Comprei um toca-discos, ou gira-discos. Nem sei como se diz. A última vez que usei um teria oito anos, antes da era dos CD. Era essa que me levou, algures por 1999/2000, a espetar com todos no lixo, procedimento do qual me arrependo muitíssimo. Eram outros tempos. Dávamos menos valor ao antigo, considerávamos os discos algo obsoleto. Não imaginávamos que trinta anos depois voltariam a estar na moda. Numa era totalmente digital, em que temos milhões de músicas nas plataformas de streaming, passámos a sentir falta de algo analógico, de um suporte físico; do prazer de comprar um disco, retirá-lo do envoltório, pô-lo a tocar e escutar com prazer até as pequenas imperfeições. Foi isso que me levou a comprar um toca-discos e meia dúzia de discos, entre os quais aqueles que no seu dia deitei fora. Só é pena que sejam extraordinariamente caros.

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