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30 de outubro de 2009

This Is It

Como já referi num post anterior, descobri relativamente tarde o gosto por Michael Jackson. Mas ao descobrir tornou-se praticamente obrigatório ouvir pelo menos uma música por dia. O ritmo das músicas mexe comigo e faz-me querer dançar sem parar. Por isso, estou ansioso por assistir ao mais recente filme sobre o cantor falecido a 25 de Junho deste ano. This Is It, frase utilizada por Michael para promover o que seria a sua maior tournée, foi reaproveitada para divulgar este recente filme que não é mais do que as últimas gravações do cantor enquanto ensaiava os seus espectáculos. Este facto torna o filme bem mais apelativo, porque estamos a assistir às últimas imagens tornadas públicas de Michael. Não é um filme baseado nele, com um actor que o interpreta; mas sim o próprio Michael, que se tornou estrela de um filme que ele nem podia imaginar que seria realizado. É quase como uma despedida, e eu também desejo fazer essa despedida.

10 de outubro de 2009

Pré-universitário

Dedico pouco tempo e espaço deste blog aos estudos, mas hoje resolvi escrever. Neste momento sou um rapaz pré-universitário que está no 12º ano e com a enorme responsabilidade de manter a média algo elevada (16,8) que me permitirá (ou não) entrar em Direito. O ano lectivo começou bem, sem incidentes. As minhas melhores amigas saíram, o que me desanimou um pouco, mas a vida continua. As professoras (são só senhoras) já as conhecia dos anos anteriores, o que é óptimo porque já me conhecem também, bem como às minhas características pessoais. Por enquanto estou a adorar as matérias e estou bastante entusiasmado, o que se torna essencial para manter o equilíbrio. Tenho alguns colegas novos, o que dá algum dinamismo às aulas.
Espero continuar a ser um bom aluno. Sempre o fui, espero continuar para bem da minha média.
Já me causou dissabores, mas a vida é mesmo assim. xD
PS: Espero que gostem deste meu registo mais informal. =)

28 de setembro de 2009

Panorama político português

Ontem foi dia de eleições e, como sempre, é o povo que decide e o povo decidiu manter José Sócrates no poder, embora sem a sua maioria absoluta. Era o cenário mais provável e que acabou efectivamente por concretizar-se. A maioria esvaiu-se, o principal partido da oposição (vazio de ideias) não ganhou e a oposição mais pequena acabou por sair vencedora, embora uns mais que outros. A grande surpresa para mim foi o crescimento do CDS-PP que julgava moribundo. Afinal, Paulo Portas tinha razão. Da sua inteligência política e perspicácia não duvidava, mas duvidava sim do crédito do seu partido. A vitória é, antes de mais, pessoal. Quanto ao Bloco de Esquerda, o crescimento em votos e número de mandatos era previsível. Ganhou com o descontentamento à Esquerda e com os votos de simpatizantes jovens. A CDU cresceu, irrisoriamente, mas aumentou em 1 o número de deputados. Gabo a sua sobrevivência desde a queda da URSS. Só por isso merece estar representada.
Com o parlamento mais dividido, o Partido Socialista terá de chegar a acordos governativos. O tempo da maioria acabou. Pela experiência que os portugueses já deveriam ter, governos minoritários significam instabilidade política...
Espero estar enganado.

25 de setembro de 2009

Cidadania

O conceito de cidadania é, de facto, muito vasto. Todos nos recordamos dele quando precisamos de invocar os nossos direitos, mas depressa nos esquecemos do dever de cumprir as regras da convivência em sociedade. Uma das regras é o voto. Só quem vota tem o direito de exigir algo do seu país e de seus governantes; quem não o faz, negligenciou o seu dever, logo, nada tem a reclamar. É evidente que o acto de votar não é aliciante em Portugal, na medida em que o sentimento de abandono em relação aos políticos é bastante, mas o voto é a única "arma" democrática que todos podemos usar de forma a manifestarmos a nossa discordância das políticas seguidas nos últimos anos. A abstenção não significa protestar contra o sistema actual, mas sim compactuar com o caos político e o vazio que já existe. Defendo até, neste sentido, a obrigatoriedade do voto. O cidadão tem deveres para com o seu país. Por isso, vote em quem votar, a decisão é inteiramente sua; mas vote!

11 de setembro de 2009

Rapaz que morreu jovem demais...

Estava eu a folhear o jornal O Mirante (um jornal regional mas de valor reconhecido) e ao passar pela página da necrologia dou com um quadradinho muito simples que relatava a missa do 4º ano decorrente da morte de um rapaz de nome Pedro. O que mais me suscitou a curiosidade foi a foto que estava presente. O olhar dele, a sua alegria e vivacidade provocaram-me um enorme arrepio na alma e alguma tristeza estranha e comovente. Por acaso, no anúncio, constava um endereço de blog que fui visitar. O blog está muito bem elaborado e é extremamente tocante ler todos os artigos que lá se encontram. Nunca tinha visto um blog criado de forma a homenagear alguém que tivesse partido. O Pedro morreu novo de mais, com 22 anos. Era mais velho quando partiu do que eu sou neste momento. Dificilmente me esquecerei do Pedro, apesar de nunca o ter conhecido.

6 de setembro de 2009

Debates (Legislativas)

O panorama televisivo português tem sido preenchido pelos debates televisivos entre os líderes partidários que têm assento parlamentar. Bom, os debates não foram nada de especial até agora, exceptuando o debate Sócrates - Portas e o debate Louçã - Ferreira Leite.
A verdade é que tanto Paulo Portas como José Sócrates são homens inteligentíssimos e que sabem bem a estratégia a utilizar nestas eleições. Ganha quem for mais eloquente e convencer o povo. Ganha, como é evidente, o debate. Paulo Portas sabe que não poderá ser primeiro-ministro. O debate foi bastante equilibrado, um autêntico jogo de forças em que nenhum ganhou vantagem sobre o outro. Pessoalmente, simpatizo com José Sócrates, podendo mesmo afirmar que gosto dele. Parece-me coerente, frontal e determinado. Com Paulo Portas poderia simpatizar, não fossem as suas ideias demasiadamente à direita para mim.
Francisco Louçã é um homem que sabe cativar e é um excelente orador, no entanto, para mim, perde para José Sócrates. Gosto dele, mas prefiro o Sócrates. Soube debater com Ferreira Leite, que considero ser uma pessoa de ideias abomináveis, para não adjectivar de pior modo. Provoca-me naúseas quando a vejo, até ao ouvir a sua voz. Tenho ataques de pânico quando leio o que diz.
Jerónimo de Sousa é um homem que visivelmente perde perante todos, não tem a mesma atitude ao discursar e tem visíveis dificuldades de resposta. Não tem a formação académica de que dispõem os seus adversários políticos, mas talvez por isso mesmo saiba encantar as pessoas. A sua simplicidade é encantadora, até para mim, que abomino o comunismo. Considero-o mais forte do que o próprio PCP. É um líder a ser estimado pelos militantes comunistas.
No fundo, todos sabemos que o que está em questão é a manutenção do PS no poder ou a sua substituição pelo PSD. Nesse sentido, estou atento aos discursos dos líderes de ambos os partidos, mas considero essencial que haja um crescimento das restantes forças políticas, sobretudo BE, de forma a neutralizar os efeitos de uma dominação política bi-partidária.

31 de julho de 2009

Gripe A

Chegou a primeira pandemia do século XXI, a Gripe A. Todas as autoridades mundiais estão assustadas com o aparecimento de casos sistemáticos de infecções generalizadas desta nova mutação do vírus Influenza. Não se sabe ao certo qual é a constituição deste vírus, mas já ouvi dizer que se trata de uma mutação da variante humana, suína e aviária da gripe. De facto, o aparecimento de casos sistemáticos é um motivo de alerta; mas estarão as autoridades portuguesas preparadas para enfrentar uma contaminação em massa? Não parece muito provável, na semana em que também veio a público uma alegada negligência médica em relação ao tratamento de doentes com problemas oftalmológicos. Sinceramente não confio no sistema de saúde português, bem como na justiça e em outros sectores. Creio que muitas coisas estão erradas neste país, e adoecer por adoecer, é preferível que suceda noutro país. Pessoalmente, esta pandemia não me assusta em nada, e a verdade é que continuo a fazer tudo o que fazia anteriormente sem que tivesse alterado rigorosamente nada. Para que nos aconteça algo, estar vivo é o suficiente. Afinal, a vida em si é um risco, mas que muitos não estão dispostos a correr.

13 de julho de 2009

Eleições, PS vs PSD (nada mais existe...)

Já sabemos que se aproxima (mais) um momento imperdível em Portugal: as eleições legislativas de 2009. E digo imperdíveis porque agora é que o circo vai começar, juntamente com todas as atracções do costume. E é sempre a mesma coisa; os beijinhos, as promessas...
No entanto, o que mais me irrita é o dualismo PS - PSD que assombra o panorama eleitoral português. Parece não existirem outras alternativas para além dos dois partidos dominantes. De facto, o mesmo sucede nos outros países europeus, mas a realidade é que neste jogo de interesses existem outros protagonistas que, por vezes, não conseguem fazer ouvir convenientemente as suas propostas. O meu carácter democrático vai tão longe a este ponto. Não simpatizo propriamente com nenhum dos partidos mais à esquerda do PS, mas reconheço o seu direito a uma participação justa e democrática. Refiro-me, obviamente, à Comunicação Social, que controla e manipula as opiniões de forma verdadeiramente inadmíssivel. É preciso limitar totalmente este poder instaurado que joga com o interesse dos cidadãos destacando apenas os seus benefícios próprios. O perigo está verdadeiramente aí.
Por isso, que acabe este capítulo único entre o PS e o PSD... Será pedir demais?
E ainda a procissão vai no adro...

26 de junho de 2009

Michael Jackson (1958 - 2009)

Foi com enorme consternação e pesar que soube o que tinha acontecido ao Rei da Pop. Estava em casa e fiquei perplexo, de tal forma que chorei, chorei compulsivamente. As músicas de Michael são obrigatórias no meu dia-a-dia, bem como a sua pessoa é inspiradora e também força motriz da minha vida. Posso me considerar um fã, não fanático, mas um fã. Um fã que chorou e desacreditou uma notícia que já era confirmada um pouco por todo o mundo. Até ao fim acreditei numa possível recuperação, mas o coração que bateu de forma a torná-lo a maior estrela de sempre, parou, numa altura em que preparava tudo para se reinventar.
Depois da fase de negação lamentei a forma pouco digna com que foi tratado pela imprensa ao longo dos anos. Os boatos, os ódios, as polémicas. Tudo abalou a vida de Michael e contribuiu para a sua queda. Estava cansado, triste e desiludido com o mundo. O seu coração também.
Mas só as pessoas morrem, os astros nunca.
Descansa em paz, Michael.

1 de fevereiro de 2009

Caso Freeport

Muito se tem falado acerca da integridade moral do Primeiro-Ministro o Engº José Sócrates; mas a mim pouco me importa se, de facto, existiram favorecimentos ilícitos ou não. O que deveria verdadeiramente importar à população é o desempenho do Engº José Sócrates enquanto Primeiro-Ministro, desempenho esse que considero notável. Parece-me ser um homem bastante capaz, coerente e com espírito prático. Corajoso, não tem medo de enfrentar lobbies e tomar medidas impopulares. Não sou socialista, nem me identifico totalmente com a doutrina do Partido Socialista, mas aprecio a actuação de Sócrates. É, sem dúvida, o homem mais eficiente para ocupar o cargo que está a exercer e não se afiguram alternativas visíveis, pelo menos até agora.
Pergunto-me, por vezes, se não estará a ser vítima de uma cabala para diminuir a sua credibilidade, o que é tão frequentemente usado como arma política. A altura é a mais favorável, na medida em que estamos em ano de várias eleições; mas o contrário também pode suceder, e em vez de uma destruição política, a imagem de José Sócrates pode sair bem mais fortalecida. As maiorias absolutas são sempre incómodas, e uma divisão de força leva um partido político dominante a fazer algumas cedências, mas Portugal necessita de uma maioria que governe sem medos; que tome decisões que tire o país do marasmo em que se encontra.

17 de janeiro de 2009

As afirmações do Cardeal Patriarca de Lisboa

Foi com algum espanto e pesar que li as polémicas declarações do senhor Cardeal Patriarca, Dom José Policarpo. Não é que não tivesse a certeza relativamente à tão comum hipocrisia católica, mas é lamentável que um homem com as responsabilidades que este senhor tem, possa dizer arbitrariamente aquilo que lhe vai na alma. Não me parece ser o melhor caminho para o diálogo inter-religioso, afirmar que o casamento entre raparigas católicas e jovens muçulmanos é um problema enormíssimo para a Cristandade. Também acusou o Islão de não estar aberto ao diálogo; mas haverá religião mais dogmática que a Igreja Católica, com as suas verdades únicas e inquestionáveis? Recuso-me a comentar a forma verdadeiramente infeliz com que usou a palavra "Alá".
Não sou propriamente um defensor do Islão, criticando até vários usos primitivos e condenações chocantes para qualquer ocidental, mas um homem que é tão somente a figura máxima da Igreja Católica em Portugal não pode ter este comportamento, fazendo-me lembrar as Guerras Santas do séc XII, adaptadas à realidade dos nossos tempos.
Numa altura em que o fanatismo religioso assume proporções imparáveis um pouco por todo o lado, estas declarações insensatas tem de acabar para que não se volte a repetir a infelicidade destas palavras que só promovem o ódio e o desrespeito pelas convicções e religiões das outras pessoas.

1 de janeiro de 2009

Israel & Palestina

O conflito armado israelo-palestiniano tomou proporções gigantescas, com um número de mortes palestinianas a ascender as 4 centenas. É claro que por motivos pessoais não tomarei partido de nenhuma parte, mas sim das vítimas civis, que apesar da sua total inocência neste conflito, continuam a ser as mais prejudicadas. O número de crianças que já pereceram choca e é com total repúdio que condeno estes actos bárbaros.
Depois de uma frágil trégua, o ódio entre os dois povos que já perdura há 60 anos, ganhou uma força inimaginável sendo esta a pior intifada de sempre. A resposta israelita não se fez esperar e o resultado está bem visível: uma mortandade sem precedentes.
Os esforços da comunidade internacional são louváveis, mas até esta data, todas as propostas de cessar-fogo foram rejeitadas por Israel que persiste no desmantelamento e ataques a alvos estratégicos do Hamas.
É do senso comum que o problema palestiniano tem de ter uma rápida resolução, mas muito sinceramente não acredito num fim à vista. As condições para a criação de uma Estado soberano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza devem ser criadas o mais rapidamente possível, de modo a minimizar os ódios existentes entre os dois povos.
Da minha parte, espero que a diplomacia e o bom senso imperem.
Feliz Ano Novo

30 de junho de 2008

Burocracias...

Dirigi-me ao meu estabelecimento de ensino, no intuito de renovar a minha matrícula, no entanto, acabei por fazê-lo, não sem antes deixar uns insignificantes 22.70 €! Será que é necessário roubar para estudar, em Portugal? É inacreditável que num país, que se quer (e diz!) desenvolvido, o custo da educação seja uma afronta à magnífica instituição que é o saber! Quantas pessoas não estarão resignadas em suas casas devido ao facto de não auferirem o suficiente para estudar? Não me venham com "balelas", da terrível herança salazarista, pois o "velho" morreu há 38 anos, e a educação continua na mesma! O baluarte, que é a Democracia (que eu próprio defendo) tem mostrado incompetências para resolver o terrível problema do défice educacional português. O primeiro-ministro que tantos criticam, tem tentado a meu ver fazer o melhor possível dentro das suas competências (não, não sou do Partido Socialista!). Agora, não peçam milagres! Educar os portugueses para o futuro é tarefa difícil, não acham? Ainda para mais sem a colaboração... dos mesmos!
Conversa de café: " (...) aquele gajo vai mesmo para o Glorioso?"
(Correcta) Conversa de café: "Acho o novo romance de Saramago um misto de algo profundo e inatingível..." Ex...
Ou que tal, levar os "xavalos" à biblioteca? A conhecida Catedral do saber! (tão diferente daquela na Luz!)
Nunca ouviram isto, ou algo semelhante? Aposto que já! Não acredito que estejam incluídos no grupo, pois não estariam a ver um blog deste nível!
Não são críticas, mas sim pensamentos modificadores e futuristas...
Aguardam-se melhores dias no burgo... não é, tugas?

5 de junho de 2008

As doenças mentais têm cura!

Algumas espero que sim pois, de facto, podemos conviver com pessoas que, embora estejam manifestamente doentes, não podemos ter uma ideia do perigo que podem representar... Irei contar-vos um caso insólito; um rapaz aparentemente com problemas afectivos e emocionais, para além de alguns distúrbios no comportamento, era tido como uma pessoa, apesar de tudo, normal e aceite com as suas diferenças. No entanto, ninguém se apercebeu do potencial perigo que poderia advir do contacto com ele. Podemos, absolutamente, conviver com psicopatas sem que nos apercebamos a tempo. Esse dito rapaz, tinha diferenças visíveis, mas pouco se sabia em relação ao seu comportamento.
O que ninguém poderia adivinhar (mas sim suspeitar, pelo menos deveriam-no!) é que, quando contrariado, ou afectado de alguma forma, reagiria de forma doentia e a todos os níveis inqualificável. Desde atitudes pouco próprias, incluindo gritos doentios e manifestações de distúrbios mentais. A solidariedade das pessoas que acompanharam esses acontecimentos é de louvar, no entanto, providências deveriam ser tomadas, para o próprio bem da pessoa em questão. Ao invés de uma postura correcta e sensata, foi decidido apoiar e ignorar estas verdadeiras situações de alarme. É um aviso claro de que algo não está bem. O que poderá acontecer às pessoas que convivem diariamente com este indivíduo? Estarão em perigo? Não podemos fazer projecções, no entanto, é de supor que algo irá correr mal. A ajuda de um psiquiatra, nestas alturas, é essencial e fundamental. Como coloquei no título do meu post, As doenças mentais (algumas) têm cura! Têm de ser diagnosticadas e tratadas a tempo.
(Nota: Não coloquei mais detalhes para, evidentemente, salvaguardar a identidade dos intervenientes e a sua privacidade. Qualquer caso semelhante é pura coincidência).

10 de maio de 2008

Porque é que as pessoas mudam tanto?

Interrogo-me, por vezes, porque é que as pessoas mudam tanto... Chego à conclusão de que talvez não mudem, mas apenas transpareçam partes de si que estavam ocultas... Alguém, certamente, já teve uma mudança súbita de comportamento por parte de um familiar ou de um amigo... É decepcionante, é certo, mas temos de aprender a viver com o facto de que nos podemos ter enganado em relação a certas pessoas... A dor, por vezes, é imensa, mas acredito realmente que Deus arranja, passo a expressão, sempre uma forma de nos compensar. Nada é eterno, e nem mesmo a nossa dor pungente o é. Tudo tem um princípio e um fim, incluindo as coisas más e as coisas boas. Não falei no amor, em cima, quando me referi a decepções, precisamente para poder destacar essa parte que a meu ver está em volta de alguma complexidade. Quando se gosta de alguém, e de alguma forma não se é correspondido, o tempo ajuda a cicatrizar as feridas que a realidade possa causar. O mesmo sucede quando se é vítima de traição por parte da pessoa amada. Alguém acredita em sofrimento eterno? O tempo encarregar-se-à de fazer esquecer esse episódio e trará um novo amor que irá compensar o anterior, é a minha convicção pessoal. Quantas vezes não olhamos para trás e recordamos situações que na época eram desesperadoras e agora parecem insignificantes e mesmo irónicas, que nos provocam um sorriso nos lábios? A mim já me sucedeu imenso. Por isso, embora seja difícil de o aplicar nas situações presentes, já que só o vemos à distância, devemos sempre pensar que melhores dias virão e que tudo pode terminar num grande alívio e numa enorme gargalhada, embora esta última só o tempo a pode trazer. Tudo isto se aplica a todas as circunstâncias da vida e não a casos específicos. Calma e serenidade, é tudo o que se pede e tudo o que todos nós necessitamos.