10 de junho de 2021

Euro 2020.


   O campeonato de futebol de selecções da Europa está prestes a começar, no dia 11, com o primeiro jogo, e como sabeis, os que me acompanhais, eu sou um verdadeiro fanático -digo-o sem pejo- destes torneios internacionais de futebol. Sigo atentamente los partidos, como dizem aqui em Espanha, todos, ou pelo menos procuro vê-los a todos. 

   Apesar de estar longe de Portugal, a minha mãe é cliente de uma operadora de prestação de serviços de televisão que oferece a possibilidade de podermos visualizar os canais através de uma aplicação que instalei no meu telemóvel, ou seja, trocando por miúdos, posso ver a televisão portuguesa como se estivesse em Portugal, e isso inclui os canais de desporto (porque a minha mãe os tem subscritos, pagando por eles).

    Este ano, pela primeira vez, terei duas selecções. Sendo sincero, o coração bate sempre por Portugal, mas torcer por Espanha aumenta substancialmente a possibilidade de poder comemorar a vitória final. Duas selecções, o dobro de chances de ganhar a grande final de Wembley, no dia 11 de Julho (cinco dias antes de embarcar no aeroporto de Santiago de Compostela rumo a...). Um mês em que me manterei ocupado. Isso também me ajudará a controlar a ansiedade diante das férias.

    Adquiri a revista oficial (chamam-lhe libro, embora seja uma revista de 120 páginas) da UEFA, com todas as informações necessárias, pertinentes, sobre as selecções em competição, os estádios, os jogadores e um calendário para que possamos anotar os resultados dos confrontos. Nada de novo. É o que faço em todos os europeus e mundiais. Comprei um cachecol oficial da selecção espanhola, e o português, que a minha mãe me comprou em 2006, por ocasião do campeonato do mundo daquele ano, que já tem quinze anos, foi-me enviado pelos correios. Estarei bem apetrechado, portanto.




    O campeonato da Europa de selecções comemora o seu sexagésimo aniversário. A bem dizer, foi no ano passado, no entanto, devido à conjuntura sanitária, a UEFA viu-se obrigada a adiar o torneio para data posterior, daí que este ano a competição mantenha o ano transacto na sua denominação, Euro 2020. Num inédito, os jogos serão disputados em várias cidades do continente. Não teremos, portanto, um ou dois países anfitriões.

    No jogo de preparação de Portugal de ontem frente a Israel, vi uma equipa coesa, disposta a lutar pela renovação do título. A fase de grupos que tocou a Portugal por sorteio não é favas contadas: Hungria, França e Alemanha. Nesta edição do Euro, à semelhança do que ocorreu em 2016, também passam os melhores terceiros lugares de cada grupo. Apenas um desastre afastaria Portugal da competição antes dos oitavos-de-final. A Hungria, sendo manifestamente a selecção mais fraca do grupo em que também está Portugal, provavelmente não oferecerá tantas dificuldades à equipa das quinas. Temo pelo desempenho de Portugal no jogo inaugural. Nem sempre entramos com o pé direito.

   Não direi “que ganhe o melhor”, mas sim que ganhem Portugal ou a Espanha, os meus países de nascimento e acolhimento, respectivamente. E rode a bola!

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