Pensei em se deveria ou não escrever sobre uma compra. Fazia-o com frequência nos anos iniciais do blogue. Entretanto, cresci, progressivamente comecei a falar menos e menos de mim, da minha vida pessoal, e achei que falar em compras seria demasiado fútil. A futilidade pode ser benéfica. Ajuda-nos a descomprimir.
Há muito tempo que queria fazer a transição para a Apple. Gosto da marca, gosto da forma como se publicita. Os produtos são bons. O pós-venda, dito por todos, é excelente. Apenas o preço desmotiva, e muito. No meu caso, queria começar por, gradualmente, adquirir o telefone, o tablet, o portátil e, sendo caso disso, o fixo. Ontem, finalmente, dei o primeiro passo. Adquiri, no El Corte Inglés, o último iPhone 8 Plus. Sim, foi caro. Muito caro. Nunca tinha dado tanto por um equipamento. O meu Surface, que gosto da linha da Microsoft, ainda assim, foi mais barato.
Estive indeciso entre o 7 Plus e o 8 Plus - o modelo mais recente. Pelo preço a que estava disposto a pagar, tinha o 7 Plus com 128 GB e o 8 Plus com 64 GB. O 7 saiu há um ano, é um óptimo telefone, e com 128 GB permite armazenar muito. O 8, aquele pelo qual me decidi, e embora sendo mais caro - pouco mais - tem menos memória. O que ponderou na minha decisão foi o facto de não querer gastar tanto dinheiro num equipamento que saiu há um ano, havendo um mais recente. E conseguirei gerir perfeitamente os 64 GB, que, a bem ver, é espaço mais do que suficiente. Do Plus não prescindiria. Queria um aparelho razoavelmente grande.
Para completar o pack, comprei uma capa da Apple para o telemóvel. Caríssima. Para terem uma ideia, porque é deselegantíssimo falar em números, paguei três vezes mais o preço de uma capa normal. É a capa oficial, digamos assim, em couro preto. E o telemóvel, claro, adquiri-o na tonalidade clássica. Também já tratei do Nano SIM.
Foi uma compra cara. A primeira de outras, que o próximo passo será um iPad. Deixo-vos a foto.
