17 de setembro de 2017

O fim da crise?


   A agência de rating Standard & Poor's, uma das creditadas pelo Banco Central Europeu, norte-americana, numa decisão que a todos surpreendeu, retirou Portugal do nível BB+, passando a um confortável BBB-, ou seja, estamos acima do nível que ficou conhecido por lixo. Há cinco anos e meio que todas, excepto uma, nos mantinham como fortes candidatos ao incumprimento, em risco, instáveis. A retoma económica que se vem verificando, e sem aviso que o indicasse, levou a S&P a reconhecer os esforços que Portugal e o seu povo têm vindo a empreender.

   Estas agências, mau grado tudo o que se lhes imputa, desempenham, goste-se ou não, um papel determinante, a ponto de o BCE, o nosso principal financiador, lhes reconhecer vantagens. A decisão surgiu no seguimento da recuperação económica do país, com  a diminuição do desemprego, com o menor défice já registado, com a curva descendente do endividamento e da dívida externa, e a ascendente do PIB, e com a bem sucedida recapitalização da CGD. O país está melhor, é indesmentível. A confiança das famílias aumentou. Tivemos, em anos, o maior número de estudantes a ingressar no ensino superior.

    Os investidores terão em Portugal outra opção. Por sua vez, as empresas portuguesas conseguirão financiamento externo mais facilmente, já não dependendo apenas de uma única agência de rating, canadiana, tida como menor, a DBRS, que não desceu Portugal para um nível de junk. O efeito na economia, como é expectável, será positivo, com a diminuição aguardada dos juros da dívida soberana.


    O PSD, através do seu presidente, veio reclamar a sua participação nesta vitória, que é, em primeiro lugar, dos portugueses. A austeridade ideológica falhou. Não foi a responsável pela nossa recuperação. A mudança nas políticas obstinadas de contenção garantiu que a nossa economia crescesse, repondo-se salários e pensões, diminuindo-se a carga fiscal, estimulando-se o consumo e aumentando-se a confiança dos investidores portugueses e estrangeiros. As políticas do PSD e do CDS falharam rotundamente, e dia após dia vamos tendo sucessivas confirmações dos seus sofismas.

    Naturalmente, teremos de manter a prossecução deste equilíbrio. Com a retoma económica, auguro novas exigências, planos mais ambiciosos. PCP e BE apoiarão a actual solução governativa enquanto tal não os prejudique. É importante, para o PS, assegurar o entendimento com os seus parceiros à esquerda e cumprir com Bruxelas. Negociar e ceder, ontem como hoje, são as palavras de ordem. Não podemos tropeçar.

4 comentários:

  1. Parabéns para vocês. Por aqui cada dia pior ... enfim ...

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  2. A Cathy do BE em 2015 dizia que estas agências não deveriam opinar. Em 2017 devemos as ouvir lolololololololololol

    O que aconteceu amigo, foi simples e directo:
    O PSD teve que tirar Portugal da Bancarrota após o PS lá ter estado. Teve que fazer os cortes e mais cortes, que os portugueses tanto berraram...
    Agora o PS aumenta a gasolina quase todos os meses, já vai 1,50 euros o litro (nunca houve este valor no tempo do PSD), tens os impostos dos açucares e afins lololol

    O povo apenas acostumou e adaptou-se à situação e aprendeu a viver com o pouco que tem... e que sempre teve....

    Mas, andamos todos felizes e contentes.

    Espera por depois das eleições e vais ver quantos mais impostos irão aparecer?!

    A UE paga para haver aceitação de migrantes, não paga casas em condomínios fechados equipados e mobilidados, água, luz, e gás, médico de família e afins. Não paga subsídios vitalícios. Achas que alguma muçulmana vai tirar a burka para ir lavar escadas ou trabalhar?! Isso é de tuga lá fora...

    Grande abraço amigo



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    1. Olá, amigo. :)

      Olha, pelo que soube, tanto o PCP como o BE desvalorizam as agências e remetem-nas a um papel secundário.

      O PSD fará sempre "cortes e mais cortes", pois isso faz parte da corrente neoliberal que representa actualmente. Relembro-te de que o PSD foi além do memorando de entendimento com a dita "troika". Ainda que o país fosse um jardim de maravilhas, eles "cortariam", porque são comezinhos, defendem que devemos baixar a cabeça e, isso sim, aprender a viver com pouco.

      Eu sei que muitos esfregam as mãos à espera de um desaire, não entendendo que isso os prejudicaria. Não falo deles, Francisco, que têm tudo. Mas nós, cidadãos comuns, deveríamos congratular-nos com o tanto que progredimos nestes dois anos.

      um grande abraço.

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