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24 de abril de 2019

Medellín.


   Quando ouvi a nova canção da Madonna, perguntei-me: "Onde estarão as influências portuguesas?" Não as há, é verdade. Há quem garanta que o álbum as terá. Não sei. É claro que Madonna não foi indiferente ao último ano e meio que passou em Lisboa. Acredito que o álbum contenha, quando mais não seja, um cheirinho a Portugal. Ela assumiu, inclusive, que a ideia do Madame X nasceu aqui. Os serões nas casas de fado tê-la-ão inspirado.
    É de lamentar que, depois da polémica com o cavalo, na quinta, a artista se tenha decidido a deixar, zangada, o país. Não sou dos que considera que Madonna tenha dado muito a Portugal, como ela julga. A bem dizer, Portugal já estava na moda antes de Madonna. A própria, estou em crer, foi mais uma das conquistadas pela nossa paz social, pelo clima e pela beleza das nossas paisagens naturais e monumentos. Quando ganhámos o Europeu de 2016, por aí, começámo-nos a tornar apetecíveis para os estrangeiros. Mas não nos afastemos do seu próximo trabalho.

   Ao olhar para o alinhamento das músicas do disco, deparei-me com colaborações brasileiras (Anitta, e um Faz Gostoso), um toque cabo-verdiano e, depois, aquele reggaeton latino-americano misturado com a pop. É, de resto, assim que se apresenta Medellín, a faixa que inaugura Madame X, ainda a ser lançado. A canção já está disponível no YouTube e nas plataformas digitais de streaming, como a Apple Music. Já a adicionei à minha biblioteca pessoal.

    Não se deixem levar pela primeira impressão. De facto, ao ouvi-la, pela primeira vez, odiei-a. Camille Paglia, uma célebre feminista norte-americana, acusou, há uns bons anos, Madonna de se ter rendido ao marketing. Com efeito, a rainha da pop já não é o que era. Os tempos também mudaram, verdade seja dita. Madonna foi a primeira artista a criar um pop de massas, a mostrar um lado sensual e erótico da mulher, no despontar dos 80. Não sendo particularmente bonita ou boa cantora (como Cher frequentemente lembrou, talvez por algum despeito…), Madonna soube vender bem o produto. Vender-se bem. Ela vende o que tem como ninguém, e deu certo. Deu certo até hoje. Longe dos lugares cimeiros das tabelas nos anos 80 ou 90, Madonna é Madonna. Sempre se fala nela, sempre se ouve o que ela manda cá para fora. Nos últimos anos, e o último álbum seu que comprei foi o Hard Candy, em 2008, Madonna tem procurado resgatar um público mais jovem, colaborando com artistas como Justin Timberlake, Timbaland, Nicki Minaj, etc. Ela sabe, porque é perita no assunto, que o mercado musical é particularmente mau com as mulheres. Os homens, com a idade, ficam charmosos; as mulheres, ficam trapos. Às cantoras internacionais, quando atingem certa idade, resta uma de duas: ou viram lendas, e todos as admiram mas já ninguém compra um produto novo que lancem, ou caem no esquecimento.

   Voltando a Medellín, é uma canção imprópria para se ouvir por mais de duas vezes, correndo o risco, o incauto, de ficar viciado num ritmo que nos faz querer dançar até amanhã, de refrão pegajoso que se gruda à nossa pele e de lá mais não sai. Conta com a participação - que há quem diga até em doce excessiva - de Maluma, um cantor colombiano (e giro, até), que veio a Portugal a convite de Madonna. Andou pela noite lisboeta na companhia da diva, tirou fotos na Praça do Comércio, e, pelo visto, divertiu-se. Menos mal que nos queda Portugal. Deixo-a aqui.


20 de abril de 2019

Dina (1956 - 2019).


   Assim como assim, eu não era fã da Dina. Sabia-a doente, porque havia lido sobre isso, algures, e até sabia que era algo pulmonar. Desconhecia os contornos. Dina sofreu de fibrose pulmonar - uma doença que me era completamente desconhecida - durante treze anos, quando a maioria dura três. Já não fazia nada sem a botija de oxigénio. No ano passado, deu a sua última entrevista, não se deixando fotografar para que o público se lembrasse de si saudável e ainda bem. É de mulher, de grande mulher.

   A Dina sofreu daquele mal que aflige muitos artistas em Portugal: a injustiça. Quando se é mulher, lésbica e se participa no Festival da Canção, é meio caminho andado para se cair na maledicência do povo e no boicote das rádios. É que, em Portugal, facilmente se catalogam as pessoas. Não conheço os números porque há muito tempo que não se ouve nada sobre o assunto, mas recordo-me de que praticamente não se passava música portuguesa nas rádios nacionais. Só estrangeira. Às vezes, quando queriam colmatar um espaçozinho minúsculo em língua portuguesa, recorriam à música brasileira ou aos GNR, Xutos, Rádio Macau e por aí. Sempre os mesmos. Os clássicos. Espero que tenha mudado. Depois, temos inúmeros preconceitos com a nossa música. Arranjamos um monte de catálogos, que vão desde a erudita, à menos comercial, à música pimba, ultimamente rebaptizada como ligeira. Eu também não a consumo, mas não veria com maus olhos se separássemos alguma e a colocássemos nas rádios. A Dina, enquanto letrista, tinha canções engraçadas, melódicas, que ficavam bem na sua voz e que me parecem bastante apropriadas para a rádio. E, indiscutivelmente, Dina era mais do que o Amor d'Água Fresca, que a popularizou e eternizou entre os portugueses. A minha preferida, do seu repertório, é uma canção menos conhecida, de seu nome Acordei o Vento.

   Evidentemente, foram as participações no Festival da Canção e na Eurovisão, em 1992, que marcaram uma geração. A minha, inclusive. Eu guardarei na memória a imagem da mulher roliça, de brinco na orelha e viola entre braços, a enfiar uma catrefada de frutos num cesto bastante colorido e melódico, canção de refrão pegajoso, que entra do ouvido e de lá não mais sai. E é esse momento que deixo aqui.


10 de dezembro de 2018

Concerto de Natal.


   Há já uns dias que não vinha ao blogue. Tenho andado assoberbado com avaliações. Tive duas, na semana passada, com um intervalo de dois dias entre cada uma. É manifestamente pouco. Quando não estou em aulas, estou a estudar. Os dias têm sido passados assim. Aguardo ansiosamente pelas férias do Natal, que serão curtas. Em Janeiro, o mais provável é que tenha exames - digo provável porque há sempre a hipótese, remota, de os dispensar.

   Como só terei uma avaliação na semana que antecede o Natal, aproveitei e fui ao concerto da Universidade de Lisboa. Um concerto com a orquestra e o coro próprios da universidade. Teve lugar na Aula Magna, e foi lindíssimo.

   Gosto de música clássica e, como é sabido, do Natal. Conjuguem-nos. O auditório estava lotado. Tinha um convite a mais. Lembrei-me e convidei um amigo. No final, jantámos e fomos observar de perto a iluminação natalícia do Chiado, que ainda não havíamos visitado. A zona d'A Brasileira está giríssima, cheia de enfeites coloridos. Um enorme Pai Natal ornamenta a Praça Luís de Camões. Não que a Câmara negligencie a iluminação, se bem que este ano se esmerou. A cidade está um encanto, que dá gosto calcorreá-la.

    Deixo-lhes algumas fotos.

O concerto foi sublime

Bem decorado, o átrio da reitoria
" Oh, Oh, Oh! "


18 de agosto de 2018

Aretha Franklin (1942 - 2018) & Madonna (1958).


   Não podemos dizer que tenhamos sido surpreendidos com a partida de Franklin. A Diva da Soul estava doente, moribunda, vinda de uma luta de oito anos contra um carcinoma no pâncreas - um dos piores, para quem não sabe. Com uma expectativa de meses, a cantora viveu oito anos. É uma grande perda para a soul music e para a música negra, em geral. Aretha Franklin possuía um timbre inconfundível. Inspirou tantas outras artistas, e tinha uma carreira consolidada de várias décadas.

   A autora de Respect procurou, em 1985, imprimir um tom mais popular e jovial ao seu registo. Saiu-lhe um dos maiores êxitos, Freeway of Love, que vos deixo aqui em baixo e que é a minha favorita do seu repertório.


   Madonna, a outra rainha, desta feita da Pop, completou 60 anos de idade no passado dia 16, o mesmo da passagem de Franklin. E se Aretha Franklin era, sobretudo, uma artista de outras gerações, Madonna é de todas elas. Vejo pessoas bem mais velhas, e outras mais novas, do que eu a seguir a carreira da irreverente performer, que anda nestas lides há mais de trinta anos. É de 1958, do ano da minha mãe e de outro grande artista já falecido, o lendário Michael Jackson. Lançou-se no mercado em 1983, com o álbum homónimo. De lá para cá, entre polémicas, ousadia e muita criatividade, Madonna atravessou mil estilos, reinventou-se várias vezes e não tem parado de nos surpreender. A morar em Lisboa, adivinha-se que o próximo álbum tenha influências do fado e da morna, estilos assumidamente do gosto da cantora.

   Gosto de várias das músicas de Madonna, e tenho mesmo alguns álbuns. Escolhi a Like A Prayer para vos deixar aqui. Uma das minhas predilectas. É uma canção de 1989, do álbum Like A Prayer, e suscitou uma enormíssima polémica pela letra, também, e particularmente pelo controverso vídeo. Madonna beija um santo de cor, que se transforma em homem e com quem faz amor dentro da igreja. Pelo meio, aparecem-lhe os estigmas de Cristo nas mãos, há um coro gospel e as cruzes a arder do Ku Klux Klan. João Paulo II, Papa de então, apelou ao mundo católico para que banisse o vídeo e às autoridades italianas para que não deixassem Madonna pisar em solo italiano. Outros tempos, em que não havia internet e nem a sociedade de consumo estava tão massificada. Hoje em dia, nada é mais polémico do que por uns cinco minutos, e os artistas caíram na vulgaridade total. Madonna tinha as suas causas, mexia com o sagrado e mordia os calcanhares da religião. Os que se lhe seguiram gostam de escandalizar por escandalizar, sem qualquer elegância ou motivação.


21 de outubro de 2017

Klaus Nomi.


    Este post será ligeiramente contracorrente. Há muito que não me dedico a intérpretes ou canções; melhor dito, há muito que nenhum, ou nenhuma, me merece um destaque especial. Por estes meses, entre as minhas pesquisas, redescobri Klaus Nomi. Já lhe tinha passado os olhos há anos, sem me deter o suficiente. Klaus Nomi foi um artista ímpar. Hoje mesmo, se vivo fosse, estou em crer que seria incompreendido.

    Klaus era alemão. A carreira teve tanto de curta quanto de meteórica. No final dos anos 70, seria catapultada quando se mudou para Nova Iorque. Enquanto esteve na sua terra-natal, actuava na Ópera Alemã. Já nos EUA, impressionou a todos pelas suas vestes histriónicas, pelo penteado exuberante e pelas performances inusitadas e teatrais. Klaus, que era contra-tenor, soube conjugar o canto clássico e a pop-rock, uma junção que, na sua voz, soava sublimemente. Nos finais da década de 70, em torno de 1979, o não menos carismático David Bowie assistiu a uma das suas apresentações e convidou-o para actuar ao seu lado no programa televisivo Saturday Night Live. A comparência no programa tornou-o conhecido para o grande público norte-americano, permitindo-lhe gravar um álbum sob o selo da RCA, de título homónimo, encetando uma breve tour pela Europa e pela América, além de ter colaborado em projectos paralelos com outros nomes do meio.

    Em 1983, a sua saúde começou a acusar sinais de debilidade. Enfraqueceu, emagreceu, surgindo-lhe umas manchas estranhíssimas na pele, sobretudo no pescoço, que prontamente disfarçou ao usar uma gorjeira, adereço muito comum nas cortes europeias pelos séculos XVI e XVII. Acabou por falecer em consequência de complicações causadas pelo então desconhecido HIV.

    Antevendo a morte iminente, Klaus interpretou, em meados de 1983 (haveria de morrer em Agosto do mesmo ano, com trinta e nove anos), a ária Cold Genius, do Rei Artur, por Henry Purcell, compositor. Tratou-se de um momento emocionante e pejado de simbolismo. Um homem que, a morrer, canta a morte.

     Eis o depoimento, duro, de um dos poucos amigos que não o abandonaram durante as suas últimas semanas, Joey Arias: « Os médicos obrigaram-me a usar um traje de plástico quando o visitei. Eu estava proibido de lhe tocar. Depois de algumas semanas, pareceu ter melhorado. Tinha força para andar. Então, saiu do hospital e foi para casa. O seu gerente fê-lo assinar todos os papéis, como se a sua vida valesse quinhentos dólares. Ele desenvolveu kaposis (um tipo de lesão associada ao sarcoma de Kaposi, que é uma forma estranha de cancro de pele relacionado à SIDA) e começou a tomar interferon. Isso afectou-o terrivelmente. Tinha marcas em todo o corpo e os seus olhos tinham fissuras roxas. Era como se alguém o estivesse a destruir. Só costumava brincar com isso: "Agora chama-me o Nomi de pontos". Então, ele realmente enfraqueceu e nós levámo-lo para o hospital. Não podia comer comida por dias porque tinha cancro de estômago. O herpes brotou-lhe por todo o corpo. Ele tornou-se um monstro. Doía-me muito vê-lo assim. Falei com ele na noite de 5 de agosto, e ele disse-me: "Joey, e agora o que é que eu faço? Eles não me querem mais no hospital. Já me desligaram de todas as máquinas. Tenho de parar com tudo isto porque não estou a melhorar". Tive um sonho de que Klaus ficaria melhor e cantava novamente, só que desta vez um pouco deformado, de modo em que ele tinha de estar atrás de um ecrã ou algo assim. Eu disse: "Agora serás o fantasma da ópera. Vamos fazer apresentações juntas", e ele respondeu: "Sim, possivelmente". Mas Klaus morreu naquela noite enquanto dormia. »

       Deixo-vos o vídeo e algumas fotos deste artista tão ignorado.






4 de janeiro de 2017

O concerto de Ano Novo de Mariah Carey.


   Há anos que não toco no tema, ou na pessoa, sendo preciso, Mariah Carey por aqui, o que já levou, inclusive, a que me perguntassem: «mas ainda és fã?». Sou, sou fã. O que se passa é que as pessoas crescem, os interesses mudam, e em boa verdade nutro por ela quase o mesmo que pela Ana Malhoa: um carinho pueril. Por mais que a Ana se afirme a bomba latina, com as tatuagens, as lap dances e tudo o mais, eu não esqueço a menina que me despertava pelas manhãs, nos anos 90, levando-me a soletrar em alto e bom som: "sabes que começou no A... A, A, A (...)". Com a Mariah, passa-se isso. Já a apreciavam aqui por casa. Cresci com aqueles álbuns épicos, como o Music Box e o Daydream - dois dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, inclusive - levando-me a que a seguisse e a associasse a momentos, estados d' alma, and so on. Desde que anda acompanhada de rappers, fazendo playback por tudo quanto é canto e adoptando aquela postura insuportável de diva, decepcionei-me gradualmente e afastei-me, sem deixar, contudo, de ouvir as músicas da sua década de ouro, de 1990 a 2000, quando se tornou na vocalista que mais vendia pelos EUA.

   Na noite de fim de ano, no concerto em Times Square, aquilo não podia ter corrido pior. Que ela não canta, não é novidade. Desde 1997 que a sua voz mudou drasticamente, tornando-se mais áspera. O timbre ficou lindíssimo; continuou a conseguir atingir aquelas notas brilhantes, mas já não possuía a potência dos primeiros cinco anos da sua carreira. Aguentou-se durante uns anos. Em 2005, com o TEOM (The Emancipation of Mimi), o seu afamado comeback, quando davam a sua carreira por terminada no seguimento do desastre Glitter, estava com a voz impecável. Sem a força do período debut album - Daydream (1990 - 1995), todavia, ainda aceitável. A partir daí, nem vale a pena. Não canta ao vivo. Se o fizer, apenas em pequenas partes. Ela, que tanto gesticulava a cantar - um dos seus maneirismos mais conhecidos, mal se mexe.

    Falhou o playback, falhou a cantora. Bem tentou brincar com a situação, dar uns passinhos com os bailarinos - dançarina nunca foi - mas o descontentamento sobressaía no seu rosto e nas palavras que, entre soluços, lá dizia. Centenas em seu redor, milhões em casa, a assistir, e até o Observador e os principais periódicos portugueses (!) lhe dedicaram artigos. Quando vi o vídeo, admito que não senti a menor pena. Fez por merecer. Defendi-a, evidentemente. Sentir-me-ia um traidor se não o fizesse (quem for fã de algum intérprete ou banda, entenderá). Há quem refira, meio em piada jocosa, que a última morte de 2016 foi a carreira da Mariah. Não sei. Davam-na por morta, artisticamente, entre 2001 e 2004, e ela provou que conseguia reinventar-se. A idade é outra, não é? Acredito, entretanto, que ainda consiga sacar de um trunfo qualquer. Ela foi a primeira artista a introduzir o hip hop e o R&B na pop, ou seja, não falamos de uma mulher qualquer. É compositora. Escreve quase tudo o que canta.

     Se persistir nesta postura displicente - claramente é preguiçosa e não gosta de se esforçar - passará por apuros. Os últimos álbuns têm sido flops, mas aí é acompanhada pelas Madonnas e pelas Britneys, Aguileras e afins desta vida, e os singles são uma miragem dos seus #1s no topo das tabelas estadunidenses. A bem dizer, os seus compatriotas não são muito gentis com o envelhecimento dos artistas. Os tempos mudaram, a qualidade das canções também. Tudo é imediato, tudo procura o sucesso instantâneo. Mostrar o corpo e fazer twerk conta mais do que ter um bom instrumento vocal - aí também a critico, quem sou eu, mas a Mariah passava bem sem aquelas roupas e sem as mamocas todas de fora. É uma senhora. Comporte-se como tal.

     Que se recomponha, que trate da voz, que se esforce, que seja mais profissional e que crie música de qualidade. Pode ser que me reconquiste. Estarei aqui, de braços e de ouvidos abertos.


26 de dezembro de 2016

George Michael (1963 - 2016).


   Nem bem o Natal havia terminado e soubemos do falecimento de George Michael. O ano que agora finda tem sido terrível no que respeita a perdas na indústria das artes.

   A minha relação com George Michael, como apreciador de música pop, começou por intermédio dos canais estrangeiros de música e pelos álbuns dos eighties que a mãe tem. Na irreverência daquela década, Michael protagonizou um dos coming out mais faseados de sempre, com canções que foram descortinando a sua sexualidade - como esquecer Father Figure, um dos seus singles mais exitosos, que, muito embora abordasse a relação de um homem mais velho com uma virginal moça, subliminarmente aludia aos famosos sugar daddies que preenchem as fantasias de muitos rapazolas, ou o álbum Listen Without Prejudice, nos seus anos de glória, com um título bem sugestivo? Desde então, sucederam-se Fastlove, Outside, entre outras, cujo foco incidiu na faceta mais íntima da sua vida pessoal.

   À semelhança de intérpretes do seu tempo, como Michael Jackson e Whitney Houston, também eles falecidos precocemente, a determinado momento a carreira de George Michael deixou-se eclipsar por escândalos relacionados ao consumo de droga e à prática de actos lascivos em locais públicos. A trajectória é a que bem conhecemos: fama imediata e abuso de substâncias ilícitas, com repercussões na imagem perante o público e na saúde. Homens e mulheres que saem de cena na casa dos cinquenta anos, no auge da maturidade enquanto artistas e pessoas. O coração atraiçoou-os, a todos.

   No dia de Natal, George Michael, que em 1984, enquanto vocalista dos Wham!, compôs e popularizou o clássico natalício Last Christmas, deixou-nos, silenciosamente, na sua propriedade no Reino Unido. Os seus fãs e o grande público não o sabiam doente. Aqui, com David Bowie, falecido no início do ano, sou levado a crer que procurou resguardar-se do assédio da imprensa, ele, que tantas páginas de tablóides encheu. Afastado das luzes da ribalta, diz-se que estaria a preparar um novo álbum de originais. Quem sabe o venhamos a conhecer, com a tecnologia de que actualmente dispomos, ou talvez fiquemos apenas - como se um apenas se lhe pudesse aplicar - com o seu legado de criatividade, de ousadia e de muita, muita despudorada provocação.

21 de abril de 2016

Prince (1958 - 2016).


     Fui surpreendido, como a imensa maioria, com a morte de Prince. Para um amante da onda dos anos setenta e oitenta do século passado, Prince é um dos nomes incontornáveis. Não é possível percorrer os grandes sons daqueles tempos sem esbarrar em Purple Rain, Cream, Kiss, ou a minha favorita de todo o seu vasto e profícuo repertório - When Doves Cry.

    Prince estava doente; eu não sabia. Prince, dizem, passava por um período de menor criatividade; desconhecia. Na senda do entendimento de Manuel Moura dos Santos, vultos maiores, como Prince, deixam a sua marca de forma tão indelével que é desnecessário aludir a alguma quebra na produtividade. Prince era a referência em si. Um homem ímpar, original, que escandalizou a moralista indústria americana com os seus outfits exóticos e andróginos, com a sua maquilhagem exuberante, com a postura irreverente em palco.

      Perdemos progressivamente todas as nossas referências. Poucos meses após a partida de Bowie, Prince deixa-nos numa cada vez mais sentida solidão. Génios não nascem todos os dias. Só alguém pouco atento à sua carreira poderá duvidar do muito que ainda estaria por vir. Nos seus cinquenta e sete anos, Prince certamente teria sucessos a somar. 
      Quando sentimos que quase tudo está inventado, tendemos a recorrer aos nossos bastiões. Prince, por mim falo, era um deles.

12 de janeiro de 2016

David Bowie (1947-2016).


     O mundo acordou, ontem, com a estranha notícia da morte de um dos maiores vultos do mainstream. David Bowie falecera após dezoito meses de luta contra um cancro. O obituário é inusitado. Ninguém sabia que Bowie estava doente, muito doente. Que a enfermidade maligna corroía o seu corpo. Bowie, entretanto, sabia-o.

   Falar de David Bowie reveste-se de certa dificuldade adicional quando não somos fãs confessos e seguidores atentos da sua carreira. Encaixar-me-ei, como a maioria, no lote extenso de homens e mulheres que admiravam o homem enquanto artista que se reinventava, que despudoradamente enfrentou os preconceitos da sua época; um cantor, compositor e actor que embebeu tendências e fases, o que lhe valeria, para a posterioridade, a alcunha de camaleão.

      Bowie negou-nos a despedida. Não pudemos vê-lo ir partindo, como sucedeu com Freddie Mercuy (1946-1991), com quem fez uma das célebres parcerias da história da música. Impossível esquecer Under Pressure (1981). Até a sua morte foi arte. Todo ele era arte. Três anos depois de nos ter presenteado com The Next Day, surgia Blackstar, o último álbum, lançado no mercado meros dois dias antes do seu falecimento. No single "Lazarus", Bowie dizia-nos adeus através da expressão corporal de sofrimento, dos objectos carregados de simbolismo, do negro e das sombras predominantes no vídeo que acompanha a canção. A cama de hospital, a debilidade física, o cadáver em decomposição que surge num rompante enquanto David se encontra à secretária e a morte espreita por baixo da cama, após ele mesmo ter estado deitado no seu leito. O conteúdo da letra completa a mensagem evidente. Um álbum aclamado unanimemente pela crítica, e que pretendo adquirir o quanto antes.

     O legado de David Bowie é uma evidência. De Madonna a Lady Gaga, muitos foram os que se inspiraram na obra musical e estética do artista que agora nos deixa. Desde o seu primeiro trabalho discográfico, de 1967, de título homónimo, Bowie, primeiramente David Jones, o seu sobrenome legal, que refutou para evitar confusões com outro colega, percorreu cinco décadas de criação incessante de personagens e estilos, sem que nunca tivéssemos a oportunidade de o encontrar desprovido de inspiração, mergulhado no tédio ou na apatia até expectáveis em carreiras tão longevas. O sentimento de orfandade, que resta, é uma certeza.

        Até sempre, David Bowie!

15 de fevereiro de 2014

You're Mine (Eternal)


   A minha Diva quer regressar à ribalta e lançou o primeiro single do seu novo álbum, que sairá no dia 6 de Maio (isto é, se não adiar novamente a data como tem feito nos últimos tempos). A música é moderna e creio que tem potencial. No primeiro dia, atingiu a posição #11 no iTunes dos Estados Unidos, obtendo igual sucesso no programa da Apple em outros países. Definitivamente no seu registo R&B, afastando as colaborações já excessivas, é um tema fresco, com o brilho suficiente e sem vocais exagerados (é difícil para uma das melhores cantoras do mundo não abusar do poder da sua voz...). 

  A Mariah, neste momento, é a artista com mais números #1 da história da música nos States (tem 18), ultrapassando Elvis Presley (com 17), só ficando atrás dos Beatles (que têm 20). Michael Jackson tem 13, a Madonna 12 e a Whitney Houston ficou com 11. A Rihanna aproxima-se perigosamente, com 13, tendo apenas 25 anos!...
   
    Espera-se um bom lugar na próxima actualização da Billboard Hot 100, a principal tabela musical dos E.U.A.

   A quem não é fã ou não quer ver / ouvir, aconselho a que o faça, pois no videoclipe aparece um mulatinho definido que fará as delícias de muitos de vós. :D



11 de maio de 2013

#Beautiful


   A minha Maria lançou há poucos dias o primeiro single do seu novo álbum que vem a caminho, #Beautiful, canção que está a provocar um impacto apreciável nas tabelas do iTunes um pouco por todo o mundo. Atingiu o primeiro lugar em vários países. Na passada quinta-feira, foi a vez da estreia oficial do vídeoclipe que acompanha a música no American Idol, programa em cujo painel de jurados, nesta edição, consta a Mariah.

   O single, sendo totalmente imparcial, tem gerado críticas muito positivas nos habituais "não fãs", ou seja, nas pessoas que habitualmente não ouvem o repertório da Mariah, porque não gostam ou não faz o seu estilo. A participação de um cantor praticamente desconhecido, Miguel, atraiu as atenções, tornando a música numa balada R&B morna e suave. Há quem lhe chame o hit deste Verão. A extraordinária forma física de Carey, aos 43 anos, também não deixou o público indiferente.

   Aguarde-se pelo desempenho nos charts oficiais de cada país. As expectativas são altas. Aqui fica a música e o respectivo vídeo! :)




13 de março de 2013

Dunas


     Desde sempre gostei de músicas antigas, partilhando da ideia generalizada de que o que se produz na área musical, actualmente, deixa muito a desejar. Imbuído nesse espírito, procurei, ontem, pelo single Dunas dos GNR, grupo simpático e que, graças ao seu talento, já me provocou vários sorrisos no rosto. Deparei-me, então, com este videoclip de 1985, do mesmo single, que aqui em baixo reproduzo.

    À primeira vista parecia-me tratar-se de um casal heterossexual, quando - para minha estupefacção - apercebo-me de que é um casal homossexual, adolescente, algo que jamais poderia equacionar atendendo à época e a um Portugal arcaico prestes a aderir à CEE. Reportando-me de novo aos nossos tempos, creio que até hoje seria difícil encontrar uma banda disposta a enfrentar os preconceitos ainda sedimentados neste país.

    O vídeo é muito erotizado e, confesso, tive dificuldade em localizar o papel de Rui Reininho no enredo, insípido, claro, mas cuja inovação ofusca por completo a eventual parca qualidade. Se já gostava dos GNR, não dissimularei uma admiração que brotou do nada. Admiro-os por terem ousado desta forma e, talvez por isso mesmo, condenado o vídeo a um papel mais do que secundário - eu não o conhecia e tenho a certeza de que não será conhecido por aí além... A música, essa sim, é dos seus sucessos mais significativos, a qual aprecio imenso.





19 de fevereiro de 2013

Almost Home


   Como deverão saber, em breve estreará o novo filme da Disney, Oz: The Great and Powerful, sendo que a Mariah foi convidada para interpretar o tema do filme, Almost Home, uma música que é lançada oficialmente hoje, embora, como sempre acontece, tenham vazado imensos snippets ao longo dos dois últimos dias. Ontem tivemos conhecimento da versão completa. O tema estará a partir de hoje no iTunes. Espero que façam como eu e o comprem. :p

    Depois do estrondoso sucesso mundial do álbum The Emancipation of Mimi, em 2005, que revigorou a sua carreira, a Mariah conseguiu sucessos muito relativos para alguém do seu gabarito. O seu último #1 na Billboard Hot 100 teve lugar em 2008. A Mariah acumula 18 #1's nos E.U.A, ultrapassando o Elvis Presley e só ficando atrás dos Beatles, portanto, a solo, é a cantora com mais números 1 da história dos Estados Unidos, fazendo jus à sua era dourada dos anos 90.



    
     Esta participação na Disney antecederá  o novo álbum com saída prevista ainda este ano. Até ao momento, as críticas têm sido bastante positivas, elogiando-se a música e a voz da Mariah no single. Com tamanha recepção, esperam-se bons resultados (o ideal seria o seu 19º #1!).

     Deixo-vos com a Almost Home. Espero que gostem. :D



God bless you, Mimi!

1 de outubro de 2012

All I wanna do is love your body.








   


« Tudo o que eu quero fazer é amar o teu corpo; esta noite é a tua noite de sorte, eu sei que tu queres. »







Excelente lead single :)

2 de setembro de 2012

Uma noite.


   E. entrou no espaço inundado por luzes psicadélicas. Aprendera a evitar os faróis dos carros, olhando para o lado e, com isso, podendo provocar graves e sérios acidentes de viação. Certamente culpava a tia mais velha por alguns laivos de epilepsia hipotética que o poderiam afectar, mesmo não tendo qualquer certeza sobre uma possível carga hereditária, ou falta dela, no aparecimento da doença. Por que motivo estaria a pensar nisso naquele momento?

   No balcão amontoavam-se grupos de rapazes e de raparigas, de copo na mão e bebida na cabeça. Um deles bebeu um shot sem pestanejar, nem exprimir qualquer reacção de vómito ou ardor. E. não conseguia decifrar se o sentimento dúbio que lhe suscitava aquela cena poderia ser qualificado de inveja ou orgulho, por se sentir diferente. Talvez ambos. Um misto de inveja por não conseguir libertar-se do seu próprio casulo cultivado e alimentado ao longo de anos por medos e receios; orgulho por saber que as suas chances de chegar à meia-idade com um bom fígado aumentavam, assim, consideravelmente.

   E. estava disposto a correr riscos nessa noite. Riscos que jamais pensara em correr. Se o questionassem acerca do que permitiria que acontecesse naquela noite há uns anos, o mais certo seria rir-se desalmadamente, negando veementemente sequer a possibilidade de sair de casa, na calada da noite, entrando na primeira disco que lhe parecesse agradável. Mas E. fê-lo e, no seu íntimo, não se sentia nada arrependido. O medo excitava-o e as expectativas sobre as próximas horas tinham um efeito semelhante à picada de várias abelhas pelo corpo.
   Doíam-lhe os pés pela tarde passada a palmear um jardim obsceno. Sentia-se sujo e ali o mais certo seria encardir-se mais, arrependendo-se pelo amanhecer, mas o que perderia? Não era ele um errante pelo mundo?

   O seu corpo começou a contorcer-se ao ritmo da música, electrónica, tão diferente dos seus gostos. E. não admitira ser alguém de gostos ecléticos. Pelo contrário, a sua monotonia de carácter tornava-o aborrecido, pachorrento, o que era altamente atractivo ou repulsivo.
   Queria seduzir. Pediu uma bebida ao barman e deu-lhe total liberdade para que escolhesse uma no leque de possibilidades que, desavergonhadamente, ouviu com a máxima das atenções.

   Amargo ou doce, quiçá agridoce, mas certamente muito forte. O calor invadiu-lhe a espinal medula, sentindo a cabeça a latejar e as gotas de suor a deslizarem pelas suas costas que ainda teriam o odor ao gel de banho de leite e amêndoas, que perfumara-lhe desde sempre as camisas imaculadamente engomadas pela sua mãe.

   Dançou de frente para um estranho, notando nele a solidão que também o queimava por dentro, mais do que a própria bebida. Os seus corpos aproximavam-se mutuamente, ao ponto de apenas uma luz rosa separá-los por breves segundos. O cheiro a homem, um after shave foleiro e restos do detergente da máquina numa roupa mal passada por água, adensavam o seu estado eufórico, a vias de alcoólico, apesar de ainda sóbrio.

   O beijo, roubado, surgiu num imprevisto, motivado pelo clímax do efeito descontraído que a bebida lhe provocava. O estranho certamente gostara, pois não demorou em retribui-lo, numa atitude bem mais erotizada e, sem dúvida alguma, experiente. Cerrou os olhos e perdeu os sentidos sem os perder. Pelo menos, sentiu-se desmaiado com plena consciência de estar acordado e lúcido - ainda.


   Não era sonho. E. acordara envolto num corpo de homem. A pele do estranho era sedosa. Apesar de não se recordar pelo tacto da madrugada de êxtase e orgasmos que deduzira que tivera, essa suavidade era agora bastante perceptível com a luz da manhã que iluminava o quarto jovial em que dormira.

   Não quis acordar o estranho. Teve medo de saber o seu nome, a sua história, como o trouxera até lá. Teve medo de quebrar a magia do momento, do que acontecera horas atrás. Escreveu o seu nome e o seu contacto num talão do banco, rasurado, e saiu, passo ante passo.

  Sentiu-se bem. Vivera, pela primeira vez.




   

8 de julho de 2011

Live 8 - Seis Anos Depois



Há seis anos atrás, em 2005, por estes dias, realizaram-se os concertos inseridos na iniciativa Live 8 que, assim como o seu antecessor Live Aid de 1985, pretendia alertar o mundo para os problemas reais e bastante sérios que o continente africano atravessa. Cantores e bandas como os U2, Paul McCartney, Madonna, Alicia Keys, Elton John, Stevie Wonder, entre muitos outros, encheram vários palcos espalhados pelo mundo e reuniram, à sua volta, milhões de espectadores.
Recordo-me de estar pacientemente à espera de ver a performance da Mariah, que iria atuar no Live 8. Não sabia a hora, apenas que estaria no palco de Londres. Estive toda a tarde a ver atuações que não eram do meu agrado para não haver a mínima hipótese de perder a Mariah entrar sem que eu estivesse presente. Lembro-me que lá cantou de noite e que passou na RTP N, salvo erro.
2005 foi um grande ano para ela. Voltou à ribalta com o seu recente (à época) The Emancipation of Mimi, que vendeu mais de dez milhões de cópias pelo mundo e foi o álbum mais vendido, em 2005, nos E.U.A. Com ele viria a ganhar, no ano seguinte, três Grammy Awards, numa cerimónia em que a sua prestação, uma das melhores de sempre da cerimónia, lhe rendeu uma standing ovation.
No vídeo, um dos três temas apresentados pela Mariah no Live 8, Make It Happen (álbum Emotions, 1991).

29 de junho de 2011

Músicas Que Nos Marcam



É engraçado ouvir algumas músicas que nos marcaram em determinadas etapas da nossa existência.
Esta música, das Nonstop, marcou-me particularmente. Quando saiu, em 2001, eu era uma criança, mas nos anos seguintes assumiu um papel importante nas minhas vivências pessoais. Marcou-me do mesmo modo que uma pessoa me marcou. Ainda hoje, ao ouvi-la, relembro-me da primeira pessoa de quem gostei verdadeiramente e das noites passadas, de headphones, a escutar este primeiro álbum das Nonstop. Foi quase a banda sonora dessa paixão avassaladora que senti.
A nostalgia é um sentimento estranho. Provoca-nos arrepios na pele e uma vontade imensa de regressar ao passado que tanto desejamos e recordamos.
É assim que me sinto ao escutar a Basta Um Sorriso.

4 de fevereiro de 2011

Emancipação




Todos temos a nossa. Eu estou prestes a começar a minha.

31 de dezembro de 2010

É Preciso Acreditar


Um novo ano começa a aproximar-se muito timidamente. Sinto mesmo que este 2011 é sorrateiro. Tem ar de mau ano, tem cheiro de coisa ruim. Sinceramente, enfrento cada novo ano com muita cautela. Tenho tendência a tirar conclusões precipitadas desde o início. Se o Janeiro foi mau, o resto do ano será pior. Pouco auspicioso, não é?
É preciso, no entanto, que continuemos a sonhar com uma vida melhor. Uma vida nova ou renovada, como queiram. É preciso que não deixemos a realidade inóspita da vida roubar o que de melhor existe dentro de nós.
Cada novo ano é mais um pedaço de sonho, de esperança e de ambição. Os sonhos das pessoas misturam-se num amontoado de desejos por realizar, juntando a todos os anseios que morreram pelo caminho. As desilusões também fazem parte da vida.
Escolhi "Fora do Mar", do filme da Disney A Pequena Sereia, para encerrar 2010. É o meu filme de animação preferido de sempre. Assisti-o pela primeira vez com uns dois ou três anos e ainda hoje ao revê-lo os meus olhos brilham como da primeira vez. A Ariel sonhou com o seu príncipe e o seu sonho tornou-se realidade. Transformou-se em humana e viveu para sempre ao lado do seu amado.
É uma boa forma de terminar este ano, a meu ver.
Bom 2011 para todos vós.









lots of love,
mark

27 de dezembro de 2010

Boys, We Love Them!



Boys, Boys, Boys!
We like boys in cars
Boys, Boys, Boys!
Buy us drinks in bars
Boys, Boys, Boys!
With hairspray and denim
    Boys, Boys, Boys!    





WE LOVE THEM! ;)





Boys, Boys, Boys - Lady Gaga