22 de Julho de 2014

O Iberismo.


    Variadíssimas vozes, ao longo dos tempos, defenderam uma integração política entre Portugal e Espanha. O iberismo não é uma corrente recente, conquanto, sobretudo em Portugal, tenha desde sempre envolvido mais os intelectuais do que os cidadãos comuns. As tentativas de unificar os dois países são seculares. Pela História, Espanha e Portugal digladiaram-se com objectivos antagónicos: o primeiro procurando anexar e o segundo tentando manter a sua frágil independência perante um vizinho forte, geograficamente maior e poderoso. Temos, portanto, um longo rol de batalhas ao longo das Idades Média e Moderna. Como esquecer Aljubarrota e a longeva Guerra da Restauração?, entre muitas outras.

   A partir do século XIX, depois das Guerras Peninsulares, os novos ideais foram esbatendo as velhas rivalidades, com o enguiço de Olivença presente. Portugal resistiu a Napoleão e negou o desejo francês e espanhol de repartir o território nacional entre si, regateando. Franco e Salazar, já no século passado, não eram tão amigos quanto se pode imaginar. Salazar, como bom estratega, soube manter o status quo de Portugal, estimulando relações tão cordiais quanto possíveis com o Generalíssimo. Pacto entre Pacto, afastaram a que parecia inevitável participação na II Guerra Mundial, legitimando os seus regimes despóticos até meados dos anos setenta.

   Portugal, apesar de mais pobre, é país uno, homogéneo, desde finais do século XIII. Espanha, não, unificada tardiamente. O fim da União Ibérica (1580 - 1640) isso demonstrou. Tendo de acudir a uma sublevação perigosa na Catalunha, Filipe III (IV de Espanha) não conseguiu suster o descontentamento em Portugal, ou seja, Espanha nunca foi tão forte internamente como quis parecer. Fosse-o e, hoje, a península seria una. A velha aliança Luso-Inglesa, actualmente em vigor, que remonta ao século XIV e ao reinado de D. João I, também explica o sucesso português diante das investidas espanholas.

    A discussão em torno de uma União Ibérica paira, nos dias que correm, como um reduto de teor académico. Ninguém levará muito a sério, nem por cá, nem por lá. A maioria dos portugueses desconfia dos espanhóis e a maioria dos espanhóis pouco se interessa por Portugal, o que se reflecte na parca abordagem dos media espanhóis sobre o país vizinho. Há ressentimentos históricos. Esses, nenhuma União Europeia apaga. Não mais Portugal e Espanha seguem de costas voltadas. Desde há trinta anos, quase, que trilham um caminho comum. Entretanto, Espanha sente-se inferior à vizinha França, de quem sempre invejou o sucesso, odiando a Inglaterra que outrora lhe roubou o brilho e o protagonismo. Portugal mantém o eterno complexo de inferioridade, subalternizando a sua língua em diálogos com espanhóis, os seus costumes. Tão iguais no percurso histórico, tão diferentes no chauvinismo, exacerbado além da raia, nulo ou perto disso deste lado.

   Interessado que sou, participo em alguns fóruns temáticos sobre o Iberismo - sendo veementemente contra. Poucos, que o discurso aceso levar-me-ia ao banimento em todos - o que nunca aconteceu. Pontos de vista opostos não são bem aceites pelos iberistas espanhóis. Porém, há uns dias, conversando com um, educadamente me disse, em castelhano, para eu despir-me de preconceitos e procurar ver o seu lado. Procurar, no fundo, sentir Portugal quando não o era, quando Afonso Henriques ainda não tivera a ideia de se tornar rei. Antes mesmo de nascer. Desvendou-se toda uma perspectiva diferente. Para os nacionalistas portugueses, Portugal começará com o nosso primeiro rei (e não terá sido assim?). Foi, evidentemente, mas o que seria Portugal antes da aventura do primeiro dos seis Afonsos que aqui reinaram? Era um condado e, recuando um pouquinho mais, não muito, uma parcela dos Reinos de Galiza e de Leão, pertencentes a Afonso VI de Leão e Castela. Não fosse a entrega do Condado Portucalense a D. Henrique e a D. Teresa, pais de Afonso Henriques, e o provável teria sido a unificação de todos os reinos peninsulares na Espanha, herdeira do termo Hispania, nome que os romanos davam à península, por contraposição com Iberia, denominação dos gregos. 

    O que os iberistas do país vizinho defendem, e o povo espanhol, implicitamente (não deverão pensar todos os dias no assunto...), é que Afonso Henriques foi um traidor, que por capricho quis ser rei (e não foi?), quebrando com a unidade peninsular que viria a ocorrer, separando estas terras que hoje são Portugal da sua origem. E até têm uma certa razão. Portugal, se formos sinceros, deveria estar unido a Espanha (eu sei, eu sei, isto parece uma anedota vindo de mim!). Eu não disse que defendo isto. Eu disse, e digo, que faz sentido e é legítimo que se pense assim. A península ibérica, ou a Hispânia, província romana, era uma só entidade. Temos particularidades que nos distinguem. Para lá dos Pirenéus está outro povo. Agora, suponhamos que aparecia um Afonso Henriques - século XXI - pretendendo separar, humm, o Algarve de Portugal? Foi isso que o Afonso Henriques do século XII fez, uma secessão. É um herói em Portugal. Não o é tanto assim aos meus olhos.

   A comunicação social, em manobras de diversão, por vezes, nomeadamente em Espanha, gosta de publicar sondagens que dão conta de uma predisposição dos portugueses em aceitar integrar-se em Espanha. Pouco credíveis. Com segurança, creio poder afirmar-se de que nove em dez portugueses seriam contra. Alude-se, os iberistas espanhóis, a que a união seria proveitosa para os portugueses, sendo Espanha um país melhor. Não tanto assim, direi eu, que Espanha não é nenhum Luxemburgo, nunca foi um grande país, embora seja um país grande, e só não a deixaram cair, como Portugal, a Grécia e a Irlanda caíram, porque isso significaria o colapso da União Europeia. E não há vantagens económicas que se sobreponham a uma independência. Integrando-se Portugal em Espanha, seria mais por fazer justiça à história que Afonso Henriques não deixou que se escrevesse.

   Portugal existe há quase nove séculos. Falar-se de integração seria, de modo reprovável, claro, anular estes oitocentos e tal anos. Hoje em dia, uma união entre Portugal e Espanha não poderia passar por uma Hispânia ou Portugal deixando-se absorver por Espanha. O hipotético Estado, super Estado, chamar-se-ia Ibéria (ninguém em Portugal aceitaria uma integração em Espanha, tornando Portugal uma comunidade autónoma ou o que o valha). Teria de ser uma união entre dois Estados em pé de igualdade. Duas línguas oficiais de Estado, com as respectivas co-oficiais que já existem em Espanha (o português não poderia ser tratado como língua secundária e as crianças portuguesas só aprenderiam castelhano na mesma medida em que as crianças espanholas aprendessem português). O regime político teria de mudar. Nenhum português aceitaria ser súbdito de um monarca espanhol. A capital seria dividida entre Lisboa e Madrid... Irrealista, não?

   Bastante. Nem a Constituição portuguesa permite atentados à independência nacional. Os catalães tampouco aceitariam cedências a Portugal em detrimento dos seus interesses. E, a longo prazo, a nossa língua portuguesa e cultura estariam ameaçadas, como a língua e cultura galegas que sofrem influências castelhanas ostensivas. O galego continua a ser descaracterizado, mesmo numa sociedade democrática que reconhece e diz proteger as singularidades (línguas, costumes, tradições) de cada povo que compõe Espanha.

   O que se passa agora, que não se passava antes, é que passei a entender o lado dos iberistas, principalmente dos espanhóis, que há iberistas portugueses (que provavelmente farão o mesmo raciocínio que fiz ao longo deste artigo). Teria sido melhor seguirmos todos juntos. A península é uma só, Portugal está todo encostadinho a Espanha, o povo é igual, as línguas são quase iguais, as tradições... No fundo, as fragilidades despontam, volta e meia. Só a força deste povo torna Portugal um país viável. Vendo tudo com clarividência, é um pedaço que não faz muito sentido ser país. Nem os romanos assim o quiseram. Acharam, e logicamente, que a península era una, logo, teria um só nome, seria uma província (com subdivisões, mas todas elas passavam pela Hispânia). Também os povos pré-romanos, que eram vários, não estavam circunscritos ao que hoje compreende Portugal e Espanha. Alguns atravessavam pedaços de ambos. E depois da queda de Roma, tanto suevos como visigodos tinham os seus reinos por Portugal e Espanha. A ocupação muçulmana tudo juntou, mais uma vez, até chegarmos aos reinos cristãos - onde iniciei a saga.

   Afinal, um homem, D. Afonso Henriques - o ideal de um homem - pôs tudo em causa! Com que direito?


19 de Julho de 2014

O Futuro.


   Aproximando-se o final, em passos verdadeiramente largos, agudizam-se as inquietações acerca do pós-licenciatura. O bom de tudo isto é que não sou o único a viver momentos de incerteza. Falando com algumas pessoas, muito embora a grande maioria saiba o que quer, sempre se encontra um por outro que ainda não se decidiu. No meu caso, o problema é não ter um leque de opções, melhor dizendo, não estou indeciso entre um ou outro caminho. Não sei, efectivamente, o que seguir.

   Com efeito, começa a preocupar-me. A época de inscrição para os mestrados está prestes a iniciar e sou compelido a arriscar uma segunda parte no universo jurídico. O lado mais racional indica-me uma carreira na área da comunicação social, algo relacionado com jornalismo. Há tempos, um rapaz amigo passou-me um site de uma universidade que tem uns mestrados com interesse. Caros, é verdade. Não queria nada sujeitar os pais a encargos. Já cumpriram com a sua obrigação, proporcionando-me o acesso ao ensino superior e arcando com as despesas inerentes durante estes quatro anos. Sei que não hesitariam caso lhes comunicasse uma decisão. Apenas creio que não é justo.

   A faculdade dispõe de gabinetes de orientação, de saídas profissionais, aos quais não recorri porque desconfio da utilidade em ajudar. O facto é que sou complicado, terrível para tomar decisões. Foi assim há quatro anos. Optei quando não podia adiar mais. Nunca senti, como quase todos, um apelo. Dou para tudo e não dou para nada. Há quem saiba, desde cedo, que quer ser advogado, médico, radiologista, farmacêutico, professor. Eu não. Sequer dizia que seria isto ou aquilo quando me perguntavam, o típico dos adultos ("O que queres ser quando fores grande?"). Bem como nunca acreditei no Pai Natal. Sei lá, sou esquisito. Não me vejo em tribunais. Nem a leccionar. Tampouco a estar dias a fio metido num escritório, saindo às dezoito, enfrentando filas de trânsito para chegar a casa, comer algo rápido e refestelar-me no sofá ou na secretária em frente ao pc. Não, não, não! Pensando em profissões, nenhuma é do meu interesse, excepto estas: repórter, pivot de noticiário, apresentador de programas informativos, debates, até um talk show - algo com interesse, claro. O lado negro é a fama, que rejeito, que nunca me seduziu, devo dizer até que me arrepia. Seguindo, seria por concretização pessoal, vocação, jeito.


    A oral de quinta correu bastante bem. Subi dois valores. Objectivo alcançado. A parte má foi estar desde as dezassete até às vinte e uma dentro de uma sala, morrendo de calor. Em si, a minha prova demorou meia hora. Sendo melhoria, o professor perguntou-me tudo. O regente, senhor de alguma idade, experiente. Até prefiro. A oral pelo regente será, no limite, mais justa. Como sou assíduo, senti que tomou esse detalhe em consideração, aliás, apontando a falha a tantos que lá estavam, para oral de passagem, e que pensam que chega ler os manuais. É insuficiente e os professores, tarde ou cedo, acabam por memorizar os rostos dos alunos que estão pelas suas aulas ao longo do semestre. Não foi condescendente, no entanto, não é isso que espero ou que pretendo.
   O calor era tanto... Recordo-me de uma prova oral, no primeiro ano, em que a gravata desbotou na camisa. Chegar a casa, despir a roupa, tomar um banho e descansar era o que pairava durante aquelas intermináveis horas. A minha foi a primeira. Resultado, tive de esperar por todos. Só no final deliberam e comunicam os resultados. A etapa da deliberação não teve lugar desta vez, visto que era só um a realizar as provas.

    Na quarta há mais.


15 de Julho de 2014

Suspiros Finais.


   Calor. Meados de Julho. Queria ir à praia e não posso. Estou literalmente metido entre livros de milhentas páginas, teses de mestrado, dissertações, monografias... A mãe perguntou-me, há dias, o que me leva a exigir tanto de mim. Não lhe soube responder. Creio que sou incapaz de dar apenas a metade do que posso. Quando me dedico a algo, tem de ser por inteiro.

   O bom de tudo é que não sou de passar horas a fio em casa. Saio. Estudo bastante no jardim da avó. É amplo, tem um recanto com árvores que proporciona uma brisa fresca, de final de tarde, insubstituível. Coloco os livros numa mesinha, o portátil, e por ali fico. Às tantas, esqueço-me da hora do jantar.
   Estou licenciado. Não fiz alarido disso, como alguns colegas que assim que souberam a última nota correram para actualizar o estado no facebook, agradecendo ao amigo, companheiro de casa, tio em quinto grau, padeiro do bairro, porquinho-da-índia. Até porque se tivesse de agradecer a alguém seria a mim, em primeiro lugar, que estudei, e aos pais que bancaram os quatro anos, naquele que é considerado um dos cursos mais dispendiosos - só em livros.

    Tenho duas orais. Uma na quinta, à tarde, e outra no dia vinte e três, quarta que vem. Estou tão entusiasmado quanto para assistir a um programa da TVI em primetime. Para piorar, ando adoentado nos últimos dias. Uma qualquer virose ou o raio. Dores de cabeça, de estômago e dificuldade em deglutir. Deve ser o maldito ar condicionado. A ansiedade está fora do normal - nem o Valdispert faz efeito.

     O mais engraçado é quando me perguntam como vão as "férias". Férias? (gargalhadas sarcásticas)

11 de Julho de 2014

Israel.


   A escalada de violência entre o Hamas e Israel, na Faixa de Gaza, não poderia ocorrer em melhor altura. Verão pelo hemisfério norte, campeonato do mundo de futebol, páginas de jornais com a pré-época das ligas de clubes que importam mais do que dezenas de mortos civis que perecem todos os dias às mãos de carrascos sem rosto.

  O conflito entre as duas facções, israelitas e palestinianos, é secular. Religioso, de raízes profundas que o tempo não ajudou a amenizar. A região da Palestina não é homogénea. Terra de árabes e judeus que reivindicam para si pedaços do que é santo, transcendental. Após o mandato que o Reino Unido tinha na Palestina, confiado pela Sociedade das Nações, já na nova ordem internacional, em 1947, sob a égide da ONU, estabeleceu-se, em resolução, que a Palestina seria dividida em dois Estados, a saber: um árabe e um judeu, honrando assim os direitos de ambos os povos. Árabes que sempre, desde que a memória se perde, habitaram aqueles territórios e judeus que, emigrando pelos tempos para a Palestina, pretenderam recriar o reino de Israel das Escrituras em Estado moderno, de onde foram perseguidos durante o Império Romano e a subsequente conquista árabe. Toda aquela área, como se sabe, pertenceu por séculos ao extinto Império Otomano.

   A resolução das Nações Unidas para a partilha da Palestina não foi aceite pelos países árabes, expectável, e o sempiterno ódio agudizou-se após a criação do Estado de Israel, em 1948. A declaração de guerra deu-se no mesmo ano e, de lá para cá, perde-se a conta aos conflitos que opuseram árabes e judeus. Entretanto, e por via das guerras, Israel foi expandindo o seu território, de forma ilegal por algumas vezes, como se verificou com a ocupação de Jerusalém, mal vista pela comunidade internacional, embora, como se saiba, seja uma cidade histórica importantíssima para os judeus. Os colonatos na Cisjordânia, reivindicada pelos palestinianos desde a expansão de Israel, é outro dos problemas que obsta sobremaneira à pacificação das relações já de si complicadas. Em todas as guerras entre Israel e a frente de países árabes que se lhe opõe, os judeus têm levado a melhor, ocupando a Cisjordânia, a Faixa de Gaza (controlada pelo Hamas na actualidade) e os Montes Golãs. A Península do Sinai, que Israel conquistara ao Egipto durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi entregue ao Egipto, em 1982.

   No direito internacional, a ocupação da Cisjordânia, dos Montes Golãs e de Jerusalém não é reconhecida pela ONU e mantém-se o status ambíguo dessas regiões. São consideradas territórios sob ocupação militar. Os palestinianos reivindicam a Cisjordânia e Jerusalém; a Síria quer fazer valer os seus direitos sobre os Montes Golãs.


   As décadas passam e a solução permanente e definitiva tarda em chegar. As guerras e as intifadas sucedem-se, tornando aquela parte do globo extraordinariamente perigosa. Há culpa tanto por israelitas quanto por palestinianos. A existência de Israel não deixa margem para dúvida e seria um primeiro passo o reconhecimento sem reservas, pelos povos islâmicos, do direito dos israelitas à sua pátria. Por outro lado, o Estado árabe na região é ainda uma realidade meramente formal. É urgente criar-se um país para os palestinianos, cumprindo o disposto no final dos anos quarenta do século passado. Israel terá de desocupar os territórios que controla à margem da comunidade internacional, remetendo-se para o que originalmente lhe foi atribuído.

   Sou sionista, defensor e amigo do Estado de Israel e por várias vezes troco palavras acesas com anti-sionistas, alguns mais antissemitas, eu diria. A intolerância para com o povo judeu conduziu a um genocídio sem precedentes na História. Que Israel é um facto, um país, reconhecido pela generalidade dos Estados, pela ONU, é indiscutível, bem como a sua manutenção como sujeito internacional de pleno direito. É um patamar do qual não prescindo. Com os países árabes, mantemos, portugueses, uma relação especial muito devida aos oito séculos de ocupação muçulmana da Península Ibérica. A herança é mais do que muita, perceptível na língua, na arquitectura, na genética. Como rejeitar o que nos está no sangue? O que rejeito são os costumes árabes e berberes avessos à democracia e ao respeito pelos direitos humanos. Não pactuo com a intolerância quando o que está em causa são perseguições ideológicas, políticas ou sexuais, ou quaisquer outras. E nesse campo Israel ganha por larga vantagem. Não fosse a instabilidade e seria um dos melhores países do mundo.

   Sou favorável à mediação internacional. Apenas. Terão de ser judeus e árabes entender-se. Utópico, dirão muitos. Direi eu, também, no curto, médio prazo. Já seria bom se transpusessem as disputas para o direito internacional e terminassem com as hostilidades bélicas. Que os civis, como sabemos, são as principais vítimas. E ninguém ganha com uma guerra. Todos perdemos. Eles e nós.