31 de dezembro de 2025

Feliz ano.


    Mais um ano que finda, é altura de balanços. Balanços pessoais e balanços no que concerne ao blogue. Comecemos pelos pessoais. Dois mil e vinte e cinco foi um ano bom. Assentei-me na casa que comprei com o meu marido -atrás do sol posto-, como uma vez alguém disse, mas onde somos mesmo muito felizes. Temos um amplo jardim, piscina, um chalé todo em pedra. Há ainda muitas obras por fazer, sendo que, neste ano que termina, pusemos um portão novo, automático, bastante alto para termos mais privacidade. Eu adoro a minha casa.

      Viajámos. Andei pelo Norte de Portugal (Braga, Valença, Vila Nova de Cerveira, Bragança, Guimarães, Montalegre, etc), andei imenso pela província de Leão, aqui pela Galiza, e Oviedo, nas Astúrias. Estivemos em Fuerteventura, uma das ilhas das Canárias que ainda não conhecíamos, e mais recentemente, este mês de Dezembro, em Amesterdão, Roterdão e Haia, nos Países Baixos. Tive alguns percalços que me atormentaram, dos quais por privacidade não vou falar, mas que foram, ou serão, ultrapassados. Um deles levo para 2026, sem esperar daí nenhuma consequência grave.

      Relativamente ao blogue, foi talvez dos anos em que estive mais omisso. Agora no último trimestre recuperei a pedalada, imagino eu que pelo mau tempo. A vontade de vir aqui é cada vez menor. Creio que venho mais por obrigação do que por gosto; obrigação com um espaço que vai ficando vetusto. Para vir escrever baboseiras e passar vexames, prefiro ficar calado. Idade não é maturidade. Mesmo. E eu, que vou entrar na casa dos quarenta, apercebo-me disso. Acho que vou ser um velho interessante, daqui a vinte anos, porque não me vejo a fazer figuras tristes. Se as fizer, epá, que me alertem. Não irei ficar chateado. Enquanto tiver algo de cabeça, não é coisa que me preocupe.

    Para não me alongar, desejo a todos, sem ressentimentos, porém, mantendo o sentido crítico aguçado, um excelente ano novo. Juízo.

25 de dezembro de 2025

Decoração Natalícia.


   Eu sempre fui muito detalhista. O Natal, passo-o com o meu marido, os dois. Só está quem faz falta. Não gosto de confusão. Não suporto crianças. Nunca quis filhos. Os meus sogros são velhos e ficam na casa deles. Moram a 100 km daqui (é, Espanha é grande). Os meus pais já morreram. A minha família é o meu marido. O resto é conversa.

  Embora sejamos dois, preparo tudo com muito carinho e esmero. Tem sido assim todos os anos, mas este ano mostro-lhes a minha mesa de Consoada e a do Dia de Natal. Tenho vários serviços de Natal, que vou alternando ano após ano. Continuação de Feliz Natal.






24 de dezembro de 2025

Feliz Natal.


   O blogue não é o que era. Não sei se é melhor ou pior. É o que é. Por tradição, costumo passar por aqui no dia de hoje para lhes desejar umas felizes festas. Este ano não é excepção. Espero realmente que todos -todos, todos, todos, como disse o saudoso Papa Francisco- tenham um Bom Natal. Do ano que vem já falaremos mais adiante, creio. Este Natal, para mim, tem um significado especial, porque estou na catequese, e sem dúvida alguma a religião católica tem um destaque na minha vida como nunca antes tivera.

    Um abraço do Mark


A Sagrada Família

21 de dezembro de 2025

Os debates das Presidenciais.


   Tenho visto os debates das presidenciais, poucos em directo, a maioria com delay. Estou indeciso entre dois candidatos. Os debates não ajudam nada. Na maior parte dos casos, sobretudo quando metem o Ventura, aquilo baixa demasiado o nível, e atenção que eu acho que o Ventura tem razão em tudo o que diz. 

    Estes debates, de que gosto, são bons para se conhecerem as ideias de cada um, ainda que depois façam tudo o contrário do que apregoaram, mas isso também não é novidade em nenhum acto eleitoral. Modo geral, são todos muito fraquinhos como candidatos. Nunca os tivemos tão maus, digo eu, numas presidenciais. Fala-se de tudo menos do que realmente importa: competências do Presidente da República, stricto sensu, e o que pode e deve fazer consoante os diversos cenários.

  Eu acho que não faz sentido haver tantas candidaturas, é absurdo. Compreende-se que cada partido queira apresentar o seu candidato, e eles sabem -como BE, PCP, Livre- que não vão ganhar, porém, o objectivo é outro: é aferir a popularidade do partido junto do eleitorado. Não me parece bem. Utilizam uma eleição importante com interesses partidários.

   Sejamos sinceros, de todos os que se apresentam, só passarão à segunda volta -porque parece que vai haver uma segunda volta, algo inédito desde 1986- Marques Mendes, André Ventura e Gouveia e Melo. Talvez, mas menos provável, Cotrim de Figueiredo e António José Seguro. Sinceramente, estas cinco candidaturas bastavam. As outras são manobras de diversão, como referi acima. Depois, já se imagina, juntam-se uns para apoiar determinado candidato. Foi assim em 1986, quando o PCP engoliu o sapo de apoiar Mário Soares para que não ganhasse Freitas do Amaral, e quase de certeza, quarenta anos depois, Freitas do Amaral teria sido um melhor chefe de Estado do que o dinossauro socialista.

    Quanto a mim, tenho gostado dos episódios da novela, quando mais não seja têm-me animado os serões.