Mark, aqui, entenda-se como a minha persona nos blogues. Eu creio que o Mark de 2012 -aquele que escrevia ensaios de História, de Filosofia, de Direito, e crónicas- não gostaria deste. Sinto-me tentado em não afirmar que o blogue perdeu qualidade; perdeu-a toda a blogosfera. Sendo sincero, a minha blogosfera nunca foi muito culta. Eu destacava-me entre os demais. Mas destacava-me. Havia interesse em escrever sobre determinados assuntos, e havia quem me lesse. Já uma vez escrevi sobre isto: eu não utilizo o blogue para escrever para mim. Eventualmente haverá quem o faça. Para tal, usaria um diário. Eu utilizo o blogue como catarse, mas também para receber algum feedback, e é nesse sentido que este blogue foi mudando ao longo do tempo: evoluiu, transformou-se, para não desaparecer, como dezenas deles, que tão bem conhecemos. Não foi um processo de perda de qualidade eventual; foi uma programação para sobreviver. Ou mudava a “linha editorial”, ou fechava o espaço. E eu gosto demasiado dele para ceder. E adaptei-me. Imagino que o rigor só o mantenha na escrita, procurando usar um vocabulário cuidado e correcto; no demais, já foi chão que deu uvas.
De facto, este teu canto sempre foi uma referência na bloguesfera :)
ResponderEliminarPor mim falo :)
Abraço amigo
Muito obrigado pela confiança, ahah.
EliminarUm abraço.
Os blogues evoluem, conforme os estímulos. Ou isso, ou morrem. Não vejo isso como algo bom ou mau, mas apenas diferente. Aliás, nós próprios somos um somatório de coisas, mais eruditas ou mais fúteis, e é nesse conjunto de coisas, que uns de aproximam e outros se afastam. O teu blogue tinha um registo diferente dentro da blogo, havia uns que estavam em linha contigo, outros, no extremo. Contudo, dentro da blogaysfera, julgo que seria o único no género. O importante no fim (pelo menos para mim) é refletir aquilo que a pessoa é, e não uma personagem ou algo que não existe só para agradar terceiros.
ResponderEliminarSubscrevo. Há que mudar, para sobreviver. E é isso que quis fazer com esta reinvenção de mim próprio na blogo. Não deixo de ser eu e de gostar do que gosto, mas simplesmente já não há espaço para aquilo.
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