9 de junho de 2018

Feira do Livro de Lisboa / 2018.

   
  Este ano, como em todos, de resto, fui à Feira do Livro de Lisboa, que vai na sua octogésima oitava edição. Vou pelos descontos e pelo espírito da iniciativa. Creio que ornamentam bem aquela zona da cidade, que em tempos, e talvez ainda continue, escondia um flagelo social enormíssimo, com aquele terrível desfecho que tão bem conhecemos. E há mais do que a estrita venda de livros a preços mais acessíveis: é um ponto de encontro e de convívio durante duas semanas, além de polo cultural.

  As temperaturas andam descomunalmente baixas para a época, com chuva e vento. Acredito que isso desmotive o público. A primeira quinzena de Junho é o momento ideal para a organização. Provavelmente terão em mente o período de exames e férias. A depressão a noroeste da Galiza trocou-nos as voltas. Não se vê - pelo menos eu não vi - a afluência de outros anos. Também não é menos verdade que opto por dias úteis, procurando contornar as enchentes.

   No primeiro dia, 6, quarta, uma tarde amena, nublada. Andei ali pelo recinto da Leya, e comprei três livros, a saber: Dom Quixote da La Mancha, de Cervantes, um clássico da literatura espanhola e do idioma castelhano; O Botequim da Liberdade, de Fernando Dacosta, com os célebres saraus de Natália Correia, terminando, paradoxalmente, com um imprescindível, eu diria, livro de citações do Professor Salazar, Citações de Salazar, compiladas por Paulo Neves da Silva.



   Ontem, 7, quinta-feira, tive menos sorte. As nuvens bem que ameaçaram, e cumpriram. O temporal abateu-se sobre a cidade ao final do dia, justamente quando andava pela feira. Oportunamente, trazia o guarda-chuva comigo. Comprei mais três livros, e deixei-me ficar inteiramente pela ala esquerda do Parque, isto para quem vem do Marquês. Foram eles: A Peste, de Albert Camus (Porto Editora); 1984, de George Orwell (Antígona), e um livro de pensamentos de Oscar Wilde, precisamente de seu nome Pensamentos (Relógio D'Água). Dois clássicos. Havia lido, há muitos anos, o 1984, numa edição antiga do meu avô, entretanto falecido. Quis comprá-lo para a minha biblioteca pessoal.

















   


























   

   Procuro aproveitar sempre a Hora H - das 21h às 22h - com descontos de 50 % em todos os livros com mais de 18 meses sobre a primeira edição e que não tenham a etiqueta Novidade. Por algumas dezenas de euros, trouxe seis livros. E é provável que lá torne, antes que termine, no dia 13, para comprar um último, também um clássico. É o dinheiro que melhor dou por empregado.

Todas as fotos foram captadas com o meu Iphone. Uso sob permissão.

6 comentários:

  1. Que bela biblioteca que estás a construir :)

    abraço

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  2. Também vou percorrendo, um corredor cada dia, para não me cansar muito.
    E, para não variar - devia ficar em casa no quentinho, nesta primavera algo fria, a ler tantos e tantos livros que vão pelas prateleiras e que ainda não li - e, em vez disso, vou gastando o dinheiro que me faria falta para outras coisas. Sou incorrigível!
    Bom semana
    Manel

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    1. Manel, ainda tenho livros para ler, mas não resisto em comprar mais, e ainda lá irei, amanhã, comprar um último (dois, no máximo...). É uma tentação!

      Uma excelente semana para si.

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  3. Por aqui uso da mesma tática quando vou à Bienal do Livro em São Paulo. Passo uma semana por conta. Adorável mesmo.

    Beijão

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    1. E hoje dei a minha última passagem. :)

      um beijo, amigo.

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