Há muito tempo que não relato nenhum episódio de compras no blogue. Fazia-o amiúde em miúdo, bem a propósito que até rima. A silly season também é propensa a devaneios destes, na falta de melhor assunto. A completar, como terão reparado, suspendi, a tempo indeterminado, os meus passeios culturais. Pelo calor, pela apatia e porque, entretanto, novos desafios virão, e desta vez é que vêm mesmo. Saberão de tudo muito em breve. Passemos, então, às compras!
Não posso dizer que seja um rapaz dos saldos. Quando posso, aproveito-os. Se vir algo de que goste e tenha dinheiro comigo, compro, independentemente de estar ou não em época de descontos. Sempre fui extraordinariamente consumista. Comprar anima-me, faz-me sentir melhor, mais alegre. Tem sido assim. É evidente que é uma forma quase inconsciente de suprir outras carências, também o sei, e não de agora, mas as coisas são como são. Se não os podes vencer, junta-te a eles. Compro, assumo que o faço. E, se o faço, é porque algum dinheiro terei. Não irei explorar aqui a minha vida, podendo dizer-vos que, desde há quatro anos, perdi poder de compra. Vicissitudes. Não fiquei pobrezinho, mas também não nado em dinheiro. O que não sou, isso não, jamais, é dissimulado, como uns e outros que andam por aí, que compram este mundo e o outro, e eu nada tenho com isso, mas que adoram pôr a máscara de carenciados quando lhes convém, enganando incautos e ingénuos. Como de parvo, graças a Deus e aos bons genes, não tenho nada, não me deixei cair no conto do vigário. Lá nos diz o velho ditado: « Podemos enganar algumas pessoas o tempo todo, ou todas as pessoas durante algum tempo, mas jamais todas as pessoas por todo o tempo ».
No mês passado, na Pull&Bear, comprei uma jaqueta castanha e uma t-shirt com riscas azúis, Combinam, as peças, na perfeição. Já depois disso, comprei uns calções também em tons de azul (claro) e uma t-shirt em amarelo-torrado, ambos na Springfield, que fará pendant com uns ténis novos da Element, de cor mui parecida. Ontem, fui ao El Corte Inglés e deixei lá umas notas. Como, a priori, irei rumar a sul por uns dias, comprei uns calções de banho novos, da Nike, giríssimos, uma toalha de praia da Lightning Bolt, caríssima, um boné da mesma marca e uns chinelos da Calvin Klein. Odeio chinelos, começando pelo substantivo, que é horrível, mas realmente não há melhor para a praia. Precisava de uma boa toalha de praia, que a minha da Adidas, que tem uns vinte anos, está desgastada do sol. Quanto aos calções, tenho alguns pares; queria uns vermelhos, e estes que encontrei, da Nike, vão ao encontro do que procurava. Perguntar-se-ão: "Mas ele só ligará a marcas?" Não ligava, é verdade, todavia, de há uns tempos para cá, venho-me interessando mais pela marca. A marca dá estatuto. Não vale a pena andarmos aqui a negar o que todos sabemos. Uma peça de roupa de marca, a par da qualidade, impressiona, torna-nos mais vistosos. Assim como um bom perfume (estou a precisar de um!). Já me esquecia, comprei também uma carteira da Eastpak, para combinar com a minha mochila nova, da mesma cor, a estrear.
Comprei tudo em saldos. Não falarei em preços porque é do mais deselegante que há. Posso adiantar-vos que, mesmo assim, não compensou muito. Descontos na ordem dos 30 %, 40 %. Pagamos o selo Corte Inglés, que se soma às marcas.
Gosto de coisas boas. O tecido da toalha, por exemplo, não se compara ao de outras. O bom, paga-se. Por enquanto, está tudo comprado. Para as férias, arrumei o assunto, e são sempre artigos que ficam para anos seguintes.
Para a faculdade (sim, era a novidade!), adquiri de tudo no ano passado (e acabei por não ir…), não havendo material a comprar (excepto códigos e livros). Encerrado. De roupa, perdi a conta a tudo quanto tenho por estrear. E não desfalquei as minhas economias. Preciso de um relógio castanho, de um perfume, de um cinto e de uns sapatos castanhos. Tenho milhentos pares de sapatos, inclusive castanhos, mas não os que quero. E talvez compre um fato, que já não aprecio os que tenho. É tudo.
Há novidades, há-as. Descortinei um bom pedaço, ou quase tudo. Na rentrée, adiantarei o resto, com as compras na mão, claro. Já ganhava era uma comissão por tanta publicidades. (risos)