O prometido é devido. Ontem, mantendo-me fiel ao que delimitei para este início de ano, fui ao encontro de mais um dos inúmeros monumentos que Lisboa tem para nos oferecer, o Palácio Nacional da Ajuda. Quanto ao percurso, nada há a enganar: o 28 até Belém, seguindo-se o 29, para quem não quer subir a calçada da Ajuda, até ao palácio. Quando chegamos ao alto da calçada, deparamo-nos com as traseiras do palácio, que como se sabe, está inacabado. Contornamo-lo pela direita e rapidamente chegamos à entrada principal, imponente. Poderão verificar.
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| Sumptuoso, é o adjectivo possível |
O Palácio Nacional da Ajuda é uma obra novecentista. Importa fazer certa contextualização histórica, mui sucinta. Nos terrenos em que se situa o palácio, erguia-se a Real Barraca da Ajuda, surgida com a fobia de Dom José a recintos fechados, na sequência do sismo. A Real Barraca ardeu em 1794, e Dom João VI, príncipe regente, ordenou que se lançasse a primeira pedra do futuro paço da Ajuda, construído ao longo de várias dezenas de anos - até à actualidade. A consolidação do liberalismo retirou peso político à coroa e transferiu-a para o governo constitucional, daí que o palácio mantenha fachadas por concluir até aos nossos dias. Por lá ocorreram alguns dos episódios mais significativos da nossa história, desde a comunicação aos portugueses dos motivos que levavam a corte para o Brasil, passando pela aclamação de Dom Miguel e pelo juramento de Dom Pedro IV à Carta Constitucional de 1826. Todavia, o casal régio Dom Luís e Dona Maria Pia, que o tomaram por residência, deram, ao palácio, a configuração, inclusive no seu rico recheio, que lhe conhecemos. Na Ajuda, nasceram os infantes Dom Afonso e o futuro Dom Carlos, penúltima cabeça a reinar em Portugal, de desditoso destino. Ainda hoje, para cerimónias solenes, o palácio é utilizado pela Presidência da República. Deixo-vos algumas fotos das setenta - sim, contabilizei-as - que tirei.
Na primeira foto, um óleo do século XIX, contemporâneo dos retratados. Surgem Dona Maria Pia de Saboia, os infantes Dom Carlos e Dom Afonso e Dom Luís. Na segunda, umas das salas mais bonitas do Palácio Nacional da Ajuda: a Sala Rosa.
Na primeira foto, a sala de jantar, onde a família real se deleitava com cozinhados que tão mal faziam à saúde, muito à base de carnes de porco e fumados. Assuntos políticos e coscuvilhices ficavam de fora. Na segunda, o grande salão de banquetes, ainda hoje usado pela Presidência da República em alguns eventos.
Quem me segue através de outras plataformas, vai tendo acesso ao acervo. Não quero saturar a publicação com fotos, e o Blogger não tem um mecanismo muito fácil, do ponto de vista do utilizador, para publicar várias num único post com um efeito final agradável à vista. Ando a pensar em criar uma conta de Tumblr para o blogue, que na verdade já existe. Aí colocaria as fotos. Bom, ficam com uma ideia geral.
O palácio é encantador. Tem a sala do trono, várias antecâmaras, os aposentos reais. Um mimo! No final da visita, pelo menos passou-se comigo, ficamos com a sensação de tudo visto. Subimos e descemos escadarias até perder a conta. Claro está que há divisões fechadas ao público, mas compensa, sim. Não poderei dizer o mesmo de Queluz e da Pena, maravilhosos, seguramente, e valem muito a pena, mas parece que nos reservam umas salinhas para dar a ligeira impressão de que ficamos a conhecer os palácios.
Uma palavrinha para sábado. Estive na gala de entrega dos Prémios Arco-Íris, da ILGA Portugal. Tive de sair mais cedo, mas gostei do que vi, da organização, do espaço, que conhecia, e da atmosfera. A vibe era boa. Aqui fica o testemunho em imagem. :)
E assim termina mais um relato de domingo. O palácio consumiu-me a manhã toda. Não vi mais nada. Passeei à beira-rio. Também convém, para ir tendo sempre o que ver. E por falar em ver, já sei o que farei no próximo domingo, e onde irei, mas vocês saberão no devido momento. :)
Todas as fotos foram captadas com o meu iPhone. São minhas e de minha autoria. Uso sob permissão.
O palácio é encantador. Tem a sala do trono, várias antecâmaras, os aposentos reais. Um mimo! No final da visita, pelo menos passou-se comigo, ficamos com a sensação de tudo visto. Subimos e descemos escadarias até perder a conta. Claro está que há divisões fechadas ao público, mas compensa, sim. Não poderei dizer o mesmo de Queluz e da Pena, maravilhosos, seguramente, e valem muito a pena, mas parece que nos reservam umas salinhas para dar a ligeira impressão de que ficamos a conhecer os palácios.
Uma palavrinha para sábado. Estive na gala de entrega dos Prémios Arco-Íris, da ILGA Portugal. Tive de sair mais cedo, mas gostei do que vi, da organização, do espaço, que conhecia, e da atmosfera. A vibe era boa. Aqui fica o testemunho em imagem. :)
E assim termina mais um relato de domingo. O palácio consumiu-me a manhã toda. Não vi mais nada. Passeei à beira-rio. Também convém, para ir tendo sempre o que ver. E por falar em ver, já sei o que farei no próximo domingo, e onde irei, mas vocês saberão no devido momento. :)
Todas as fotos foram captadas com o meu iPhone. São minhas e de minha autoria. Uso sob permissão.











