30 de julho de 2011

Nos teus olhos.


Nos teus olhos vejo a alegria, a esperança, um íman que me atrai para retribuir o olhar. Deitado, unindo-me aos meus pensamentos, consigo ver com total nitidez o brilho do teu olhar, as rugas de expressão do teu rosto, na área circundante aos olhos, quando olhas sob um raiar forte num dia de sol. Vejo-te sentado naquele paredão tão nosso, com as pernas a balouçar por entre uma brisa de final de tarde. Os teus ténis, usados e gastos pelo tempo, revelam a humildade que há em ti, uma amostra selvagem do que viveste, do que és, do que sentes.
Sentas-te, de pernas abertas, apoias os braços no teu corpo sólido e deixas-te ficar, inerte, a meu lado. Nunca sei o que dizer. Contemplo, apenas, a magia que sinto e vejo nos teus olhos. 
Consigo ser tão teu sem o ser.

27 de julho de 2011

Deixei-os de fora.


Hoje, que a escuridão me tomou, preciso de ti mais do que nunca. Hoje, que o sol teve uma luz fria, senti-me desamparado, sozinho, precisando de um porto seguro. Hoje, o calor foi angustiante, os passos pesados e o clarão nada mais do que uma névoa amarga que sobrevoou os meus pensamentos.
Deitei-me sobre a cama, abraçado à minha almofada e pensei que estavas lá. Deixei os monstros lá fora. Fiquei contigo... até acordar.

25 de julho de 2011

Praia.


Depois de um mês patético no que diz respeito a praia, o sol parece querer voltar a iluminar um pouco os nossos, até então, pálidos dias de verão.
Combinámos há uns dias e proporcionou-se para hoje irmos até à praia, eu, umas amigas do colégio e uma prima.
Adoro praia. É tão revigorante poder retemperar as energias depois de um ano exaustivo de aulas, naquele que foi o meu segundo dia de praia deste ano... Há imenso que não me divertia tanto. Falámos, corremos um pouco, brincámos na água, naquelas típicas brincadeiras de praia, enfim, aproveitámos a diversão que o dia nos facultou. Éramos o grupo mais animado naquele espaço em que nos encontrávamos e conseguimos provocar algum burburinho num grupo de rapazes que se encontrava não muito distante de nós. Ter-me-ão imaginado um amigo delas ou o namorado de alguma? Pensando bem, pelo teor das nossas brincadeiras, mais parecia um amigo e nada mais do que isso. Foi engraçado porque no momento em que íamos para a água, subitamente os rapazes erguiam-se e também eles se dirigiam para a água. Cochichavam coisas entre eles e cheguei mesmo a imaginar algum a interpelar-nos de forma mais direta... Não aconteceu.
Gostei do dia. Fez-me sentir mais eu novamente. A faculdade secou-me um pouco, tornando-me mais sério e compenetrado. Sinto que o mesmo trespassa, inclusivamente, na minha escrita. Os meus textos atuais são menos espontâneos e alegres quanto os do ano passado por esta altura.
Consequências de novas vivências ou de um amadurecimento progressivo enquanto pessoa...

23 de julho de 2011

Alejandro.


Adorei a tarde. Fui à casa da tia, de tarde, e estive umas horas com as primas. Colocámos a conversa em dia, as novidades, etc. Elas falaram-me dos projetos, dos namorados, do que pretendem fazer nestas férias... Para além de, muito provavelmente, passarmos uns dias de agosto juntos na praia, decidimos que temos de retomar em breve o nosso curso de inglês na Cambridge, lugar onde não ponho os pés há imenso tempo, há bem mais do que uma delas...
Acabámos a ouvir música altíssima, coisa que não posso fazer em casa porque é de mau tom e atenta contra as enxaquecas periódicas da mãe, ahahahah. Ouvimos de tudo e dançámos ainda mais, incluindo a Alejandro da Gaga. Por mais músicas e singles que ela lance, Alejandro terá sempre um lugar cativo na minha lista de preferências. Dancei-a de uma forma livre, descomplexada, sentindo todo o ritmo da música.

"Don't call my name, Roberto..."