Ultimamente, multiplicaram-se as mensagens, e por conseguinte as opiniões, sobre uma tal de monogamia, poligamia, e por aí fora. Quando há muitas opiniões sobre um mesmo assunto, geralmente também há muita estupidez. A multiplicidade de designações não oculta o que cada coisa é na sua génese. Não, a dita monogamia não é uma construção social. Há animais monogâmicos, e ainda que não os houvesse; o que nos distingue dos demais animais é a razão. É a mesma razão que nos impede de termos relações sexuais com os nossos pais, por exemplo. Portanto, não há relacionamentos que não sejam monogâmicos. Há pouca vergonha, ou falta dela; há falta de valores espirituais e morais. Há falta de respeito, por si próprio e pelo outro. Há falta de decência. E o que se aplica à dita não-monogamia, também se aplica às pessoas que não gostam de assumir compromissos. Não é porque queiram ser livres. Fazem-no -e estão no seu direito- porque são pessoas completamente desorganizadas emocionalmente, várias vezes com um histórico de múltiplos parceiros, com dificuldade para fixar a atracção por um sujeito e em criar um projecto de futuro a dois. É a tal crise de valores. Mas o que antes era um comportamento desviante, agora começa a ser tolerado. Não admira que haja quem se vista de cão e ande, com as suas parafilias, a ladrar na rua e a comportar-se como tal. Às vezes nem é preciso o traje canino. Há quem muito ladre, e pouco acerte.
Adorei este teu texto e ri-me no final hihihihihihhihi
ResponderEliminarMuito bom
Abraço amigo
Sabes o que te digo? Tudo putas.
EliminarUm abraço.
Com o avançar da minha idade, já assumo que há de tudo um pouco. Mas muitas das opções apenas refletem a falta de consideração pelos outros, ou se preferirmos, a incapacidade de ter responsabilidade afetiva pelos outros, pelos sentimentos dos outros e pela vida dos outros. Não quero ser preconceituoso, nem sequer moralista, porque cada um sabe de si, mas assim, também gostaria que me "tolerassem" nas minhas escolhas e na minha forma de ver o mundo. Ou seja, não quero relacionamentos abertos, porque não acredito neles para mim, e está tudo bem, sendo que não será por pensar assim, que serei boa ou má pessoa.
ResponderEliminarNão tens de te justificar. Eu também não o faço. Eu acho uma pouca vergonha, e digo-o mesmo. Estou-me borrifando se pensam que não respeito as outras “formas de viver e de estar”. Respeitar, respeito. Eu não vou à casa dessa gente dizer-lhes que não podem ter relacionamentos abertos porque eu não quero; mas tenho o direito de escrever o que entender sobre o assunto. Acho que é mais uma faceta do individualismo extremo da nossa sociedade: sexo livre com quem se quer e depois, quando se precisa de algo mais, porque ninguém é de ferro, ter ali um porto seguro. Só a ideia me dá nojo.
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