10 de julho de 2026
Bonnie Tyler (1951-2026).
6 de março de 2026
António Lobo Antunes (1942-2006).
A morte de António Lobo Antunes deixa um silêncio profundo na literatura portuguesa. Parte um dos maiores escritores da nossa língua, uma voz única, intensa e implacável, que transformou a experiência humana, a guerra, a memória, a culpa, a família, o amor e a solidão em literatura de uma força rara.
O eterno Prémio Nobel da Literatura que nunca o recebeu. Uma injustiça enorme cometida contra um dos maiores escritores de sempre da língua portuguesa. Em todo o caso, ele também dele não necessitava, e enjeitou-o, inclusivamente.
26 de janeiro de 2026
Obituário (Paulo Bratz).
5 de julho de 2025
Diogo Jota & André Silva.
Diogo Jota era um nome conhecido de todos nós. Internacional português, figura incontornável da Selecção Nacional e do Liverpool, vivia o auge da sua carreira desportiva, um daqueles raros momentos em que o talento, o esforço e a oportunidade se encontram e brilham. Casado há apenas duas semanas, vivia também o melhor período da sua vida pessoal, ao lado da mulher com quem teve três filhos, todos eles pequenos: um menino de quatro anos, outro de dois, e uma bebé de apenas oito meses. Agora, essa mulher fica sozinha, com a responsabilidade de criar os seus filhos e a dor insuportável de uma perda sem nome. Porque perder o amor da nossa vida assim, de repente, é algo para o qual ninguém está preparado. Eram namorados desde adolescentes.
André Silva, o irmão, jogava no Penafiel. Menos conhecido, mas com igual paixão pelo futebol. Também ele via a vida pela frente, também ele com sonhos, com família, com planos. E agora também ele parte, tragicamente, ao lado do irmão com quem partilhou a infância, o sangue, os afectos e, tristemente, a morte.
Os pais de Diogo e André ficam sem filhos. Tinham apenas aqueles dois. Imaginar essa dor é impossível. É uma ferida que não cicatriza, uma ausência que grita, um silêncio que vai acompanhar o resto dos seus dias. Nada pode preparar uma mãe ou um pai para sepultar os dois filhos ao mesmo tempo.
Estamos perante uma perda imensa. Uma família destruída. Um país em choque. Uma estrada que leva duas vidas que ainda tinham tanto por viver. E nós, que cá ficamos, tentamos encontrar sentido numa tragédia que não faz sentido nenhum. Ironia das ironias, os dois irmãos perderam a vida numa localidade que não fica assim tão longe de onde eu moro: Sanabria, aqui ao lado, na província de Zamora. Conheço a auto-estrada onde se deu o fatídico acidente. Passo por lá várias vezes.
Que Diogo e André descansem em paz. E que os seus nomes fiquem para sempre ligados não apenas ao talento que mostraram em campo, mas à beleza da sua ligação fraterna e à brutalidade da injustiça que os levou.
21 de abril de 2025
Adeus, querido Papa Francisco.
17 de fevereiro de 2025
Jorge Nuno Pinto da Costa (1937-2025).
25 de outubro de 2024
Marco Paulo (1945-2024).
28 de dezembro de 2023
Odete Santos (1941-2023).
20 de novembro de 2023
Sara Tavares (1978-2023).
24 de outubro de 2023
Professor Doutor Pedro Romano Martinez (1959-2023).
10 de setembro de 2021
Jorge Sampaio (1939-2021).
16 de maio de 2021
Eva Wilma (1934-2021).
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| Eva Wilma enquanto Altiva, em A Indomada (1997) |
13 de maio de 2021
Maria João Abreu (1964-2021).
2 de janeiro de 2021
Carlos do Carmo (1939-2021).
O ano começa assim, com uma morte de rompante, e não uma morte qualquer: Portugal vê partir um dos seus nomes maiores da cantiga popular, o fado. Foi, no masculino, o que Amália foi no feminino, com todo o reconhecimento nacional e internacional. Estas comparações valem o que valem e há quem não goste nada delas.
Não sou conhecedor e nem fã de Carlos do Carmo. Conhecerei aquelas duas canções mais emblemáticas da sua carreira. Nem sequer sei o nome dos títulos. Presumo que Os Putos, e a Lisboa, menina e moça. A minha indolência não me permite sequer ir ao Google confirmar se estão correctos. Em todo o caso, sabia-o um grande vulto, estimado pelos portugueses, consensual, um símbolo do fado. Também o associava a um estilo pessoal contido, sóbrio, pragmático. Aquilo a que vulgarmente o povo chama um senhor. Pois bem, foi um senhor que morreu, que certamente deixará saudades entre quem o estimava e que será recordado pelas cantigas que deixou e que pertencem ao nosso legado artístico do século XX.
Até sempre.





