15 de junho de 2018

Campeonato do Mundo de 2018.


   Apraz-me dizer umas quantas coisas sobre este Campeonato do Mundo, ou Copa do Mundo, como dizem os brasileiros, que para Portugal começa hoje. Passa da meia-noite. Não somos favoritos, nem de longe nem de perto, mas também não o éramos em 2016. Costuma-se dizer que os Mundiais são os Europeus mais Brasil e Argentina. Com a Argentina enfraquecida (viu-se aflita para se apurar, não fosse a magia de Messi), resta o Brasil, que tem uma selecção fortíssima, candidata ao título, o seu hexa. 
   Temos uma selecção razoável, creio que nos apoiamos demasiado, embora fosse inevitável, em Cristiano Ronaldo, e não temos tantas referências individuais quanto outros países. O nosso meio campo é sólido, com Moutinho à cabeça, e Bruno Alves e Pepe não nos têm deixado mal nas linhas mais atrás do meio campo.

    Os jogos de preparação a que assisti permitiram que me inteirasse de cada selecção. A assinatura da Sport TV, incluindo nos dispositivos móveis, smartphone e tablet, com a aplicação NOS TV, leva a que esteja permanentemente ligado ao que se passa, mesmo fora de casa.
    Lembram-se da Alemanha, campeã do mundo em título? Está irreconhecível. Perdeu, num particular com a Áustria, por duas bolas a uma, o que não sucedia há trinta e dois anos. Vinda de derrotas e empates, conseguiu bater a Arábia Saudita. Diz-se, no futebol, que "são onze contra onze e, no final, ganha a Alemanha". Veremos se se cumpre de novo.

    A França, em contrapartida, está longe da selecção que encontrámos na final do Euro 2016, e é outra das candidatas. Dispõe de um plantel que convence, é firme, determinada. O desaire no Europeu levou-os a uma reflexão e a uma mudança de atitude.

    Quanto ao Brasil, já dei uma achega em cima. Com figuras como Neymar, que recuperou totalmente da lesão que o apoquentava, vem de uma leva de vinte jogos, presumo, sem perder.

     Espanha é outra candidata ao título, com uma panóplia de individualidades que fazem toda a diferença nos rompantes de criatividade que, não raras vezes, decidem jogos. Também a Bélgica, que colocaria no patamar de Portugal, tem uma equipa que convence (com Eden Hazard como figura de proa), que sabe jogar, que pode fazer um brilharete. E, quanto a mim, a final discutir-se-á entre França, Brasil, Alemanha e Espanha. Ausências de peso, e cuja falta acarreta perda de qualidade no torneio, Itália, quatro vezes campeã do mundo, e Países Baixos, a laranja mecânica, desta vez triturada, não havendo entrado. Há outras selecções, sim, há-as, como a Austrália, o México, a Inglaterra, das quais esperamos sempre mais.

    Para Portugal, que em 2010 perdeu nos oitavos-de-final e em 2014 nem passou da fase de grupos, espera-se mais do que em 2006, quando disputámos o terceiro lugar com a Alemanha, perdendo-o. Recuando no tempo, em 2002 tivemos uma prestação vergonhosa, saímos pela porta dos fundos e ainda com agressões a árbitros à mistura. Em 1986, também não passámos a fase de grupos. A nossa primeira aparição foi vinte anos antes, em 1966, no período áureo do futebol português. O Benfica sagrava-se campeão europeu por duas vezes. Melhor marcador da competição, o lendário Eusébio, que na disputa do terceiro lugar marcou um golo. José Torres marcou outro, e conseguimos afastar a União Soviética do pódio. É a nossa melhor classificação em Mundiais até hoje. Cabe a Fernando Santos, campeão da Europa, provar que somos capazes de ir além desse resultado histórico. Bem assim como disse por ocasião do Euro 2016, não há vitórias morais. Não aceitamos esse argumento e nem ele convence os portugueses. Já sabemos o que é ganhar, o que é sair em ombros. A final de Saint-Denis está-nos nos lábios. Ainda lhe sentimos o gosto.

    O primeiro teste, de fogo, será daqui a umas horas, frente à Espanha. A vitória, a verificar-se, será fundamental para a confiança do grupo. Entrar a ganhar é importantíssimo, pelos pontos e pela psique. Força, Portugal.

4 comentários:

  1. Boa sorte para Portugal ... torcendo muito por vocês ...

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    1. Eu li, amigo, no fb. Fiquei muito feliz. <3

      Obrigado pelo apoio e pelo carinho.

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  2. Alemanha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :D sorry my friend

    CR esteve muito bem

    Um grande jogador mesmo

    Abraço

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    1. É a tua selecção? Pensava que era a Polónia. ;)

      É... nunca fui muito fã da postura do Ronaldo, todavia dou o braço a torcer.

      um abraço, amigo.

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Um pouco da vossa magia... :)