1 de agosto de 2026

Heartstopper.


   Comecei, há dias, a ver uma série na Netflix que estou a adorar. Chama-se Heartstopper, e é uma espécie de drama adolescente. Muito simples, é para ver sem grandes expectativas. A história é despretensiosa, mas, e aí está o encanto para mim, toca numa fase da minha vida que foi bastante difícil: a adolescência. A minha foi péssima. Não tive nada daquilo que queria. Faltou-me tudo, desde logo um ambiente são, equilibrado, amigos, boas experiências. Foi um caos, um caos que se repercutirá para sempre, porque nós somos camadas daquilo que vivemos. Esta série compõe aquilo que eu queria ter vivido e não vivi. E há um lado curioso: é que há mais de vinte anos comecei a escrever um género de romance adolescente -quando eu próprio era adolescente- que se parece muito com esta série. Os personagens, as suas características. Parece ter havido uma transmissão qualquer de ideias entre mim e a autora, ou então as minhas aspirações de adolescente são mais comuns do que pensava. Inclino-me para esta última. É uma série LGBT inspirada nuns comics cujo nome é igual.

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