1 de setembro de 2024

Chaves.


   Começaram as tão esperadas férias. As do Manel, porque eu, em rigor da verdade, estou por casa todo o ano. Bem, o trabalho de casa é trabalho, e é subvalorizado. Em casa trabalha-se, e trabalha-se bastante (falo por mim). Estaremos de férias pelos próximos 15 dias, mais qualquer coisa.


O castelo de Chaves



As termas romanas do século I d. C.


   Fomos até Chaves neste fim-de-semana. Chaves é uma cidade bonita, sossegada, que se percorre perfeitamente a pé. Viemos de carro, eu conduzi, que deixámos num parque muito perto do hotel onde ficámos hospedados.


Ponte Romana de Trajano


    Três anos depois, voltei a Portugal. Escolhemos Chaves pela proximidade, afinal, está muito perto da Galiza, sobretudo de Verín, cidade com a qual forma uma eurocidade.


Museu de Arte Moderna Nadir Afonso


    Aconselho que vão até ao castelo (que não é mais do que uma torre de menagem), ao museu Nadir Afonso, às termas romanas, ao forte (que actualmente alberga um hotel, mas a entrada no recinto é livre). Podem provar o tradicional pastel de Chaves (que é um salgado) e beber o famoso copo de água quente das termas. De igual forma, poderão entrar nas igrejas da cidade, e naturalmente calcorrear as ruas do centro histórico (devem).

      Já falarei dos próximos destinos destas férias grandes.

1 de agosto de 2024

A minha piscina.


    Foram 15 dias de trabalho. Não meu, é certo. Da empresa de piscinas. Eu não imaginava que uma piscina exigia tanta coisa: sala de máquinas (com quadro eléctrico, depuradora, filtro, eu sei lá), escavar para pôr os tubos, a electricidade para o motor e, eventualmente, se quisermos, um foco (nós quisemos, para a iluminar de noite). Além de toda a parte de isolamento. É muito trabalho. E seria mais se não estivesse já construída, isto é, quando comprámos a casa, em Abril, a parte de cimento da piscina já estava feita. Faltava o resto. E que resto.

     Hoje em dia, as piscinas deixaram de ser um símbolo de luxo. Há-as de todos os preços, de vários materiais, tamanhos, formas. Há-as clássicas -de cimento, no chão, como a minha-, mas também as há elevadas. Até de plástico. Qualquer um pode ter a sua poça para se banhar.

A minha piscina, e à direita um pedaço da minha casa


    A nossa ficou um pouco cara, é certo, mas compensa. Compensa porque eu não quis uma piscina para ostentar, mas para desfrutar. É algo de que gosto. Adoro piscinas, praia, mar, Verão. Agora há que cuidar do jardim à volta, que ficou em terra pelas obras. Deixo-lhes foto.

24 de julho de 2024

O fanatismo LGBT (e sei lá mais que letras).


   É um tema controverso entre a chamada dita “comunidade”. A bem dizer, nunca me senti parte de nenhuma comunidade. Quando era miúdo, era gozado, ridicularizado, humilhado, e estava isolado. Não havia mais ninguém. Se os havia, estavam escondidos no armário. Em Portugal, isso das comunidade LGBT surgiu mais tarde. O primeiro festival de cinema, ainda chamado “gay e lésbico”, é de 1997. Após o 25 de Abril, alguns tentaram a emancipação. Teve de vir um general à televisão dizer que a Revolução não se fizera para homossexuais e prostitutas.

    Éramos homossexuais e bissexuais. Gays e lésbicas. Homens que gostavam de homens, mulheres que gostavam de mulheres e aqueles que gostavam de tudo. O que vem à rede é peixe. E foi assim durante anos. Fomos conquistando, a duras penas, o respeito da sociedade; adquirimos direitos. Foi um período feliz. 

     Entretanto, perdeu-se o norte. Eu já não sei o que há. Vejo cada coisa, cada aberração, que meu Deus, eu não me identifico com aquilo. Creio que há problemas do foro psiquiátrico que estão a ser institucionalizados como algo normal. Passámos das orientações sexuais para as identidades de género, e hoje já há gente que diz não ter género, não se identificar com nada. Eu sei lá. Palavra de honra, perdi-me nas nomenclaturas.

     Fui um maricas. Passei a ser um gay. Sou um homem que gosta de homens. Nada mais do que isso. E não me revejo neste fanatismo LGBT+ (o + é importante…) que nos levará a retroceder em respeito e, quiçá, direitos. As pessoas estão fartas de tanto circo. Eu também.

18 de julho de 2024

Céline Dion.


  Há dias vi o documentário sobre Céline Dion e a sua doença, recentemente admitida pela própria (um género de paralisia terrível). Fiquei com imensa pena dela. Nunca fui grande fã das suas músicas, nem do tom anasalado da sua voz, com excepção de algumas canções esporádicas. Acho que Céline se manteve sempre muito fiel a um estilo de música em particular, um pop dos anos 90. Ao passo que Mariah Carey, por exemplo, fez a transição para uma sonoridade mais moderna, Céline não. Aquele pop passou de moda. Esta é uma apreciação meramente pessoal.

   Independentemente de tudo, ver o estado de degradação de Céline deixou-me consternado. Está tão velha, e ela andará pela casa dos 50 e poucos anos. Foi corajoso da sua parte mostrar-se tão debilitada perante o mundo. Admiro-a por isso.