3 de abril de 2025

Oviedo.


   Neste fim-de-semana, fomos à capital das Astúrias, Oviedo, que ainda fica a mais de 250 quilómetros da nossa casa. Espanha é grande.


A catedral e, na estátua, A Regenta, personagem enigmática da obra de Leopoldo Alas


Uma das ruas comerciais de Oviedo


    Gostei imenso da cidade. É bonita. A catedral também, embora por dentro desaponte um pouco. É uma urbe super bem cuidada, limpa, com um plano urbanístico equilibrado, fácil de percorrer, de vida nocturna agitada e, pareceu-me a mim, com um pouco menos de imigrantes (pr*talhada e outros que tais).



Cudillero deixou-me sem palavras



As suas casas


    No domingo, aproveitando a continuação de bom tempo, fomos a uma vila lindíssima (está entre os pueblos más bonitos de España) chamada Cudillero, perto do mar, na costa asturiana. As casas foram construída na encosta; estão como escarpadas entre os montes, de frente para o mar. Uma beleza. Já de regresso, fizemos uma paragem noutra vila chamada Tapia. Deixo-lhes fotos.

1 de abril de 2025

Anjos vs. Joana Marques.


   Para os mais desatentos, os Anjos (dúo dos irmãos Rosado) processaram a humorista Joana Marques. Sem perder muito tempo com a polémica, que podem pesquisar na internet, basicamente eles cantaram o hino nacional num evento, aquilo foi um desastre, e a Joana Marques (a humorista da rádio) pegou na actuação e fez uma brincadeira (se de mau gosto ou não, vai de cada um). Eles entraram com uma acção na justiça por danos no valor de 1 milhão de euros.

    O que é que eu acho. Acho que há várias questões. Os danos patrimoniais. Eles têm empresas associadas que, ao verem aquela rábula dela e o impacto que teve, se quiseram afastar deles. Empresas de publicidade e outras. Agora, temos de ver o resultado final de tudo isto. Acredito que eles perdem mais com o processo e o mediatismo em torno dele. Eu não sabia do vídeo da Joana Marques, nem do vídeo deles a cantarem o hino nacional, e como eu milhares de portugueses. Soube disto com a notícia do processo. O processo teve o efeito de viralizar mais o vídeo do hino. Eles eram acarinhados pelo público. Neste momento, além de já todo o país ter visto o vídeo, passaram a ser vistos como duas pessoas que não têm capacidade de encaixe e humor. Acho que levantaram uma poeira enorme que os vai prejudicar mais. As pessoas estão do lado da Joana. E depois há a questão do milhão de euros. Também não entendem esse valor. Eles vivem do público, do carinho das pessoas, e a opinião pública não está com eles nisto. Não está mesmo. E eles não conseguem ver isso. Se perderem o processo então, será uma hecatombe. Aliás, na minha opinião, para eles será sempre uma derrota. Já perderam no tribunal da opinião pública.

28 de março de 2025

Bichas… (parte 2).


  Aqui há uns dias fiz uma publicação sobre personagens (no sentido comum e pejorativo do termo) que conheci na blogosfera. Conhecer mesmo. Pessoalmente. Algumas ficaram de fora, nomeadamente uma bicha velha, mais convencida que o convencimento, que conheci em vários jantares e outros meetings. A bicha, setentona, considerava-se o máximo. Organizava jantares, onde tinha de ser a estrela principal. Todos tinham de lhe dizer amém e desfazer-se-lhe em elogios. Arrogante como só ela, o facto mais curioso de tudo isto é que a bicha mantinha um rapaz do leste europeu. Sim, mantinha. Isso mesmo. Mantinha-o (€) para poder dizer que namorava e era amada. Tinham uma diferença de idades de alguns quarenta anos, e um “namoro” totalmente virtual, que escassas vezes se tornou real. 

   Houve outra bicha (esta não conheci pessoalmente, felizmente) que me perseguia. A perseguição durou anos. Tive uma discussão com a ameba no blogue dela (onde ainda se fazia passar por hétera), e a coisa ficou por aí. O blogue desapareceu. Nunca mais pensei na criatura. Anos depois, surge num comentário dum blogue doutra bicha a “arrasar-me”; a dizer cobras e lagartos a meu respeito. Claro que me ri. Foi hilariante. Entre um episódio e outro passaram-se quê? Dez anos? A bicha, ainda amargurada, surgiu do nada, quiçá das catacumbas do Trumps.

    E foi mais um episódio do Bichas (que conheci… ou não).

22 de março de 2025

Estremoz e (in)Justiça.


    Esta quarta e quinta-feiras estive em Portugal, em Estremoz, no Alentejo. Já sabem que vivo no noroeste de Espanha, portanto, fiz 1.200 km. Para nada. Tinha a audiência de julgamento marcada para o dia 20 (quinta). Fui um dia antes para fazer a viagem tranquilamente, descansar, e poder estar no Tribunal de Estremoz às 9h45 do dia 20. Chego ao tribunal, estou dentro do tribunal, vem o meu advogado e diz-me que a instância foi suspensa devido à morte da minha avó no dia 1 de Janeiro deste ano, isto é, há que habilitar os herdeiros para continuar com o processo.

    Quando o tribunal teve conhecimento da morte da minha avó, a juíza decidiu manter o processo, ou seja, apesar de o Código de Processo Civil prever que, com a morte de uma das partes, se suspende o processo até se proceder à junção aos autos da habilitação de herdeiros, uma vez que a audiência estava marcada, e dada a excepção da lei relativamente a audiências marcadas, a juíza emitiu um despacho onde decidia que sim, que o julgamento era para manter. No dia 20, outra juíza pegou no processo e decidiu o contrário: que o julgamento não é adiado apenas quando se trata de falecimento de uma das partes estando o processo em tribunais superiores, ou tendo já começado a audiência oral. Vou resumir para leigos: uma juíza pegou no processo e anulou a decisão da colega, porque não lhe apeteceu fazer o julgamento naquele dia; porque provavelmente pegou no processo no dia anterior e não esteve para se chatear, sei lá porquê. Sei que me fez fazer 1.200 km de carro, fez o meu marido pedir dois dias no trabalho (um médico, com responsabilidade de médico), além de todos os gastos inerentes a uma viagem desta envergadura. Para nada.

   Naturalmente, o meu advogado vai pedir uma indemnização pelo incómodo e por todos os gastos, mas o que eu queria mesmo, a apreciação da causa, é adiado mais uma vez. Já o tinha sido por sobreposição de agendas, e agora por um motivo totalmente fútil, uma vez que a minha avó, embora sendo parte do processo (ré), nem sequer ia depor. Se eu soubesse que a velha ia morrer no decorrer do processo… Agora é que é caso para dizer: se a minha avó não tivesse morrido, ainda hoje era viva. Nunca um ditado popular fez tanto sentido.