Os últimos dias têm sido muito atarefados, entre frequências e trabalhos. A determinada disciplina, optou-se pela entrega de uma dissertação expositiva e de investigação, vulgo uma quase tese de mestrado. Digamos que é um trabalho extenso, envolvendo algumas horas na biblioteca da faculdade à procura de livros e demais elementos que consiga encontrar. A biblioteca da minha faculdade, pese embora algum investimento nesse sentido nos últimos anos, ainda carece de muita bibliografia, logo, não tive outra saída senão recorrer à biblioteca da Procuradoria-Geral da República pela segunda vez, onde, de facto, pude encontrar tudo aquilo de que precisava.
Fiquei incomodado comigo. Em grande parte, tenho culpa. Os meus colegas escolheram temas acessíveis ou, mesmo não o sendo, de pesquisa fácil e informação abundante. Eu, nesta mania de ser diferente e de ousar, quis algo não muito complicado do ponto de vista da abordagem, mas extraordinariamente complexo no que concerne a elementos bibliográficos. Faço a comparação entre o sistema bancário português e o angolano. Sobre o angolano, não há muito que possa ser verdadeiramente aproveitado. Bom, após um escrutínio moroso, consegui reunir e esquematizar o que tenho. Só por isso fiquei mais tranquilo.
Ontem passei à prática, por fim, continuando hoje e prolongando-se por amanhã. É a parte de que menos gosto. Pesquisar, reflectir sobre como fazer o trabalho, organizar, sublinhar, aproveitar o que interessa e rejeitar o supérfluo (aqui, muito pouco) é interessante. Começar a escrever é terrível. É entediante. Não tenho a menor paciência para estar horas a dactilografar, mesmo com intervalos regulares. Aliás, nunca pensei dizer isto antes de entrar no ensino superior, mas perdi a vontade de ler e escrever, inclusive manualmente, o que adorava. Quando o que fazemos por vontade se torna uma obrigação, encaramos tudo de uma maneira diferente. Já só penso na sexta-feira, de tarde, quando entregarei o trabalho, ainda com a matéria das frequências a soar na minha cabeça... E não dou nada por terminado. Avizinham-se melhorias e recursos, se algo correr mal, que Agosto vislumbra-se ao longe.