Há pessoas que adoram a passagem de ano, o réveillon, em francês, que depois há quem o chame, de forma trocista, “revelhão”. Os meus pais eram bons vivants (segundo galicismo). Gostavam dos pequenos prazeres da vida: de comer bem, fumar, beber, noitadas. Em pequeno, fui por inúmeras vezes passar a passagem de ano em hotéis de Lisboa, no Penta Hotel, no Alfa Hotel… já extintos. E gostava. Com os anos, fui começando a perder o deslumbre. Aliás, creio que os meus pais desfrutavam mais do que eu. Actualmente, é uma noite como outra qualquer. Muda de ano como muda de dia todos os dias.
Gosto mais do Dia de Ano Novo, quando vou almoçar fora e faço um programa especial, como por exemplo ir ao cinema. Ir ao cinema tornou-se um programa especial desde que vivo numa vila pequena, que tem cinema, sendo que não vou tantas vezes (nem de perto) como ia quando vivia em Lisboa, além de que não me deixo seduzir facilmente por qualquer filme.
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| A deliciosa parrillada de marisco como primeiro prato (os espanhóis comem sempre dois pratos) |
Ontem fomos almoçar fora a um restaurante muito bom e simpático daqui. Comemos aquilo a que aqui se chama parrillada de marisco, que não é mais do que um misto de mariscos grelhados (uma delícia). De segundo prato, secretos de porco; de sobremesa, um doce qualquer de queijo. Delicioso. À tarde, então, fomos ver o filme sobre Napoleão Bonaparte, cuja crítica já publiquei, ontem. Um dia bem passado.

