17 de março de 2018

Cultural Friday.


   Aproveitando a gratuitidade das sextas-feiras à noite, ontem fui a Alcântara, ao Museu do Oriente. Não conhecia o museu, inserido na Fundação Oriente, que perfaz trinta anos neste mesmo ano, em 2018. O museu é interessantíssimo, dividido em vários pisos, com um espólio assinalável que vai atravessando a presença portuguesa na Índia, na China, no Japão, em Timor, nas Coreias, na Birmânia, em Macau (aqui individualizando do restante território da RPC), por aí.



  Frequentemente lembramo-nos da nossa presença nas Américas e em África, esquecendo o que o Oriente representou para nós durante séculos, quer na busca por riquezas, quer na evangelização daquelas civilizações milenares. As trocas, comerciais e culturais, enriqueceram-nos mutuamente, e o museu é um testemunho disso. Só tenho a lamentar, não obstante ter por lá estado mais de duas horas, não ter visto tudo com mais calma. Não deixem de visitar a mini-exposição, no piso -1, sobre a primeira gramática portuguesa e o início da colonização do Brasil - João de Barros, historiador e autor da nossa primeira gramática. No piso 2, terão uma exposição sobre a ópera chinesa, um encanto. Nos pisos intermédios, a colecção permanente. No piso térreo, uma exposição de José de Guimarães, da colecção Kwok On. Deixo-vos algumas fotos.



Todas as fotos foram captadas com o meu iPhone. São minhas e de minha autoria. Uso sob permissão.







4 comentários:

  1. Nunca lá fui, shame on me :(

    Abraço e cuidado com o "Hugo" ehehehehehehehhehe

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    1. Se nem a "Giselle" me abalou, muito menos o "Hugo, hehe.

      um abraço, amigo.

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  2. Creio que não lhe terá escapado uma das mais interessantes coleções expostas no museu, como as peças de arte oriental provenientes do nosso antigo presidente, Manuel Teixeira Gomes - figura da nossa história que muito admiro, devo salientar.
    As caixas de rapé, os "Inro" e os "Netsuke" correspondem a uma das mais notáveis coleções que existem na Europa (é considerada a segunda mais importante).
    Talvez até já conheça, mas sobre os Netsuke deixo-lhe aqui a referência de uma leitura que muito me impressionou, pois refere-se à ascensão e queda de uma ilustre família judia do centro da Europa, os Ephrussi, relato descrito por um dos descendentes, Edmund de Waal: "A Lebre dos Olhos de Âmbar".
    Bom domingo
    Manel

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    1. Sim, atentei nelas. A ver se lá volto nesta sexta, talvez, porque já cheguei tarde e queria ter visto tudo com mais atenção.

      Muito obrigado pela sugestão. Não conhecia. O Manel não o saberá, mas só agora o Oriente começa a despertar-me alguma atenção. Os museus têm ajudado.

      Perdão pela demora em aceitar o comentário. Uma excelente semana!

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