Desde que o semestre começou, por meados de Fevereiro, voltei à velha rotina de sempre: acompanhar as aulas, fazer resumos das matérias e, sobretudo, dos livros de milhares de páginas que tenho de ler. Exemplificando, digamos que ando verdadeiramente metido entre crimes, dolo, negligência e outros conceitos que tais, que tantas dores de cabeça me dão. A par disso, há professores que adoram complicar, esquecendo-se de que não temos apenas uma disciplina por semestre, sendo que o dia continua a ter vinte e quatro horas. Pergunto-me, por vezes, como é que faziam... Anular-se-iam por completo, não se alimentando devidamente, não dormindo, não olhando o céu, não bebendo um sumo fresco numa esplanada? Coloco estas hipóteses de forma muito contundente, considerando que um assistente nos disse no início do 1º ano:
" Congelem as vossas vidas por quatro anos. "
Eu não consigo congelar a minha vida nem por um dia. Não sou um autómato programado para absorver tudo, cada palavra, cada linha de orientação e doutrina defendidas por esta ou por aquela alta individualidade, creditada por anos de experiência e pareceres técnico-jurídicos. Sou mais normal do que isso. Porém, a realidade é transparente como a água: se me atraso na matéria, forma-se uma espécie de avalanche que, tarde ou cedo, cairá sobre a minha cabeça. Nas frequências do semestre passado pude comprovar a teoria: olhava para o enunciado e não conseguia (em casos pontuais, claro, mal de mim!) decifrar de imediato o que se pretendia, ou seja, algo estava a correr mal. A sensação de insegurança é uma forte inimiga que, apoderando-se de mim, toma as rédeas, o controlo. Comprometi-me de que lutaria contra isso, tentando antever o que os professores poderiam esperar da nossa parte. Coloquei-me nos seus lugares e pensei acerca do que poderiam querer de um aluno, começando pelo elementar e subindo progressivamente. É o que tenho feito ultimamente.
A par do que referi, em jeito de curiosidade, o R. é meu colega novamente devido à alteração da disciplina optativa que leva à mudança de turma, na maioria dos casos. Tenho evitado sentar-me ao seu lado, mas ontem não consegui evitar visto todos os lugares estarem preenchidos. Foi incómodo, no mínimo. Não que me diga seja o que for, conquanto é impossível passar um pano por tudo e tratá-lo como um mero desconhecido. Pelo menos eu não costumo anular as pessoas assim, a menos que me dêem motivos para tal.
Anseio pelo final de Maio.
A par do que referi, em jeito de curiosidade, o R. é meu colega novamente devido à alteração da disciplina optativa que leva à mudança de turma, na maioria dos casos. Tenho evitado sentar-me ao seu lado, mas ontem não consegui evitar visto todos os lugares estarem preenchidos. Foi incómodo, no mínimo. Não que me diga seja o que for, conquanto é impossível passar um pano por tudo e tratá-lo como um mero desconhecido. Pelo menos eu não costumo anular as pessoas assim, a menos que me dêem motivos para tal.
Anseio pelo final de Maio.