Hoje fiz uma visita de estudo ao Museu Nacional da Arte Antiga onde tive a oportunidade de ver inúmeras peças de arte, apesar de não tantas como gostaria. Esta visita de estudo insere-se no âmbito da disciplina de História A, já que pude observar diversas peças que remontam desde o século XIII ao século XVIII. Nunca tinha estado neste magnífico museu, e de todas as visitas de estudo que já participei desde o 10º ano esta foi das que mais gostei. Vi imensas peças, desde uma cruz da época de D. Sancho I, passando pela magnífica custódia de 1506 mandada construir por D. Manuel I até aos Painéis de São Vicente (foto), a pintura mais estudada e analisada em Portugal, entre outras peças. O espólio do museu é incrível e, de facto, vale a pena ser visitado. O enriquecimento pessoal não tem preço e a aprendizagem histórica, cultural e artística que tirei contribuirão para a minha formação. Deviam existir mais contributos para a divulgação das Artes neste país. Um detalhe que reparei foi na ausência de famílias pelos corredores do museu. Apenas algumas crianças e uns adultos. Estava praticamente vazio. Neste país não existe o hábito de incutir a cultura e o saber nas crianças, pelo contrário, os incentivos ao futebol tanto pela televisão como ao vivo são mais que muitos. Este país é terrivelmente ignorante, perdoem-me a sinédoque. O Museu Nacional de Arte Antiga é uma pérola escondida pelas ruas íngremes e estreitas de Lisboa.
8 de novembro de 2009
6 de novembro de 2009
Quarto de dormir
O nosso quarto de dormir é o nosso último refúgio; é o espaço que usamos quando necessitamos de paz e protecção. É algo muito íntimo, que faz parte do nosso lado mais pessoal. Lá, guardamos o que mais gostamos, as coisas que têm mais importância para nós. Não me refiro apenas às coisas materiais, como as lembranças familiares ou aquelas peças de que mais gostamos; mas também aos nossos sentimentos e às nossas boas recordações. E como espaço íntimo que é, decoramo-lo ao nosso gosto de forma a dar-lhe um toque pessoal para nos sentirmos bem lá dentro. Uns usam todo o tipo de artigos decorativos dando-lhe um ar bem piroso; outros preferem uma decoração simples e leve, no entanto, cada quarto que existe reflecte a pessoa que o utiliza. Por isso mesmo, não gostamos que o invadam sem o nosso consentimento. É como se tratasse de uma agressão pessoal, uma intromissão totalmente repreensível. O quarto de dormir assume durante a adolescência um carácter ainda mais pessoal, herdeiro talvez dos famosos castigos de infância. Pode ser individual, bem como repartido e até mesmo destrutivo, pois quantas pessoas o utilizam para tentar curar as suas depressões... É o nosso último reduto, o nosso último porto de abrigo. Pode ser pomposo e rico, como os quartos dos reis e imperadores, mas também modesto e pobre, como os quartos das pessoas mais desfavorecidas. E também há quem não o tenha porque vive na rua. Será que todos nós nos apercebemos da sua importância?
Por vezes é lá que tudo começa, mas também que tudo acaba...
3 de novembro de 2009
Dirty Diana
Uma das minhas músicas favoritas... Michael Jackson (1958 - 2009) .
Esta música faz parte do albúm Bad de 1987, numa época em que começaram a surgir os primeiros rumores sobre Michael devido às suas mudanças de aparência.
1 de novembro de 2009
1 de Novembro
Dia 1 de Novembro tem vários significados e o mais óbvio é, sem dúvida, o significado religioso. Associamos este dia ao tradicional dia dos Finados, embora o correcto seja a comemoração ao dia 2. Hoje o dia é o dia de Todos os Santos, o que liturgicamente corresponde à celebração em honra de todos os santos e mártires da Igreja Católica. No entanto, as pessoas escolhem este dia para visitarem as campas e ossários daqueles que já partiram.Mas, em Portugal, este dia tem mais um significado; foi no dia 1 de Novembro de 1755 que se deu o Terramoto de Lisboa, acontecimento que destruiu uma parte significativa da cidade, antecedendo um poderoso maremoto que matou milhares de pessoas e fez desaparecer importantíssimos monumentos nacionais. A família real escapou ilesa porque nesse Domingo, D. José I (1714-1777) resolveu dar um passeio com toda a família por Belém. Se tivessem ficado no Paço naturalmente tinham perecido já que o Palácio Real, que se situava na actual Praça do Comércio, foi totalmente destruído, levando consigo numerosas obras de arte e documentos históricos de elevada importância. Só a determinação do futuro primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido por Marquês de Pombal, salvou a capital do Reino da ruína total, muito com a ajuda das remessas de ouro do Brasil, diga-se... O Terramoto de Lisboa de 1755 teve um impacto muito forte na mentalidade da época e ajudou a desenvolver os estudos sísmicos que começaram a aparecer, de forma ainda débil, na sociedade de então. Filosoficamente, e devido ao contexto Iluminista em que se inseriu, o Terramoto também provocou reacções, por exemplo, em Voltaire que deixou alguns trabalhos sobre o sucedido. O impacto ajudou, nomeadamente ao Marquês de Pombal, a ascensão a Primeiro-Ministro. D. José terá ficado eternamente grato a Sebastião José pelo facto de ter reconstruído Lisboa num espaço tão curto de tempo. Só a sua fobia não teve cura, pois o Rei continuou a viver num Acampamento Real nos arredores da cidade. O povo, esse, continuou a passar fome e privações. Seguiu-se todo o esplendor absolutista defendido por Sebastião José: os julgamentos e execuções arbitrários (o caso da família Távora e do Padre Malagrida) e a perseguição religiosa (expulsão dos Jesuítas). Mas também se extinguiu a diferença social entre cristãos novos e velhos, criaram-se companhias comerciais essenciais para o país e aboliu-se a escravatura, embora apenas no Reino e não nas colónias, o que originou um Despotismo Esclarecido de base iluminista, embora autocrático. É uma época incoerente; progressista em alguns aspectos, conservadora noutros, o que não retira o encanto do magnífico século XVIII.
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