Não sei se algum dia escrevi uma publicação sobre este tipo. É provável que não. Não gosto dele. É uma antipatia antiga. Não é inveja (quer dizer, para invejar alguém, há-os igualmente ricos e com mais interesse). Há algo nele que me faz ficar de pé atrás. Acho-o um presunçoso, um azeiteiro do pior, e agora, para piorar, alguém que não larga o tremoço. Que esteja a fazer uma má gestão do final da sua carreira enquanto futebolista, é problema dele, porém, a selecção não é apenas um problema dele. É uma entidade que diz respeito a todos os portugueses, e o tipo já não joga nada. Verdade seja dita, pela selecção nunca fez muito, e de momento, com 39 anos, só atrapalha. Simultaneamente, não temos tido responsáveis na FPF (Federação Portuguesa de Futebol) que o afastem, porque, lá está, Ronaldo é intocável. Ele joga até quando quiser; ele, se bem se lembram, deu ordens à selecção no jogo em que fomos campeões europeus, sobrepondo-se a Fernando Santos, então seleccionador. Ele põe e dispõe.
Isto tem de ter um fim. É inevitável. Esse sujeito não pode disputar o Mundial de 2026. Temos outros jogadores com qualidade, muito mais novos, que podem dar o seu contributo para os nossos bons resultados. Há é que ter a coragem de dar um basta aos caprichos de alguém que crê que não envelhece, que o tempo não passa por si. Passa, passa. Passa por todos, e no seu caso não parece que tenha ajudado muito à maturidade.
