14 de dezembro de 2023

Londres.


    O M. tirou as tão desejadas férias, segunda quinzena do ano, porém, muito antes disso já eu começara a conjecturar a nossa próxima viagem, e a escolha recaiu em Londres. Não houve nenhum motivo em particular. Talvez a proximidade ao aeroporto de Vigo. Não me apetecia nada ter de ir até Madrid e, dali, apanhar um avião.

    Adorei Londres. É realmente uma grande metrópole. Os ingleses são atenciosos. Como todas as cidades globais, tem muitíssimo que ver, e dez dias (o tempo que estivemos lá) não é suficiente para se ver tudo. Assim mesmo, chegámos com um plano ambicioso e cumprimo-lo escrupulosamente. Vimos os principais museus (British Museum, Natural History Museum, Tate Modern, National Gallery), depois o Madame Tussauds (um clássico). De monumentos, vimos e entrámos dentro da Abadia de Westminster, do Palácio de Westminster (estivemos nas Câmaras dos Lordes, Comuns etc), Catedral de São Paulo, Torre de Londres, Catedral de Westminster e Tower Bridge. Passeámo-nos pelos bairros típicos de Mayfair, Belgravia, Camden Town, Notting Hill, e ainda demos uma escapadinha até Greenwich, onde estivemos no Real Observatório (sim, o do Meridiano). Não parámos, e ficaram coisas por ver, que não estavam no plano, contudo.


Pouco choveu, e no dia do Palácio de Westminster até tivemos direito a sol


    Não é preciso dizer que recomendo. É imprescindível conhecer Londres. É uma cidade que, pese embora o tamanho, funciona - e aquele metro? Maravilhoso! Chega a todas as partes, e sempre a chegar e a partir.

20 de novembro de 2023

Sara Tavares (1978-2023).


   Sabia que a Sara tivera um cancro cerebral há uns anos. Julgava-o superado, e foi com enorme surpresa e consternação que tive conhecimento da sua morte, tão precoce, com 45 anos. A Sara era aquela menina de voz doce, das primeiras artistas portuguesas saídas de um talent show que conseguiram vingar. Fez da sua carreira o que quis, interpretando temas muito pessoais, sobretudo sonoridades da terra dos seus ancestrais, Cabo Verde. Perde-se uma grande artista, original, e uma referência da cultura musical nacional. Estou muito triste.



19 de novembro de 2023

A actualidade política espanhola.


   Não sei até que ponto o cidadão médio português está a par da actualidade espanhola. Espanha é um caldeirão social, já se sabe. Desde 2017, pelo menos, com a declaração unilateral de independência por parte da Catalunha, que quase todo o discurso político gira em torno dos independentistas e do perigo de sedição. Discute-se agora uma lei da amnistia. Houve eleições há uns meses, o partido mais votado foi o PP, porém, não conseguiu a maioria dos deputados do Congresso para conseguir governar. A investidura de Alberto Feijóo saiu falhada. Há uns dias, o líder do segundo partido mais votado e actual Presidente do Governo logrou a investidura ao conseguir o apoio dos partidos independentistas. Pedro Sánchez quer fazer passar no parlamento espanhol uma lei de amnistia para os envolvidos no 1 de Outubro de 2017, o mesmo que se dizer Puigdemont e demais “conspiracionistas” da DUI (declaração unilateral de independência).

   A já dividida sociedade espanhola ainda o está mais: entre os que apoiam a lei da amnistia e os que acreditam que esta põe em causa a unidade de Espanha, e a mim entristece-me e inclusive indigna-me ver tantos portugueses de responsabilidade, políticos designadamente, a apoiar a tal unidade de Espanha, ignorando que Portugal existe como entidade soberana e independente por contraposição a essa unidade; negando às demais nações peninsulares o direito à liberdade, a liberdade de que Portugal desfruta porque se insurgiu contra a hegemonia espanhola que impede que catalães, bascos e galegos possam escolher entre manter o vínculo a Madrid ou seguir o seu próprio caminho. É hipocrisia, é ignorância, é má vontade e é submissão ao Estado espanhol. 

9 de novembro de 2023

Leaving Neverland.


    Ontem vi uma parte do documentário “Leaving Neverland” sobre os abusos sexuais a crianças por Michael Jackson, e é absolutamente nojento o que aquele homem fez durante anos, justificando-se com uma “infância perdida” e utilizando o seu prestígio universal e incomensurável fortuna para atrair aqueles miúdos. 

   Estou-me borrifando para os fãs de MJ, que montam todo um esquema em sua defesa; só o simples facto de expor aquelas crianças a situações susceptíveis de gerar inquietação e alarme social chegaria para parar o seu próprio comportamento, se fosse bem intencionado, como dizia que era. 

   Desde quando é normal que um homem adulto durma com uma criança com a qual não tem nenhum vínculo familiar? Michael Jackson, independentemente do artista, foi um pedófilo, um predador sexual, que infelizmente não pagou pelo que fez.