17 de Maio de 2013

O final de uma etapa.


   O semestre está a terminar. Contrastando com a maioria das licenciaturas, podemos falar apenas do final de uma etapa. A etapa das aulas e das primeiras avaliações. No modelo adoptado na minha faculdade, necessitamos de fazer a frequência final a todas as disciplinas de modo a concluirmos as cadeiras, o que redobra a exigência e a dificuldade. Não há dispensa de exame seja qual fora a nota. Evidentemente, o mercado de trabalho não é alheio a tudo isto, preferindo os licenciados naquela casa. É comum dizer-se que um mero catorze equivale a muitos dezoitos noutras paragens... Assim o é, posso assegurá-lo.

   Temos recebido os últimos testes. Já não sinto - como sentia - as "borboletas" no estômago. Torna-se uma rotina. Se ganhamos alguma coisa, uma dou como garantida: controlo das emoções. Ficamos mais fortes ou pelo menos dissimulamos melhor a fraqueza. As mãos não tremem mais como dantes.
   Notas. As minhas notas têm sido bem melhores do que esperava, num ano de si difícil, o famoso ano dos cadeirões. Num raciocínio anatómico, este ano poderá ser considerado a espinal medula do curso. Inevitavelmente, descemos, e descemos até comparativamente ao primeiro e segundo anos.


   Hoje aconteceu-me algo insólito desde que estou na faculdade. Um professor, neste caso, uma professora, elogiou a minha nota publicamente, realçando que se destacou, a nota, da quantidade «absurda», nas suas palavras, de negativas. Muitos ficariam eufóricos; eu fiquei incomodado. De repente, fui alvo de todos os olhares, até de colegas que raramente reparam em mim. A turma em peso, um silêncio sufocante, alguma inveja que escapa entre sorrisos de circunstância... Enfim, horrível. Por vezes, questiono-me se os conhecimentos que aquelas pessoas adquirem - refiro-me aos professores - ocupam o lugar do bom senso e da discrição. Eu não faria isto a um aluno; provavelmente elogiá-lo-ia a sós, numa conversa no final da aula. Algo particular. Cá fora, foi a vez dos elogios dos meus colegas. Senti-me um extraterrestre.

   Além das provas que se aproximam, terei de entregar um trabalho expositivo e de investigação à célebre cadeira de Mercados, lembram-se? Pois é, uma dor de cabeça.

     I will survive.

11 de Maio de 2013

#Beautiful


   A minha Maria lançou há poucos dias o primeiro single do seu novo álbum que vem a caminho, #Beautiful, canção que está a provocar um impacto apreciável nas tabelas do iTunes um pouco por todo o mundo. Atingiu o primeiro lugar em vários países. Na passada quinta-feira, foi a vez da estreia oficial do vídeoclipe que acompanha a música no American Idol, programa em cujo painel de jurados, nesta edição, consta a Mariah.

   O single, sendo totalmente imparcial, tem gerado críticas muito positivas nos habituais "não fãs", ou seja, nas pessoas que habitualmente não ouvem o repertório da Mariah, porque não gostam ou não faz o seu estilo. A participação de um cantor praticamente desconhecido, Miguel, atraiu as atenções, tornando a música numa balada R&B morna e suave. Há quem lhe chame o hit deste Verão. A extraordinária forma física de Carey, aos 43 anos, também não deixou o público indiferente.

   Aguarde-se pelo desempenho nos charts oficiais de cada país. As expectativas são altas. Aqui fica a música e o respectivo vídeo! :)




9 de Maio de 2013

Visita de Estudo.


    Pela primeira vez, em três anos de ensino superior, lembraram-se de nos levar a algum lado. Verdade seja dita: as visitas de estudo estão, de certa forma, associadas ao liceu. Fui a imensas em tempos idos. A tantas que já me esqueci da maioria. Esta visita tem uma componente prática, de forma a estarmos informados acerca do modo como funcionam as instituições de crédito, vulgo bancos. Como poderão constatar, algo interessantíssimo. Não poderei queixar-me, afinal, é uma visita no âmbito da disciplina optativa que escolhi. Porém, a falta de informação é gritante. Na maioria dos casos, escolhemos a optativa influenciados por colegas ou para ficarmos na mesma turma que amigos. Não há um mero colóquio onde nos exponham as vantagens e desvantagens de escolher determinadas cadeiras. O papel omisso que a faculdade deveria desempenhar é executado frequentemente por alunos de anos superiores. Ora, como já referi, a minha participação na vida académica é inexistente.

    Perguntar-se-ão onde será essa visita de estudo tão interessante. Nada mais, nada menos, do que à sede da Caixa Geral de Depósitos. Uma excitação total. Terá a sua utilidade, evidentemente, mas quando não se gosta da disciplina em si, nada de útil se consegue vislumbrar. O edifício é medonho; acredito que o interior seja imponente.


    Não gosto de mercados financeiros, nem de cadeiras económicas. Curiosamente, tenho excelentes notas nessa área, comprovando-se o mesmo, novamente, com a nota que recebi ontem. Na minha licenciatura, apesar de não ser dedutível, há uma forte componente económico-financeira. Do que mais gosto, claro está, é do ramo histórico-jurídico. Aliás, se vier a exercer algo na minha área de formação, será nesse campo.

    Estou a ponderar se deva, ou não, ir. A minha consciência diz-me que sim: a vontade, que não. Temo que dê pela minha ausência, mas realmente é terrível fazer algo que não se quer. 

     Eu a querer viver uma aventura insólita e surge-me... a CGD.

3 de Maio de 2013

V Aniversário.


    Há cinco anos, no dia 3 de Maio, criei este blogue. Nessa altura não tive noção do mundo em que estava prestes a entrar. Fi-lo numa noite de inércia, como tantas que tinha naquela época. O caricato é que ainda me recordo vagamente de estar em frente ao computador a dar os primeiros passos nesta aventura. Em anos anteriores expliquei a origem do nome do blogue, relatei as peripécias dos dois primeiros anos sem que seguisse fosse que blogue fosse, escrevendo mais num exercício de desabafo do que propriamente encarando o blogue tal como ele é: um espaço dinâmico, voltado ao público, de interacção especial, livre que está da fugacidade de outras redes sociais. Honestamente, não deixa de me surpreender o facto de ainda estar aqui, vivo, após uma mão cheia de anos volvidos, mantendo-se a vontade de continuar o projecto. Comentando com um amigo há dias, referindo-lhe o meu blogue, opinou que já deveria ser uma continuação do meu Eu. Acertou. É assim que o encaro.

     Quando abri os horizontes do blogue, lá por inícios de 2010, comecei a acompanhar outros espaços; por sua vez, também eu fui descoberto, despertando-se o designado bichinho da blogosfera que reside em todos nós. Tenho diminuído o ritmo. Creio que a vontade se ressente dos anos e pouco mais há a explorar. Já conheço os "cantos à casa". Contudo, escrever por aqui é encontrar um refúgio seguro. Os laços que se criam e fortalecem são ímpares. O tempo corre a uma velocidade distinta...

     Não sei onde estarei daqui a cinco anos, nem daqui a um ano. Apesar da vida ser uma fonte inesgotável de temas e conversas, por vezes sinto que está quase tudo dito, que todos os caminhos foram explorados e que mais resultará em redundâncias inúteis. Poderá ser ridículo, mas é o que paira no momento.


      Resta-me agradecer-vos o carinho por me acompanharem.

      lots of love,


M.