Eu não vejo televisão portuguesa. Não tenho. Em casa tenho Vodafone, e não oferece a RTP internacional. Posso ver televisão portuguesa com apps da RTP, SIC e TVI. Não me compensa. Tenho a primeira, gratuita, e tive as outras uns tempos. São caríssimas e realmente não se justifica. Os ecos do que se passa em Portugal chegam-me pelos jornais online e as redes sociais, que hoje em dia conseguem cobrir bastante bem essa função informativa.
Ouvi as declarações da Cristina Ferreira no seu programa matinal, sobre um caso de violação, e também não gostei. Não, não gostei, Cristina. Ela não vai ler, bem sei. Porque não é a primeira vez, nem a segunda, e dificilmente será a última, que esta apresentadora faz comentários misóginos ou pouco dignificantes. Não é não, Cristina. É mesmo. Sejam dois, três, quatro ou cinco, ou mais, num acto sexual. Ninguém se põe a jeito. Enganas-te outra vez. As pessoas são livres de ir onde querem e como querem. Ninguém tem o direito de assediar sexualmente, e por maioria de razão de cometer crimes mais graves. É lamentável que uma pessoa com poder -porque aparecer na televisão e comunicar para todo um público é ter poder- tenha tão pouco tino, juízo; que, em temas sensíveis, fale como se estivesse em casa ou numa mesa de café. E, por favor, não mexas mais na porcaria. É só pior.
Sim. Um não é sempre um não. A Cristina com a idade (ou com o dinheiro) está a ficar cada vez mais tonta e insuportável.
ResponderEliminarNunca fui fã.
EliminarA Cristina era-me indiferente há uns anos. Agora… desgosta-me TUDO. Não a aguento e tenho necessidade de verbalizar. Antigamente olhava para a Cristina Ferreira um pouco como para o Fernando Mendes, isto é, servia um público e era uma "companhia". Com o passar dos anos, a influência do "lugar das estacas", transformou-se em feminismo performativo e mercantilista, com recurso a perfumes para as ratas e pílulas inibidoras do apetite sob a brand "Gira". É uma figura pop, mas que não evoluiu para camp. Pena.
ResponderEliminarNão tem nada naquela cabeça, mas tem dinheiro.
(Sim, estou a destilar ódio, como a Cristina lhe chama. O facto de podermos chamar-lhe apenas "Cristina" e todos sabermos de quem se trata também me deixa irritado. Enfim, risos.)
Diogo
Olá, Diogo.
EliminarEu “tenho um problema” com o Fernando Mendes. É que, aqui há mais de vinte anos, fez um comentário qualquer homofóbico, de que teria um desgosto enorme de ter um filho gay, e eu jamais me esqueci disso. Era naquela época em que ser homofóbico ainda era aceitável. Hoje já não é, o que não significa necessariamente que eles tenham mudado de opinião; apenas sabem que não devem manifestá-las.
Relativamente à Cristina, aquela mulher é-me uma incógnita. É demasiado trend, e isso torna-se enjoativo. Acho que exagera no histrionismo para parecer mais “do povo” do que realmente é: neste momento é uma marca, ganha milhões. É tudo menos do povo. Durante anos foi-me indiferente. Depois, quando foi para a SIC, via o programa dela das manhãs, na SIC, e gostei do conceito. Pouco tempo depois vim para Espanha e deixei de seguir a televisão portuguesa (a bem ver já não seguia quase nada).
Um abraço.
Olá, Mark.
EliminarNão conhecia as declarações do Fernando Mendes. Entendo o teu sentimento… eu formei um parecido com o Rui Veloso. Em 2010, janeiro, quando o casamento igualitário se torna legal, o Rui, no 5 para a Meia Noite diz algo como: “pronto, vá, casem, casem à vontade, mas menos barulho, força, casem”. O apresentador ficou um pouco sem reação.
Não me interessa muito o Rui Veloso, em suma.
Abraço, Mark.
Olá, Diogo. Lembro-me perfeitamente dessas declarações do Rui Veloso, em 2010, no “5 para a Meia Noite”. Aliás -porque nós ouvimos música portuguesa que o meu marido, como espanhol, não conhece- há não muitos dias contei-lhe esse episódio quando lhe falei do Rui Veloso. É outra pessoa que não me diz nada, embora goste das suas canções.
EliminarUm grande abraço. Tens boa memória.