Ontem passaram-se exactamente vinte anos desde que os meus pais se separaram. Foi, talvez, um dos piores dias da minha vida. Outros dias igualmente maus vieram logo a seguir, nas semanas e meses seguintes. Esse dia teve um impacto tão profundo que, passados vinte anos, ainda consigo associar a separação dos meus pais a um dia concreto: 17 de fevereiro de 2006. Eu tinha 19 para 20 anos, era extremamente imaturo a diversos níveis, e esse dia marcou uma mudança que me virou do avesso e assinalou o início de uma nova era. Há um antes e um depois desse dia. Foi um dia que fragmentou, que separou as águas. Um dia que, mais tarde, percebi que foi fundamental e decisivo; que me salvou da morte, inclusive (e não estou a ser dramático). Na altura, no entanto, foi um terramoto enorme que se abateu sobre um jovem frágil, em todos os aspectos. Todos.
Ainda disse ontem à minha psicóloga, "se as pessoas soubessem do impacto que as ações delas, têm na vida dos outros, se calhar teriam mais cuidado. Ou se calhar, não".
ResponderEliminarE além disso há pessoas sem vocação para ser pais; os meus pais, por exemplo. Foram um fracasso. Amar, cuidar e dar brinquedos não chega.
EliminarMas espera, é melhor não dizer muito, que anda por aí uma bicha que diz que não lê o meu blogue (só o lia quando me elogiava as mãos, ahaha) e que diz também não fui amado na infância. LOL