A silly season está prestes a irromper pelo país. Pelas plataformas virtuais já é bem evidente. O que se quer são sumos frescos, tardes à esplanada, leituras sob uma qualquer sombra. Os anúncios de Verão não tardam. As mesmas histórias de hóteis lotados, incêndios florestais, adolescentes levados nos leitos dos rios ou na força das ondas. As contratações dos clubes, a dança de treinadores, os novos plantéis. Os programas da tarde, enfadonhos, nas praias. E vem, de seguida, a Volta a Portugal, mais as novas grelhas televisivas a marcar o fim da estação quente.
Ando em período de avaliações. Dias e dias na faculdade, livros daqui, apontamentos dali. Trabalhos a entregar. É costumeiro para a época. Não me surpreende.
Tenho passeado bastante, bem mais do que em anos anteriores. Passo menos tempo a estudar, ou mesmo em casa, divagando por aqui e ali. Não raras vezes vou à Padaria Portuguesa, na Avenida João XXI, sentando-me a beber algo fresco. Volta e meia, uma fatia de bolo, um café pontual, cheio, como vem sendo hábito, embora tenha reduzido o consumo desse estimulante.
Estou na fase de transição para adulto a tempo inteiro. Tenho enviado o meu currículo. A média final de licenciatura é um ponto forte a meu favor, mas já se sabe como o mercado de trabalho gira em torno de uma lógica feroz. Quero, efectivamente, emancipar-me. Ter o meu próprio espaço, gerir os rendimentos obtidos. E estou em boa idade para o primeiro emprego, a meio de uma pós-graduação em especialidade, o que faz pender na hora da decisão. Sou exigente, assumo. Não procuro ser advogado ou professor, reduzindo-se as saídas profissionais. Digamos que o que me motiva é entrar no mundo laboral, não me preocupando, por ora, com a função ou cargo a desempenhar; exijo, apenas, que se enquadre nas áreas que domino e que faça justiça ao meu percurso estudantil.
A blogo ressente-se. Uns que vão, outros que surgem com novos espaços. Não será assim na vida? Não espelhará a blogosfera o que se passa lá fora? Quer-me parecer que sim.
E que venham os temas leves, polvilhados, um nadinha, com assuntos de âmbito mais formal.
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| Este bolo é delicioso, embora prefira o de bolacha. Chocolate, meh! |



