17 de julho de 2024

Cristiano Ronaldo.


   Não sei se algum dia escrevi uma publicação sobre este tipo. É provável que não. Não gosto dele. É uma antipatia antiga. Não é inveja (quer dizer, para invejar alguém, há-os igualmente ricos e com mais interesse). Há algo nele que me faz ficar de pé atrás. Acho-o um presunçoso, um azeiteiro do pior, e agora, para piorar, alguém que não larga o tremoço. Que esteja a fazer uma má gestão do final da sua carreira enquanto futebolista, é problema dele, porém, a selecção não é apenas um problema dele. É uma entidade que diz respeito a todos os portugueses, e o tipo já não joga nada. Verdade seja dita, pela selecção nunca fez muito, e de momento, com 39 anos, só atrapalha. Simultaneamente, não temos tido responsáveis na FPF (Federação Portuguesa de Futebol) que o afastem, porque, lá está, Ronaldo é intocável. Ele joga até quando quiser; ele, se bem se lembram, deu ordens à selecção no jogo em que fomos campeões europeus, sobrepondo-se a Fernando Santos, então seleccionador. Ele põe e dispõe. 

   Isto tem de ter um fim. É inevitável. Esse sujeito não pode disputar o Mundial de 2026. Temos outros jogadores com qualidade, muito mais novos, que podem dar o seu contributo para os nossos bons resultados. Há é que ter a coragem de dar um basta aos caprichos de alguém que crê que não envelhece, que o tempo não passa por si. Passa, passa. Passa por todos, e no seu caso não parece que tenha ajudado muito à maturidade.

12 de julho de 2024

Dias.


   Ora viva! Bem sei que há mais de um mês que não publico nada. Não sou muito de encher chouriços. Quando não tenho nada para dizer, calo-me. Mas não me esqueço do blogue, nem das poucas pessoas que me lêem e que, suponho, pensarão em mim e em como estarei. Estou igual. Na minha casa, a que dedico o meu tempo. Para a semana virão os técnicos arranjar-me a piscina (a casa tem uma, mas falta terminá-la, ou seja, impermeabilizar, colocar um motor, por aí fora). Piscina, piscina. De chão. Enterrada. Não é dessas “banheiras” de plástico que se compram. De resto, tenho acompanhado o Europeu de futebol, torneios de que gosto, e pouco mais. É ir desfrutando da casa, da horta (as alfaces já estão enormes!), do jardim, dos meus bichos, e do meu marido, claro. Não preciso de nada mais. 

5 de junho de 2024

A horta.


   Há muitos lados bons de ter uma casa no campo, e um deles é ter uma horta. Bom, depende do tamanho do terreno. No nosso caso, temos um terreno de mais de 1.700m2. É bastante. Dá para o jardim, as árvores de fruto (e temos macieira, cerejeira, pereira, ameixoeira, etc) e também para a horta. Nos últimos dias, então, dedicámo-nos a fazer a nossa horta, e uma vez que não temos nenhum tractor, não quedó otra que cavar a terra e depois semeá-la. Plantámos alfaces, beterrabas, cebolas, tomates (duas variedades), pimentos, alhos, pepinos, abóbora. Acho que mencionei tudo. Agora é regar, mimar e esperar.

     Deixo-lhes uma fotinha da horta. :)




1 de junho de 2024

Taylor Swift.


     Não sei se vocês têm estado atentos às notícias. Eu, regra geral, sim, e surpreendeu-me o destaque dos média portugueses a Taylor Swift e aos seus dois concertos de Lisboa. Aqui em Espanha também houve alguma cobertura mediática, menos, parece-me.

    Mas quem raio é a Taylor Swift, pergunto eu? Uma cantora nascida em 1989, que canta uma música que, enfim, há gostos para tudo, mas o que é que fez de relevante para merecer tanto destaque? Se fosse uma Madonna, uma Cher, eu compreendia. Há veteranas que de facto ousaram numa época onde era difícil ousar-se, abriram caminho e conquistaram um lugar que a idade e os anos de carreira impõem. Agora, esta tipa -e não tenho nada contra nem a favor da rapariga- fez o quê? É que foi um histerismo autêntico. Quando as massas se movem num sentido, eu fico algo assustado.

     Compreendo que haja uma geração que goste e se divirta. O fenómeno não é de agora; o que há agora que não havia antes são as redes sociais. De resto, os nossos pais veneravam os Beatles, o Elvis; nos anos 80, já as meninas desmaiavam -literalmente- pelo Michael Jackson. Isto não é de agora. Diz mais do mau jornalismo do que das tendências, que são o que sempre foram desde que surgiu a cultura pop. Parece que não há nada de mais importante a acontecer no mundo…