2 de janeiro de 2024

Dia de Ano Novo.


  Há pessoas que adoram a passagem de ano, o réveillon, em francês, que depois há quem o chame, de forma trocista, “revelhão”. Os meus pais eram bons vivants (segundo galicismo). Gostavam dos pequenos prazeres da vida: de comer bem, fumar, beber, noitadas. Em pequeno, fui por inúmeras vezes passar a passagem de ano em hotéis de Lisboa, no Penta Hotel, no Alfa Hotel… já extintos. E gostava. Com os anos, fui começando a perder o deslumbre. Aliás, creio que os meus pais desfrutavam mais do que eu. Actualmente, é uma noite como outra qualquer. Muda de ano como muda de dia todos os dias. 

   Gosto mais do Dia de Ano Novo, quando vou almoçar fora e faço um programa especial, como por exemplo ir ao cinema. Ir ao cinema tornou-se um programa especial desde que vivo numa vila pequena, que tem cinema, sendo que não vou tantas vezes (nem de perto) como ia quando vivia em Lisboa, além de que não me deixo seduzir facilmente por qualquer filme.


A deliciosa parrillada de marisco como primeiro prato
(os espanhóis comem sempre dois pratos)


  Ontem fomos almoçar fora a um restaurante muito bom e simpático daqui. Comemos aquilo a que aqui se chama parrillada de marisco, que não é mais do que um misto de mariscos grelhados (uma delícia). De segundo prato, secretos de porco; de sobremesa, um doce qualquer de queijo. Delicioso. À tarde, então, fomos ver o filme sobre Napoleão Bonaparte, cuja crítica já publiquei, ontem. Um dia bem passado. 

1 de janeiro de 2024

Napoleão.


   Cheguei há pouco do cinema. Fui ver Napoleão, o novo filme de Ridley Scott sobre o emblemático general francês, nascido em Córsega, que chegou a cônsul vitalício e, finalmente, a imperador. Napoleão é daquelas figuras controversas da História. Há quem o admire como grande estratega militar, e há quem o veja como o homem que provocou o caos na mapa da Europa entre os finais do século XVIII e o início do século XIX.

   O filme narra a ascensão de Napoleão, sem se focar demasiado em nenhum período em concreto. Melhor dito, é uma narração concisa dos momentos mais importantes da carreira política e militar de Bonaparte, embora eu tenha notado a ausência de alguns factos históricos importantes, como a omissão da Guerra Peninsular, que em Espanha se chama Guerra da Independência. Contudo, a vida íntima do imperador não foi esquecida, e inclusive é abordada com bastante minucia, sobretudo a sua relação com Josefina, primeira mulher e imperatriz.


   O resto são factos históricos, que o filme reproduz fielmente. Convém vê-lo no cinema pela grandiosidade das batalhas reproduzidas, que têm outro eco no grande ecrã. Em suma, eu gostei de Napoleão. Não sendo uma obra de arte, é um filme que facilmente revejo quando estrear nalguma plataforma de streaming.

31 de dezembro de 2023

Vemo-nos em 2024.


   Durante muitos anos fiz um balanço do blogue no dia 31 de Dezembro, com as respectivas hiperligações para os posts que escrevera ao longo dos doze meses anteriores. Dava-me trabalho, e creio que ninguém lhe prestava muita atenção. Também despendia mais tempo neste espaço. O blogue funcionava como uma realidade alternativa à inexistência de uma vida além dos museus e dos cinemas, onde me metia para espairecer. Agora tenho uma vida. Boa ou má, é a minha, a que escolhi, e sinceramente gosto dela. 

   Este ano que agora termina, 2023, não foi um ano mau, embora tenha perdido o meu pai. Mau foi 2022, quando perdi a minha mãe, ainda que tenha viajado muito, tal como viajei em 2023. Estive em Pontevedra, em Lugo, nas Canárias (uma vez mais) e, por fim, há duas semanas, em Londres, na Inglaterra. E por outros lugares mais, sem relevância suficiente para enumerá-los aqui. Para mim, viajar é bom. Adoro viajar, conhecer novos lugares, e há quem não ligue. Eu pensava que toda a gente gostava de viajar, mas não é assim. Também li. Li alguns livros, não tantos como queria, ou como poderia. As redes sociais continuam a ocupar-me demasiado tempo (e, já que falo nisto, uma boa resolução de ano novo seria afastar-me um pouco - não me refiro ao blogue, senão àquilo a que chamo as redes imediatas: X, Facebook etc). Passei bons momentos com o meu marido, o meu cão, a minha gata. Não foi realmente um mau ano. Tenho o meu apartamento, vamos comprar uma casa (sim, com jardim, garagem, isso tudo). A minha vida está encaminhada pela primeira vez, e acho que o mereço. O outro lado da moeda foi bem feio: perdi toda a minha família em menos de ano e meio. 

   Por tudo isto, não me sinto no direito de pedir nada, nem quero. Que continue assim. Resta-me desejar-lhes um fantástico 2024. Por aqui nos veremos, como sempre. Um abraço.

29 de dezembro de 2023

Celga.


   Celga é o nome do exame de galego. Eu apunteime ao Celga para a convocatoria extraordinaria de novembro. Quixen sacar un diploma de galego. Fun ao exame nunha vila non moi lonxe de aquí, Ponferrada, e hoxe sairon os resultados: aprobei. Moitos suspenderon, a maioría, en todos os niveis (xa me dixeron que é o común). O exame de galego parece que é máis difícil que o de castelán. Eu, afortunadamente, fíxeno, e estou feliz por iso. É algo máis que engado ao meu currículo persoal, sobre todo, porque a decisión de facer un exame de galego non tivo nada que ver con opositar para un traballo. Foi unha decisión de carácter persoal. Feito.