Voltei. Foram dez dias muito bem aproveitados. Quem me conhece através daquilo que escrevo, sabe que eu programo o plano de férias antes de elas ocorrerem. Não vou às escuras, à aventura, nem seria capaz. Naturalmente, posso fazer pequenos ajustes ou descobrir outra actividade para encaixar nos dias que tenho disponíveis, alterando o programa, antecipando ou atrasando passeios e visitas, mas acabo por fazer tudo o que programei e, geralmente, ainda algo mais. Nas férias de Verão (porque eu e o meu marido dividimos as férias em quinze dias no Verão e quinze dias no Inverno), procuro fazer praia (uns dias bastam), conhecer vilas e lugares interessantes na região e, havendo, algo cultural ou diferente. Desta vez, em Tenerife, fizemos quatro dias de praia (não necessito mais), conhecemos as vilas mais interessantes da ilha (La Laguna, La Orotava, Garachico e Icod de los Vinos), uma excursão de barco, visitámos o Teide -o ponto mais alto de Espanha e o terceiro maior vulcão do mundo- e acrescentámos uma actividade nova no último dia, para aproveitar o dia de regresso, uma vez que o vôo era às 20h, logo, tínhamos todo o dia para desfrutar: fomos ao Loro Parque, um dos maiores zoológicos do mundo.
O Teide é obrigatório. Ir a Tenerife sem ir ao Teide parece-me uma oportunidade desperdiçada. Não recomendo uma excursão paga com a Volcano Teide porque, no nosso caso, foi dinheiro deitado fora. A parte mais didáctica, por assim dizer, ficou aquém das minhas expectativas, e o teleférico não lhes recomendo de todo; embora devolvam o dinheiro, a possibilidade de que esteja fechado é bastante elevada (segundo dizem, por questões de segurança - para eles, quatro gotas e um ventinho representam uma tempestade e uma ameaça terríveis). Isto, claro, se comprarem os bilhetes com antecedência.
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| O Teide |
A excursão de barco vale a pena, uma vez que a costa da ilha é bonita. O Alcantilado de Los Gigantes, a baía das Mascas, talvez um mergulho (que não fizemos). No nosso caso, foi uma oportunidade diferente, mas recomendo-lhes algo minimalista (um iate com 20 pessoas, no máximo), senão torna-se massificado e stressante.
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| O Alcantilado de Los Gigantes |
O Loro Parque, “descobri-o” pesquisando na internet, por forma a preencher as últimas horas. Há anos que não ia a um zoológico. Passámos ali o dia, até que chegasse a hora do vôo. Diverti-me. A priori, não apoio a existência de zoológicos; não me parece correcto que tenhamos animais expostos para deleite humano, no entanto, eles fazem um trabalho de conservação de espécies ameaçadas que me parece realmente importante. Por outro lado, se os animais dispõem de espaço suficiente e são bem tratados, talvez não seja assim tão negativo, embora, repito, defenda e acredite que o melhor para qualquer animal selvagem é estar no seu habitat. Adorei a parte dos animas aquáticos, peixes e cetáceos, e dos espectáculos com orcas, golfinhos e leões marinhos. O parque é grande, e mesmo com um mapa facilmente deixamos escapar alguma espécie. Reservem umas cinco horas, no mínimo, para ver tudo com a calma que o recinto merece.
Relativamente às vilas, La Laguna e Garachico (a última, Património da Humanidade pela UNESCO) são imprescindíveis. La Orotava também, de certa forma, se tiverem tempo, e Icod de Los Vinos sobretudo pelo drago (em português, dragoeiro ou sangue-de-dragão) centenário, que tem perto de mil anos e está num parque natural, e cuja entrada é bastante simbólica.
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| O drago com perto de mil anos |
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| La Orotava |
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| La Laguna |
Recomendações finais: a ilha é grande, pelo que recomendo -vivamente- que aluguem um carro, o que fizemos, mas tenham cuidado com as estradas: há muitas curvas, estradas em mau estado e gente bastante imprudente a conduzir. Em Fuerteventura, a nossa viagem do ano passado, encontrámos estradas ainda piores. Tenerife e a Gran Canaria estão mais massificadas pelo turismo. A última recomendação diz respeito à escolha do local de alojamento: o norte de Tenerife é mais fresco, com manhãs de névoa, bastante vegetação e muito mais tranquilo; o sul, pelo contrário, tem dias de sol forte, é um destino de praia e praticamente não tem vegetação, portanto, dependendo do que procuram, uma estadia mais de senderismo e montanha ou praia e vida nocturna, têm o norte e o sul, sempre com a possibilidade, com carro, de atravessar a ilha e usufruir de outras paragens. No nosso caso, por mim (porque o meu marido não gosta de praia), ficámos no sul, mas fomos ao norte quando quisemos. Do norte ao sul, por auto estrada, são cento e poucos quilómetros. Deixo-lhes algumas fotos. E com esta viagem, encerramos as quatro grande ilhas das Canárias: Gran Canaria, Lanzarote, Fuerteventura e Tenerife.






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