31 de agosto de 2026

Feira do Livro e Férias.

    Há dias, estive na Feira do Livro de Monforte de Lemos, que fica mais ou menos a 60 km de onde moro. Não tem nada que ver com a Feira do Livro de Lisboa, como calculam. Isto é muito pequenino. Eram seis ou sete tendinhas dispostas num espaço reduzido, mas com boa oferta de livros, quer em castelhano, quer em galego. Nós temos milhares de livros. Uma biblioteca impressionante, e começamos a não ter espaço para metê-los. Fomos, aliás, duas vezes: no primeiro dia, 26, e no último, este sábado, 29. Deixámos ali mais de quinhentos euros em livros. Monforte de Lemos, em jeito de curiosidade, é uma vila na qual se diz ter nascido Inês de Castro.

  Agora, vou de férias, para as minhas queridas Canárias, como de costume. Este ano escolhemos Tenerife. Conhecemos a Gran Canaria (onde estivemos três vezes), Lanzarote e Fuerteventura. Tenerife está em falta, das quatro grandes ilhas do arquipélago. Partimos em dois dias. Necessito praia e algum bulício, que me afaste da pasmaceira (outros dirão tranquilidade...) do rural. Até ao meu regresso!


24 de agosto de 2026

As Rías Altas.


   Este fim-de-semana, aproveitando que o meu marido esteve sábado e domingo de folga, rumámos ao norte da Galiza, bem no noroeste de Espanha, na província da Corunha, mais concretamente na zona de Ferrol e Narón (que não são bonitas, propriamente). Porém, a costa é deliciosamente bela. As vilas costeiras, marítimas, da costa galega são de morrer de encanto e beleza. Encanto e beleza naturais. Eu recomendo principalmente Redes, Mugardos e San Andrés de Teixido. A Cedeira também não está mal. Deixo-vos algumas fotos.


O Cabo Ortegal

O Farol do Cabo Ortegal

A vila de San Andrés de Teixido

Redes, em Ares


Mugardos

Mugardos 

Mugardos

18 de agosto de 2026

O mundo gay é um putedo.


   Não resisti. Porque o mundo gay é um mundo de putas que não conseguem ter ou sentir um vínculo por ninguém. Sei-o através de amigos e pela minha própria experiência quando era solteiro. Só querem andar a dar a peida a qualquer um e a fazer mamadas por aí. Não surpreende que as doenças sexualmente transmissíveis não parem de aumentar, porque são tão burras que nem se protegem. A única palavra que têm no dicionário é SEXO.




13 de agosto de 2026

Eclipse.


   Aqui onde eu resido, no noroeste espanhol, o eclipse foi total. Os óculos não chegaram a tempo, mas eu também não me sentiria muito seguro a estar horas a olhar para o sol, daí ter aproveitado para tirar umas fotos justamente quando a lua cobria a estrela a cem por cento. Acho que houve uma histeria colectiva em torno de um fenómeno raro, é certo, mas absolutamente banal. É como disse, não lhe vejo grande importância. Fica a foto. Agora só no século XXII.





10 de agosto de 2026

Miranda do Douro e Zamora.






    Este fim-de-semana fomos a Miranda do Douro e à sua cidade vizinha de Zamora, que fica a 50 km de distância. Da minha casa, quer a uma, quer à outra, são mais de duzentos quilómetros. Saímos no sábado de manhã. Gostei imenso de Miranda do Douro. Pequenina, linda. Muito simpática. Vi tudo arranjado, bem estimado. Come-se bem. Pessoas simpáticas, afáveis. Uma cidade mais do norte de Portugal que acrescento à minha lista de vistas.







  No domingo, depois do pequeno-almoço, visitámos Zamora. Também nos faltava. Eu gostei mais de Salamanca, sou sincero. Domingo está tudo fechado em Espanha. É provável que tenha influenciado na minha primeira experiência pela cidade. Demos uma volta no perímetro urbano e passámos pela Catedral, que estava aberta. Faltou-nos o castelo, que ficará para outra oportunidade, até porque havia que voltar, que o M. entrou hoje, segunda-feira, bem cedo, e não deixaram de ser outros duzentos e tal quilómetros. O bom é que eu adoro conduzir, e portanto, em dois dias, fiz qualquer coisa como 500 km (para mais).


7 de agosto de 2026

Cláudio Ramos.

 

  O Cláudio Ramos é uma pessoa tóxica. Deve ter aprendido bem com Cristina Ferreira. Há dias recebeu uma influencer com excesso de peso, ou obesa, ignoro, e parece que lhe disse que não acreditava que ela se sentisse bem assim. Eu acredito que um tipo que tenha vivido anos no armário, amargurado, e que tem claramente problemas de auto estima, ache estranho que haja pessoas que se sintam bem com o seu corpo e as suas imperfeições. Isso é com ele. O perigo não é esse. O perigo é o poder que esta gente tem de propagar preconceitos e ideias estúpidas e erróneas. Há aquele velho ditado: “cada um que cuide da sua vida”, que também poderia ser “cada um que cuide do seu corpo”. Cláudio Ramos pode, desde logo, cuidar de manter a língua na boca, e resolver os problemas que ele tem, que são muitos, antes de julgar que pode identificar problemas nos outros.


6 de agosto de 2026

Ceuta.


   Como cidadão espanhol -sim, eu não sou apenas um português que vive em Espanha; eu sou espanhol-, tenho uma palavra a dizer sobre a invasão de Ceuta por milhares de marroquinos, apenas há uns dias. Não se trata de nenhuma crise humanitária, como afirmam os extremistas de esquerda, lunáticos, desde o conforto das suas casas. Ceuta é, neste momento, uma cidade perigosa. Os ceutíes têm medo de sair à rua, de fazer a sua vida normal. Comércio e serviços estão fechados. O medo é generalizado. Embora os socialistas afirmem que estão a repatriar os invasores, segundo vários ceutíes -mantenho-me em contacto com alguns-, cada vez são mais, e não se vê um fim à vista. Pedro Sánchez e a permissividade do governo espanhol com o regime autoritário marroquino são os responsáveis pela invasão, que evidentemente foi orquestrada por Rabat para pressionar Espanha no sentido em que abdique dos seus legítimos direitos sobre Ceuta e Melilla, duas cidades tão espanholas como quaisquer outras na península. Exigimos uma posição firme do governo espanhol e a retirada imediata de todos os invasores, sem qualquer ressalva.

1 de agosto de 2026

Heartstopper.


   Comecei, há dias, a ver uma série na Netflix que estou a adorar. Chama-se Heartstopper, e é uma espécie de drama adolescente. Muito simples, é para ver sem grandes expectativas. A história é despretensiosa, mas, e aí está o encanto para mim, toca numa fase da minha vida que foi bastante difícil: a adolescência. A minha foi péssima. Não tive nada daquilo que queria. Faltou-me tudo, desde logo um ambiente são, equilibrado, amigos, boas experiências. Foi um caos, um caos que se repercutirá para sempre, porque nós somos camadas daquilo que vivemos. Esta série compõe aquilo que eu queria ter vivido e não vivi. E há um lado curioso: é que há mais de vinte anos comecei a escrever um género de romance adolescente -quando eu próprio era adolescente- que se parece muito com esta série. Os personagens, as suas características. Parece ter havido uma transmissão qualquer de ideias entre mim e a autora, ou então as minhas aspirações de adolescente são mais comuns do que pensava. Inclino-me para esta última. É uma série LGBT inspirada nuns comics cujo nome é igual.