Ao que tudo indica, o Presidente da República promulgou o diploma da nova lei da nacionalidade. Eu não conheço o conteúdo exacto da lei, não saberei muito mais que vocês - estava informado quando cursava Direito. Pelo que li, as regras para a aquisição da nacionalidade portuguesa ficam mais restritas, o que me parece muitíssimo bem. A nacionalidade portuguesa era praticamente vendida. Ainda me lembro de uma imagem na Índia onde se dizia algo como “vende-se nacionalidade portuguesa”. Qualquer um, em menos de nada, tinha o passaporte português, que estava ao desbarato. Segundo sei, o prazo para a naturalização aumenta, bem assim como se exigirá um exame de conhecimentos da realidade social e política portuguesa. Aqui em Espanha é assim. Eu, para ser espanhol, tive de fazer um exame de língua castelhana e outro de conhecimentos socioculturais de Espanha. Beneficiei de um prazo reduzido, é certo, sendo que o meu caso não tem nada que ver com o dessa gentalha que vem do Brasil, de África e sabe-se lá de onde com o único intuito de ter um passaporte português, e por conseguinte comunitário: em primeiro lugar, já era cidadão da UE, por ser português, ou seja, a cidadania espanhola não me veio trazer nenhum benefício do ponto de vista da mobilidade europeia; em segundo lugar, um português é ibérico, peninsular. A integração em Espanha é bem vista pelo Estado espanhol, é fácil, sem obstáculos linguísticos ou culturais de relevo. Espanha e Portugal são muitíssimo semelhantes, e as autoridades espanholas sabem-no perfeitamente. Menos mal que este governo -refiro-me ao português- parece disposto a pôr termo à bandalheira dos governos socialistas, sobretudo o de Costa, que escancarou Portugal à invasão imigrante.
Não era a outra que gritava que se desunhava a dizer: Eles são são todos iguais
ResponderEliminar2 Jovens Brancos em Espanha foram acusados de terem violado 2 fulanas que ainda foram a casa tomar banho e depois é que foram fazer queixa
A Esquerda saiu toda a rua em massa
Uma fulana é violada por 4 gajos a dizer que "Não"
O que aconteceu entretanto?! Será que foi obrigada a retirar a queixa, ou não interessa sabem quem foram os moços?!
Abraço amigo
PS Não foi a outra que atirou a filha para um caixote do lixo e ganhou Nacionalidade Portuguesa?!
Os indianos até já fazem músicas sobre o Martim Moniz. Isto está bonito, está.
EliminarUm abraço.
Olá, Mark.
ResponderEliminarDe acordo com alguns pontos, em desacordo com outros.
Efetivamente o nosso passaporte era essencialmente um equipamento para que esses “novos portugueses” saltassem depois para outros países da UE. Não podia continuar, até porque o benefício da imigração, a longo prazo, não era criado, tendo Portugal arcado com os esforços de integração.
Também concordo que ser espanhol, ser brasileiro, etc, não é a mesma coisa que ser israelita (nacionalidade mais comum nos novos portugueses) ou do Bangladesh.
Abraço, Mark.
Diogo
Olá, Diogo.
EliminarCorrendo o risco de ser mal-interpretado, não me faz confusão que um israelita adquira a nacionalidade portuguesa. Os israelitas são etnicamente europeus, na sua maioria. Porém, aborrece-me muito que brasileiros utilizem o passaporte português para terem uma porta de entrada na Europa e, em geral, no mundo dito civilizado. Deve adquirir a nacionalidade de um país quem de facto tem um vínculo com esse país. Foi o meu caso com Espanha. Até porque, como referi na publicação, do ponto de vista da mobilidade, o passaporte espanhol não me acrescentou nada. Eu já era cidadão da UE por Portugal. Tornei-me espanhol porque me sinto também desta terra.
Um abraço!
Mark!
EliminarNão corres o risco de ser mal interpretado, porque, se eu não perceber alguma coisa, pergunto; caso não concorde, contra-argumento.
Tenho as minhas dúvidas de que o fito dos israelitas não seja exatamente o mesmo dos brasileiros que referes. Corro o risco de dizer que o objetivo é exatamente o mesmo.
O entendimento do atual governo é de que os brasileiros estarão culturalmente mais próximos dos portugueses, daí o estabelecimento de um período inferior para a aquisição da nacionalidade, por comparação com os 10 anos exigidos à generalidade dos cidadãos que não têm origem nas antigas colónias e territórios ultramarinos.
Quando à necessidade de um vínculo para a aquisição da nacionalidade, estou de acordo. Aliás eu concordo com a revisão que foi levada a cabo pelo executivo. Condições de residência dignas num determinado país não devem estar dependentes da obtenção da nacionalidade.
Abraço, Mark.
Diogo
Olá, Diogo.
EliminarNo caso dos israelitas, havia uma dívida histórica também. Muitos judeus foram expulsos de Portugal e Espanha séculos atrás. Mantiveram, à sua forma, uma ligação com Portugal e Espanha, onde quer que se encontrassem. Todavia não sou indiferente a que também possam querer um passaporte comunitário.
Da parte dos brasileiros é que é realmente flagrante. Agora, não sei se soubeste, estão em êxodo de Portugal para Espanha, devido às mudanças legislativas aí. Alguns dizem, sem qualquer pudor, que em Espanha sempre foi mais fácil, afinal, precisam de apenas 2 anos de residência legal para a cidadania espanhola, uma vez que cidadãos ibero-americanos, onde se incluem portugueses e brasileiros, beneficiam-se da excepção legal aos 10 anos de residência legal. São uns interesseiros de primeira, mas são-no em tudo. É povo do qual assumidamente não gosto.
Um abraço.