21 de abril de 2026

Acusações.


   Fui alertado por um anónimo que uma certa macaca andou a caluniar-me e a injuriar-me -sem nunca referir o meu nome-. Eu desconfiei de quem fosse, porque é pessoa de quem não gosto, embora não lhe dê atenção. E li aquilo. E identifiquei-me. Reservo-me o direito de resposta.

     Primeiro, eu seguia o espaço da supracitada pessoa até 2021. Como em todos os blogues que sigo, comentava os seus posts. A partir de determinado momento, comecei a ser censurado. Eu sou uma pessoa sincera e frontal. Também nos espaços blogosféricos que sobram, os do Francisco e do Namorado, eu comento-os, e digo o que tenho a dizer, uma vez que, para mim, a amizade não é dar pancadinhas nas costas e dizer amém a tudo para encher as caixas de comentários. Essa pessoa, porque tem um ego enorme e gosta que lho cocem, deixou de publicar os meus comentários, e depois, de forma até de muito mau gosto, referiu-me explicitamente num post para humilhar-me publicamente. É para o lado que durmo melhor. Jamais utilizei nenhuma linguagem ofensiva ou deselegante no seu espaço, e creio ter anos suficientes na blogosfera que o atestam. Aliás, eu nem costumo usar palavrões no meu vocabulário. 

   Segundo, eu estive num jantar com essa pessoa. Nunca antes a tinha visto. Desde logo não gostei do que vi. Vi uma pessoa fútil, de ego gigantesco, como referi acima, pretensiosa, que queria ser o centro das atenções. Fazia-se acompanhar de um rapaz que, devo dizer, me deu certa pena. Estava calado, no seu canto, para deixar a beesha brilhar. Tudo foi alvo de comentários entre os presentes no dia seguinte. É tudo quanto sei dessa pessoa, mais um boato que me comentaram sobre um comportamento impróprio que teve com outro blogger, e que circulou por toda a blogosfera. 

   Terceiro, desde o momento em que essa pessoa me censurou e procurou humilhar-me, deixei de comentar no seu espaço, de a acompanhar, e é pessoa que -porque não deixo nada por dizer- assumidamente não gosto, mas tão-pouco incomodo. Ela está na sua vida e eu na minha. Refuto, por tanto, as acusações que me faz. Que tenha inimigos que a perturbam, é problema dela. Acho de muito mau tom que me acuse de algo sem ter nenhuma prova. E digo-o com a mais transparente das certezas: nada lhe fiz. É pessoa que não me interessa. Nunca me interessou. Nem quando me tentava seduzir por e-mail. E isto não é uma acusação, porque tenho provas disso.

     Quarto, e para rematar, o ego gigantesco vê-se quando confunde a minha antipatia com qualquer atracção minha por si (o tal crush), que, por favor, não tenho nem nunca tive, e porque não quis. Estou casado, estou feliz, e respeito muitíssimo a pessoa que está ao meu lado, na vida que construímos a dois há quase dez anos. Que apareça a primeira pessoa da blogosfera -com provas- que diga que a tentei engatar.

   Haja algo de bom no meio disto tudo: a blogosfera continua viva, no meio de tanta sujeira.

20 de abril de 2026

Não temos vida fora do virtual.


   Na sexta-feira passada fui fazer o meu DNI (Documento Nacional de Identidad). O equivalente ao Cartão do Cidadão espanhol. Aqui, o DNI faz-se nas esquadras da polícia, chamadas comisarías. Estava eu já há um bom tempo à espera, porque tenho aquele hábito de chegar sempre aos lugares com vários quartos de hora de antecedência, e reparo que sou o único que não está a mexer no telemóvel. Ao meu lado esquerdo, uma família: pai, mãe e dois filhos - todos com os respectivos smartphones; ao meu lado direito, uma senhora de meia idade, de telemóvel na mão. Ao lado dela, uma mãe com dois filhos. O mesmo. 

   Não, não venho aqui armar-me em defensor da velha guarda dos que levam livros para todo o lado, porque não o faço. Eu simplesmente, muitas vezes, deixo o telemóvel no carro porque preciso daquele espaço de tempo, nem que seja uma simples hora, sem estar conectado; sem ouvir as notificações do WhatsApp, do X, do Instagram. E digo-vos que não me causa nenhuma ansiedade. É algo que até me dá prazer, que me desanuvia. Infelizmente, não posso permitir-me (ninguém pode) a ficar assim horas e horas a fio, porque fico com a dúvida de que o meu marido possa precisar de mim, ou que algo se possa passar. Mas é bom. Experimentem. 

   Creio que já não conseguimos ter uma vida fora do virtual. Quando penso nisso, fico desanimado e com pouca esperança, porque estes espaços (não me refiro aos blogues, na actualidade) podem consumir-nos muito tempo e energia, energia que poderíamos utilizar noutras actividades mais proveitosas, além da toxicidade que há.

16 de abril de 2026

Trezentos euros mais “leve”.


   Quem é que ontem gastou 300 euros -ou melhor, mais exactamente 292,46€- na mudança do óleo, da água do limpa pára-brisas e filtros do carro? Fui eu, mas não digam a ninguém. Os carros começaram por ser um luxo. Passaram a ser indispensáveis, e hoje em dia são de novo um luxo, pela manutenção e pela subida do preço dos combustíveis. Eles andam no Irão às turras e nós é que pagamos as favas.

14 de abril de 2026

De macho a macaca.


   Não sei se já repararam que as beeshas estão todas a sair do armário. Eu já sabia disso, mas tenho-me dado conta especialmente com os actores brasileiros: o Reynaldo Gianecchini, o Miguel Falabella, entre muitos outros. São tantas a sair que nem me lembro do nome de todas. Destes dois, por acaso, nunca desconfiei. Andavam bem metidos no fundo do guarda-roupa. E há tantos, mas tantos, num processo idêntico. Passam de machos a autênticas mariconas. Transformam-se verdadeiramente. Não é apenas o “sou homossexual”, ponto final (que nem isso ninguém é obrigado a dizer). Começam a usar trejeitos, a vestir cores garridas, a comportar-se de uma forma estranhíssima, e eu só consigo pensar “coitada desta gente, o que deveriam sofrer”. Viver-se como não se quer deve ser horrível, como também é horrível não conseguirmos esconder o que somos -o meu caso-, o que sempre me acarretou um preço demasiado alto, que paguei, com juros e correcção monetária. Se eu tivesse conseguido disfarçar, teria sofrido muito menos. E isto leva-me a outra conclusão: temos de agradecer aos inúmeros gays que deram a cara e o corpo às balas, durante décadas, para que agora as macacas comecem a sair todas como cogumelos. O Carlos Castro, por exemplo, que foi ridicularizado durante décadas.