A blogo morreu. Agora morreu de vez. Os mais resistentes desistiram. Eu hesito entre deixar de publicar, isto é, deixar o espaço ao abandono, ou fazer uma última publicação onde me despeça definitivamente, em género de "o fim", "adeus", algo do género. Era o que faziam os que, há uns anos, deixavam os blogues, e pergunto-me se não fizeram bem, no momento certo, quando havia alguma actividade, do que simplesmente, como eu faço, deixar arrastar isto como um moribundo desgraçado que deambula pelos corredores do hospital. Sinto-me numa encruzilhada. Por um lado, tenho carinho a este espaço. Foram -são- 18 anos de palavras, sentimentos, reacções, pensamentos. Por outro lado, fará sentido continuar aqui a deixar publicações de circunstância? Digam-no vocês, se porventura continuarem aí.
Acho que deves publicar sempre que quiseres! :)
ResponderEliminarMas alguém ainda passa por aqui? Bem, tu és alguém.
EliminarOlá, Mark :)
ResponderEliminarÉ certo que a blogosfera teve o seu auge há anos atrás, e que a maioria das pessoas a abandonou, de todo, ou transitando para outros formatos há bom tempo. Contudo, no teu caso, nunca achei que te inserisses na chamada “blogaysfera”. Eras e és outra coisa.
Posto isto, diria que deves continuar, se sentires necessidade de ir escrevendo, mesmo que para poucos, e sem dar muita importância ao facto de seres ou não lido, efetivamente. Talvez possas avaliar outro formato.
As pessoas leem cada vez menos. Nas pausas veem reels e tik toks. Ouvem podcasts enquanto fazem tarefas domésticas. A atenção está em mínimos históricos. Não seres lido não é necessariamente sobre ti, mas sobre o momento.
Termino dizendo que gosto muito de vir aqui, e de trocar impressões contigo.
Um grande abraço, Mark:
Diogo
Olá, Diogo.
EliminarObrigado pelas palavras. De facto, nunca me inseri na chamada “blogaysfera”. Era um tipo à parte disso, até pelos conteúdos que publicava. De resto, é como dizes. Tudo está a ficar o mais rápido e efémero possível. O Facebook é de velhos, o Instagram já só serve para publicar stories, o YouTube aposta nos reels, e há a febre do momento, o Tik Tok, que não tenho, nem quero. Outro vício? Já me basta o X (antigo Twitter), que deve ser a rede mais tóxica que alguma vez vi.
Eu também gosto muito de falar contigo, muito mesmo.
Um abraço grande!
O meu texto anterior está cheio de erros! “Há anos atrás”. Matem-me ahahahaha. Faço tudo a correr e fica a oralidade.
EliminarO Twitter é muitíssimo tóxico. Parece-me que a pornografia do Tumblr passou para lá.
Curiosamente diria que o tik tok é mesmo a rede mais benigna, porque como o algoritmo é muito fechado, acabas por não chegar a conteúdos que sejam tóxicos para ti.
Olha, sendo tu alguém com coisas a dizer - no sentido positivo da expressão - diria que explorar opções de extensão do conteúdo… poderia estar em cima da mesa. Podcast, por exemplo.
Diogo
Olá, Diogo. Desculpa ter demorado uns dias a responder. Vi a tua resposta, mas depois passou-se-me.
EliminarEu criei um canal no YouTube há uns anos e publiquei uns vídeos relatando a minha experiência na Galiza e em Espanha. É preciso ter muita paciência para medrar nos meus digitais.
Um abraço grande, e obrigado por estares aí.
Pois, nem sei o que dizer, tenho o mesmo sentimento
ResponderEliminarConfesso que já o pensei apagar de vez e desisti da ideia.
Fazer um último post também não me apetece
Talvez o deixar morrer lentamente, não sei
Abraço amigo
Todos nós temos essa ideia de acabar com isto de vez, mas o tempo que os blogues têm faz-nos pensar duas vezes. São muitos anos para dar um golpe assim, seco. É um dia de cada vez.
EliminarUm abraço.
Já praticamente não comento blogs com exceção de um.
ResponderEliminarNo entanto posso partilhar consigo a minha opinião, se é que ela serve para alguma coisa, seguramente não, pois sou doutra era e de outro tempo. Já tenho dificuldade em me inserir neste mundo virtual, o qual sempre achei que me tomava tempo necessário para dedicar a outras coisas que me agradam mais.
Sempre fui um leitor voraz, e gosto de me dedicar aos meus hobbies, onde incluo o restauro, a pintura e a investigação em arte.
Tendo dito isto penso que as coisas, quando se fazem, fazem-se porque nos dão prazer, se não derem, melhor será que mudemos para outras mais prazerosas.
Acabar com o seu blog é algo que só a si dirá respeito. Dá-lhe prazer partilhar? Porque não? São coisa tontas? Que importa, se não está a prejudicar ninguém e disso usufrui prazer ou torna as coisas mais claras na sua cabeça (escrever esclarece o nosso interior e dá-lhe alguma ordem).
Alguém o lê? Seguramente alguém o fará, mas será isso importante? O mais importante é o prazer que daí tira.
Há gente que escreve para ultrapassar problemas que tem na vida, outros porque gostam de partilhar.
Tenho um amigo muito próximo que começou a escrever um blog porque se sentia mal com a sua vida, tinha um emprego que detestava, uma vida de que não lhe dava satisfação, relações que não funcionavam, e, depois disto tudo, isto é, quase 20 anos depois, continua a escrever, ainda que de forma irregular.
Será que a sua vida mudou para melhor? Não sei, ele o saberá, mas pelo menos tem um local onde consegue esclarecer e partilhar coisas com o mundo.
Será que gosta de ser lido? Estou em crer que sim, pois tem feito muitas e boas amizades, tem viajado para conhecer correspondentes, que, parece-me, ficam encantados por o receber e, depois disto tudo, teve coragem para mudar de emprego e resolver algumas das coisas que perturbavam a sua vida, o que me traz muita satisfação, devo confessar.
Faz-me lembrar o filme "Julie e Julia" de 2009, que trata deste assunto também.
Mas ele tem um blog tão eclético, que versa sobretudo histórias de família, viagens, arte e colecionismo, e com isto, consegue abranger uma vasta gama de pessoas e assuntos. Há assuntos em que ele não toca, e admiro-o por isso: política, religião, desporto e vida privada, sobretudo porque não percebe nada do assunto ou então, porque o que é privado deve permanecer no foro privado.
Alguém o comenta? Por vezes sim, outras vezes não. Ele importa-se? Creio que, no fundo, sim, mas não é fundamental para as suas decisões acerca de manter ou não o blog. Tenho a certeza que, quando deixar de lhe dar prazer, "mandará o blog às urtigas".
O que penso disso? Bem, terei pena, pois tem sido uma constante na minha vida nos últimos 18 ou 19 anos, mas a decisão é dele e acarinho-a como tal.
Não sei se o ajudei, no entanto, continuo a pensar que o mais importante é fazer as coisas enquanto lhe derem prazer, independentemente se os outros leem ou não. E sendo regular ou não, isso não é importante. As coisas fazem-se enquanto têm sentido, não por obrigação ou dever ou para agradar aquele ou ao outro. Desde que não se ofenda ninguém o remédio é muito fácil: quem não gosta ... seguramente encontrará outro campo onde se sentirá melhor.
Espero que lhe tenha respondido de forma coerente, pois nem sempre o sou, e, mais uma vez, não consigo ser sucinto!!!!!
Cumprimentos
Manel
Olá, Manel.
EliminarObrigado pelo seu comentário. Nós vamos falando de tempos em tempos por e-mail. Já sabe que gosto de saber de si. Eu ganho carinho às pessoas.
É um bom exemplo o do seu amigo. No meu caso, assumo -e já o fiz noutras ocasiões- que receber feedback é-me importante. Não são simples comentários. Eu, comentários, vou-os lendo por aí noutros blogues. Uns simples “Passo para te desejar um feliz dia”. Isso, a mim, não me diz nada. Eu gosto de conversar. Gosto de saber que me lêem. Gosto de trocar ideias. E acho que um blogue, no meu entender, serve para isso, porque, pelo menos para mim, escrever por escrever, escrevo num diário. Quem escreve num blogue, suponho, gosta de ser lido, de receber algum feedback, de entrosar algum tipo de comunicação.
Um abraço, e obrigado.
Resistes até quando te apetecer...
EliminarÉ verdade, Shoes. Bons olhos te vejam.
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