Eu não vejo televisão portuguesa. Não tenho. Em casa tenho Vodafone, e não oferece a RTP internacional. Posso ver televisão portuguesa com apps da RTP, SIC e TVI. Não me compensa. Tenho a primeira, gratuita, e tive as outras uns tempos. São caríssimas e realmente não se justifica. Os ecos do que se passa em Portugal chegam-me pelos jornais online e as redes sociais, que hoje em dia conseguem cobrir bastante bem essa função informativa.
Ouvi as declarações da Cristina Ferreira no seu programa matinal, sobre um caso de violação, e também não gostei. Não, não gostei, Cristina. Ela não vai ler, bem sei. Porque não é a primeira vez, nem a segunda, e dificilmente será a última, que esta apresentadora faz comentários misóginos ou pouco dignificantes. Não é não, Cristina. É mesmo. Sejam dois, três, quatro ou cinco, ou mais, num acto sexual. Ninguém se põe a jeito. Enganas-te outra vez. As pessoas são livres de ir onde querem e como querem. Ninguém tem o direito de assediar sexualmente, e por maioria de razão de cometer crimes mais graves. É lamentável que uma pessoa com poder -porque aparecer na televisão e comunicar para todo um público é ter poder- tenha tão pouco tino, juízo; que, em temas sensíveis, fale como se estivesse em casa ou numa mesa de café. E, por favor, não mexas mais na porcaria. É só pior.
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