31 de dezembro de 2015

O ano em revista.


   Dois mil e quinze finda em poucas horas. Um ano atribulado, por cá e lá fora. Decidi, num inédito, sobrevoar, por assim dizer, os acontecimentos que marcaram a actualidade de doze meses particularmente intensos. Para tal, reveste-se de extrema utilidade observar os temas mais relevantes que tratei.

     Em Janeiro, o mundo foi surpreendido com a tragédia que ocorreu com o jornal satírico Charlie Hebdo. Desafortunadamente, assistiríamos a um massacre alguns meses mais tarde.
   Fevereiro começou com um drama pessoal: o falecimento do meu avô paterno. Fui confrontado, verdadeiramente, com uma primeira perda. Outras houve que, pela idade, não me mereceram tanta reflexão e abatimento.
      Já em Março, um desastre aéreo na Alemanha, causado por um piloto suicida, abriu de novo o debate em torno dos sinais que não devemos ignorar e da responsabilidade das companhias de aviação. Andreas Lubitz ficou conhecido pelos piores motivos.
       Em Abril, greves mil. Iniciei o mês, coincidente com o meu aniversário, abordando a greve e o direito à greve, numa explanação pelo Direito do Trabalho, uma área que não é a minha, é certo, mas da qual guardo boas memórias. O mês não terminaria, contudo, sem um evento que mobilizaria a blogosfera (se tanto, aquela em que me insiro). Os CIGNO Awards. Arrecadei dois.
   Maio trouxe-nos o velhinho dilema das febres futebolísticas. A comemoração de uma vitória no campeonato, pelo centro de Lisboa, provocou danos materiais e confrontos violentos.

       Julho... O termómetro vai marcando temperaturas cada vez mais elevadas, e quente também ficou a situação na Grécia.
     Em Agosto, Angola mereceu a minha atenção. O que penso relativamente ao terrífico regime que vigora por lá, a propósito de umas declarações de Ana Gomes, ficou registado. Já o mês se encaminhava para o final e a crise dos refugiados arrebatava a nossa atenção. Tive tempo ainda de me debruçar sobre a mulher, numa análise histórica e jurídica, sobretudo.
        Ia Setembro no seu sétimo dia e já certos comportamentos por parte de alguns jornalistas levaram-nos à discussão sobre os limites na cobertura de determinados casos mediáticos; a fronteira entre o informar e o devassar. Aproximando-se as legislativas, tivemos debates que fizeram emergir algumas questões que achei oportuno esclarecer, deixando ainda um repto quanto ao acto eleitoral.
        Em Outubro, caem as folhas e caiu a política por aqui. Tracei um rescaldo às eleições. Discuti, num primeiro momento, as Presidenciais, e ainda tive tempo para abordar a decisão do Presidente da República e os caminhos possíveis para conhecermos um novo Governo.
       Novembro, mês da castanha assada. Assado, perdoem-me a expressão, ficou também Pedro Passos Coelho e o executivo que liderou por breves momentos, sendo derrubado na apresentação do seu programa. Dias depois, Paris e o mundo emocionavam-se com o massacre que ceifou a vida a centenas de inocentes. No final do mês, referi as primeiras medidas da nova maioria parlamentar e a indigitação de António Costa e os seus desafios.

       No mês corrente, optei por não deixar cair em esquecimento o que se comemora no Primeiro de Dezembro. A meados, um artigo, o segundo (até ao momento), sobre as Presidenciais.

         Um ano que, como se vislumbra, não foi particularmente pacífico, benévolo e sereno. Tão-pouco a nível pessoal. Já o disse noutras circunstâncias, escusando-me a mais considerações nesse sentido. Espero que dois mil e dezasseis seja bem melhor. Para todos. No planeta, em geral; para mim, em particular. Que encontre a tranquilidade que me é recusada. O rumo. Será, como os anglo-saxões dizem, um turning point. Façamos por isso.

          Resta-me formular os votos. A todos, indiscriminadamente, desejo que 2016 seja um bom ano. Melhor do que o que cessa. Que o possamos encher de sorrisos e de alegria. Que os maus momentos não superem os bons. Boas entradas!

* A azul, as hiperligações para os artigos.

21 comentários:

  1. Um excelente post, bem estruturado e que me fez pensar na forma rápida como 365 dias passam. Que o próximo tenham acontecimentos muito positivos nas nossas vidas e sociedade, daqui a umas horas começa o "desfile" deles :-)

    Boas entradas!

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    1. Pois é. Este ano decidi inovar. Nunca antes fizera isto: uma revista aos temas mais relevantes do ano, para mim. Deu-me certo gozo. :)

      ... e é como dizes: está prestes a começar uma nova jornada. Ou a continuação da mesma? Veremos. Pela Nova Zelândia, Austrália, acredito que já estejam no novo ano.

      Boa saída, amigo Limite, e melhor entrada!

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  2. E, assim se passou o ano de 2015. Esperemos que 2016 seja um pouco melhor :)

    Gostei muito deste post :)

    Feliz 2016

    Grande abraço amigo Mark

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    1. Um pouco melhor? Tudo melhor! Por mim falo: 2015 foi catastrófico. Ainda pondero se não o colocarei no lugar que era devido a 2006.

      Obrigado, amigo.

      Um bom ano para ti também e todos os teus.

      um grande abraço.

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  3. Bom ano para ti, a seguir o teu cantinho a partir de hoje...

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    1. Olá, Logan. Bem-vindo. :)

      Um bom ano para ti.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Por Portugal também foi um ano complicado, quer económica, quer social e politicamente, sobretudo, quanto à política, no último trimestre.

      Assim espero. Temos de correr «atrás do prejuízo», como por aqui se diz.

      Feliz ano novo, e obrigado.

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  5. Tristezas não pagam dívidas, por isso... Votos que 2016 seja o ano da tua vida! [Até agora, entenda-se!] ;)

    Muitas Felicidades! ^^

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    1. Não ligo muito ao dito: "Ano novo, vida nova". Apenas completamos mais uma volta em torno da nossa estrela-mãe. Mas façamos por mudar, isso sim.

      Obrigado, Mikel. Para ti também. :)

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  6. Um óptimo Ano Novo para si, Mark. Seja feliz.

    Um abraço!

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    1. Obrigado, Gabriel. Um feliz ano para si.

      um abraço.

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  7. um bom ano de 2016 para ti, Mark.
    cada ano tem acontecimentos bons e nefastos. há uns anos, foram os acidentes aeronáuticos, agora temos o terrorismo, o fanatismo, a crise também ajudou a criar movimentos radicais.
    agora, que venha 2016.
    bjs.

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    1. É verdade. Puxei pela memória e não consegui, quanto ao ano transacto, lembrar-me de um acontecimento bom. Foi um ano doloroso.

      Que venha. Recebo-o de braços abertos!

      um beijinho.

      Feliz ano, Margarida.

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  8. BomAno Mark :)
    (há muito que não venho aqui... LOLO)

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    1. Este blogue cansa a vista. (risos)

      Um feliz ano, Horatius. :) Muito obrigado!

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  9. Um feliz 2016. Mereces muito! :D

    Nota: acho que alguns jornalistas de algibeira tinham muito a aprender com este teu artigo. #ficaadica

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    1. Obrigado, Namorado. E tu também. :') Já agora, calma! Há muitos meses pela frente. Tudo ainda se há-de ajeitar no teu local de trabalho - vou lendo "a saga". :)

      Oh, obrigado. Não largas essa hashtag agora. :'D

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    2. É MINHA! Fui eu que a "criei" AHAHAHAHAH

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    3. Já a vi por aí, mas talvez tenha sido apenas no teu espaço. :)

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Um pouco da vossa magia... :)