Está decidido. Há semanas, aliás. Eu não irei votar na segunda volta das eleições presidenciais, por motivos óbvios, que até já referi em publicações anteriores: o Estado dificulta-nos o voto, aos emigrantes. Temos de fazer centenas de quilómetros para poder exercer o nosso direito. Somos cidadãos de segunda. Simultaneamente, todos sabemos quem irá ganhar (eu até pensava que o voto era secreto, mas parece que não; enfim), portanto, o meu voto tão-pouco faria grande diferença. Não faria diferença nenhuma, melhor dizendo. As sondagens deturparam completamente o espírito democrático. Viciaram-no. Sendo sincero, mesmo com a urna ao lado da porta, nem merece a pena.