9 de maio de 2026

O Diabo Veste Prada, 1 e 2.


   Nunca antes escrevera sobre O Diabo Veste Prada. Eu gostei muito do primeiro filme, que vi anos depois de ter estreado. Achei-o divertido, agitado, fresco, com interpretações fantásticas, principalmente da inenarrável Meryl Streep, a minha actriz favorita. Ela encarnou uma Miranda Priestly na perfeição. Autoritária, arrogante, exigente, ácida, mas também capaz de reconhecer o mérito individual. Hoje fui ao cinema ver a sequela, e devo dizer que me desapontou. Pareceu-me que o realizador, ou a realizadora, não faço ideia, procurou desesperadamente dar um sentido à estória. 




    Perdeu-se a acidez mordaz e provocadora de Miranda. Meryl Streep quase cedeu o protagonismo a Emily Blunt. A tentativa de encaixar o papel de Anne Hathaway na prestigiada (mas decadente) revista Runway não foi conseguido, na minha perspectiva. Foi forçado e até, diria mesmo, trivial. Contudo, o que desaponta mesmo é Miranda Priestly, que ficou apagada durante toda a sequência. Este segundo take é mais glamoroso do que o primeiro. Há uma aposta forte nos figurinos, e uma mensagem de inclusão, onde corpos que aparentemente não encaixam e defeitos físicos têm lugar. Contudo, o roteiro é menos forte e demasiado polido, contrastando com o carácter incisivo do primeiro. É um caso claríssimo de um filme que deveria ter ficado arrumado com a longa de 2006. Acontece muito. Não será o último.

12 comentários:

  1. Mark, muito obrigado pela sua visita ao meu blog e pelo comentário, fico genuinamente feliz por esse tipo de troca ainda acontecer.

    Também partilho dessa sensação: sim, ainda existe uma blogsfera saudosista, resistente ao tempo e às redes rápidas. Um espaço onde a escrita respira, as opiniões têm corpo e as conversas acontecem com mais profundidade. E o seu texto sobre O Diabo Veste Prada e a sua sequência traduz exatamente isso, uma reflexão crítica, pessoal e com identidade, como “antigamente”.

    Volte sempre, a casa é de portas abertas para quem ainda acredita nesse tipo de partilha.

    Abração, teu lindo !
    Daniel

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    1. Olá, boa tarde.

      Agradeço o seu comentário. Há muito tempo que deixei de visitar blogues novos. Fi-lo com o seu porque quis deixar umas palavras naquele post, e espero que seja o início de uma boa convivência “virtual”.

      Obrigado.

      Um abraço.

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  2. Bem vou esperar que surja na TV
    Abraço amigo

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    1. Fazes bem. Daqui a uns meses está na Netflix ou noutra parecida.

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  3. Olá Mark!
    Estou chegando agora em seu Blog.
    Já seguindo aqui vou ficar contente se
    receber sua visita no meu Espelhando.
    Assisti o filme e tirei lições boas
    pra minha vida no dia a dia.
    Vou assistir o 2º com certeza e voltarei aqui
    pra contar que achei.
    Bjins daqui do Sudeste do Brasil
    CatiahôAlc.

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    1. Olá, Catiahô.

      Depois devolvo a simpatia do seu comentário aqui. Eu não sou muito de visitar espaços para “trocar comentários”, já me deixei desses fretes há muito tempo, mas prometo que irei ao seu espaço dar uma vista de olhos.

      Cumprimentos!

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  4. Olá, Mark.

    The Devil Wears Prada é um filme conforto, que acabou por transformar-se num filme de culto :)
    Logo que o 2 chegue ao streaming aproveitarei para o ver, e rever o antigo.

    Abraço, Mark:

    Diogo

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    1. Olá, amigo Diogo.

      Eu revi o primeiro antes de ir ao cinema ver o segundo, para refrescar a memória.

      Do primeiro gostei muito. Já tinha gostado quando o vi pela primeira vez; deste segundo nem tanto.

      Um abraço.

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  5. Eu gostei, mesmo sabendo que é inferior ao primeiro. Mas sabes, aquela sensação de conforto, de rever "pessoas antigas" de quem gostas, transcende tudo o resto. O novo namorado da Andy é que era dispensável que não fez ali falta nenhuma.

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    1. Sim, sim. Sei como é. Foi precisamente para rever aqueles personagens que fui ver o 2. Mas esperava algo mais. Aquilo não tem pés nem cabeça.

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