28 de julho de 2015

Desafio.


   Soube, pelo blogue do Namorado, que certo desafio tem percorrido a blogosfera: revelar cinquenta factos acerca da nossa infância. Há muito tempo que não participo num desafio, salvo erro desde o ano passado, e também é bom para descontrair. Silly season e tal. Vamos lá ver se arranjo cinquenta factos...
 
1. Em criança adorava ver a Sailor Moon e os Power Rangers;
2. Era mais alto do que os outros meninos, até o crescimento estabilizar, sentando-me na última fila - isto no primeiro ciclo;
3. Tive todos os filmes de animação da Disney - ou quase todos;
4. Odiava Matemática e as notas a essa disciplina não eram as melhores;
5. Era um queixinhas. À menor má resposta ou atitude da professora, mais agressivas, contava à mãe;
6. Tive verdadeiras sociedades da Playmobil, que ocupavam o quarto dos brinquedos inteiro;
7. Fui o primeiro miúdo do colégio a ter um Game-Boy;
8. Quando entrei no primeiro ano do primeiro ciclo já sabia ler; aprendi com a mãe e a avó, em casa;
9. Segundo a avó, quando percebia que queriam estar atentos à televisão, abanava o móvel para que ninguém pudesse ver (isto com uns dois, três anos);
10. Aos dez anos sabia o nome de todos os monarcas portugueses e Presidentes da República, por ordem, começando aí, talvez, o meu gosto pela História;
11. Não tendo amigos imaginários, criava sociedades, como referi acima, promovendo diálogos entre os bonecos, enredos. Conversava, em suma, sozinho;
12. Sofria com crises agudas de bronquite asmática, cíclicas, que me obrigavam a estar dias na cama;
13. Levei umas vacinas quaisquer, vindas da Alemanha, para controlo da asma;
14. Desenhava - como ainda desenho - pessimamente;
15. Não perdia uma emissão do SuperBuéréré, aos fins de semana;
16. Rivalizava com a minha prima pelo carinho dos nossos avós (paternos);
17. Não gostava de comer peixe cozido;
18. Enjoava à beira-mar;
19. Tinha medo do escuro, dormindo sempre com uma luz de presença;
20. Tinha um atlas do universo - uma paixão;
21. Gostava de frequentar a colónia de férias do colégio, sobretudo as piscinas da Praia das Maçãs;
22. O meu grupo de amigos era constituído, maioritariamente, por meninas;
23. Acreditava que seria advogado em adulto;
24. Passava longos períodos sem visitar os avós paternos;
25. "Queria" ficar doente para faltar ao colégio, mas sem falta de ar!;
26. Via as novelas brasileiras quando chegava do colégio, à tarde e até à hora de ir dormir;
27. Ficava em casa de babás, dado que os pais trabalhavam até tarde;
28. Ouvindo um barulho em casa, de madrugada, julgava logo que era uma alma penada ou um assaltante;
29. Tive canetas coloridas;
30. Compraram-me o meu primeiro telemóvel aos oito anos, um Nokia qualquer de que não me recordo do modelo;
31. Nunca acreditei em Pai Natal;
32. Aos seis, sete anos, bebi, pela primeira  vez - e última, Coca-Cola;
33. Elaborava uma lista bastante extensa de presentes;
34. Gostava de ir ao dentista;
35. Se havia local de sonho, esse local era o Toys'R'Us;
36. Tive o primeiro contacto com o Código da Estrada, aprendendo-o ao estudar um manual que encontrei por casa;
37. Frequentava, com os pais, uns barzinhos situados na Av. Almirante Reis, em Lisboa, onde é permitida a entrada de crianças, apesar de nunca lá ter visto uma que fosse a par de mim próprio;
38. Quando ia ao Alentejo, pelo Natal ou pela Páscoa, achava aquilo um fim do mundo;
39. Passava horas na biblioteca, em casa dos avós (maternos);
40. Tomava todo o tipo de medicamentos para a asma, incluindo xaropes e comprimidos enormes, difíceis de engolir, sem fazer má cara;
41. Gostava de andar no metro - o único transporte público que apanhava, e raramente;
42. Detestava, como detesto, o gelado Calippo, indiferente o sabor fosse;
43. Conversava muito nas aulas, o que me valeu repreendas;
44. Adorava ler banda-desenhada da Disney, da Turma da Mônica, do Asterix e do Tintin;
45. Ofereceram-me uma tartaruga, que ainda é viva. Tem perto de vinte anos connosco;
46. Aprendi a atar os cordões dos ténis / sapatos já depois dos dez anos;
47. Nunca brinquei na rua;
48. Em virtude de brincar sozinho, tinha de ser original: com panos da louça e molas fazia sereias;
49. Gostava de jogos de tabuleiro, a par dos tecnológicos;
50. Era tratado, pelo pai, mãe, demais familiares e pessoas que de perto conviviam comigo, como ainda sou, pelo segundo nome, sobrando o primeiro para o colégio e relações não tão próximas afectivamente. Isso levou a que, consoante a relação em causa, ao ser indagado pelo meu nome, optasse, opto, por um ou por outro;

   Não foi fácil elaborar esta lista, muito embora não tenha sido tão difícil quanto imaginava. Desafio cumprido. :)

34 comentários:

  1. Ainda tenho de elaborar a minha, mas acho que não consigo... lol 50 factos é muito! :p Mas olha, gostei imenso de ler os teus! :p

    Ah! E o Alentejo continua a ser uma pasmaceira! Hehe

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Alguns factos ocorreram-me de imediato, enquanto que outros obrigaram-me a certo esforço de memória. :) São muitos, sim...

      Aprendi a gostar do Alentejo mais tarde. :)

      Eliminar
  2. Nossa, Turma da Mônica, os gibis mais famosos do Brasil :) Nem sabia que tinha aí. Li muito. Legal esses desafios, sempre dá pra conhecer mais!

    Abraços!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Esse provavelmente é um dos objectivos. :)

      Oh, a turminha mais famosa do Brasil!... Que saudades. Entretanto, soube que "cresceram", que há umas revistinhas em que já aparecem na adolescência.

      um abraço. :)

      Eliminar
  3. Partilho contigo o 28 e o 46 :P

    ResponderEliminar
  4. Mark estás a ver como tinhas 50? E mais aposto! Achei curiosas algumas coisas, e eu também criava histórias mirabolantes com os meus bonecos, a minha mãe dizia que passava uma eternidade a brincar sozinho, talvez tenha sido esse um mau hábito que anos mais tarde se reflectiu na minha forma de ser e estar, mas imaginação nunca me faltou.

    A BD da Mónica :-) também lia...e uma pergunta...não gostas ou não podes beber coca-cola?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pensei um pouco. Assim no imediato é difícil arranjar cinquenta factos. O que vale é que fui uma criança, hummm, peculiar. :)

      Posso beber. Não gosto mesmo de quaisquer refrigerantes gaseificados. :)

      Eliminar
  5. vês que foi fácil? aposto que arranjavas mais 50.
    10 ainda hoje não sei nem me interessa nada

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mais cinquenta? Nãaaao. :)

      10., presumo que te referes aos nomes dos monarcas e dos presidentes. Não é algo que te faça feliz ou que te aumente o salário. Lol Eu sei porque me interesso. :)

      Eliminar
  6. Gostei! Deve ter sido difícil mesmo! Mas é bom estes tópicos porque conhecemos sempre um pouco mais, alguma curiosidade. Rs

    O pessoal do YouTube faz sempre "50 fatos", por lá é bem comum...

    Abraços!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Foi. Difícil no sentido de que não é espontâneo. São muitos factos. E os anos vão passando, deixando nós de ter presente tudo o que à infância diz respeito.

      um abraço. :)

      Eliminar
  7. há aquela frase muito famosa do Saint-Exupery, "On est de son enfance comme on est d'un pays". A minha deve ser num país estrangeiro, muito longínquo e que nunca aparece nos telejornais nem no National Geographic. há coisas de que me lembro, mas são tão vagas e imprecisas que não as consigo sequer estruturar, quanto mais listar. e foi uma infância muito 'uneventful', seguramente não dava para fazer uma lista de 50 coisas.
    ah, mas há uma de que me lembro:
    1. Na minha infância não havia televisão (quanto mais net ou jogos de computador). acho que isso fez toda a diferença.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma infância dos anos noventa não terá tanto encanto quanto uma passada nos doces (... mas turbulentos) anos sessenta. :) A televisão, as consolas de jogos, os bonecos todos electrónicos, tão distantes do bom pião, do jogo da macaca, do berlinde. Acredito que somos as experiências por que passamos. Além de, feliz ou infelizmente, ter passado a infância nos anos noventa e já na primeira década deste século, nasci com uma doença que me impossibilitou de brincar livremente, correndo, pulando. Por outro lado, se tivesse nascido décadas antes, provavelmente teria morrido, porque os meus primeiros dois anos de vida foram atribulados...

      abraço, amigo.

      Eliminar
  8. Pronto! Voltei ... fim de férias ...
    Legal esta brincadeira ... vou tentar fazer a minha ... super legal saber um pouco de vc ...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Espero que as suas férias tenham sido boas, restabelecedoras. :)

      Faça sim. :)

      um abraço.

      Eliminar
    2. Foram ótimas e logo logo vou fazer ou tentar fazer minha lista ...

      Eliminar
  9. Muito divertida tua lista! fiquei com vontade de fazer a minha.... mas e a preguiça? rsrsr

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A preguiça foi o que me levou a reflectir em se deveria ou não participar. E decidi fazê-lo. :)

      Eliminar
  10. O desafio foi lançado pelo Super! Agora vou ler :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já vi que a asma é um assunto recorrente. E eu (como deve ser quase toda a gente) também sou tratado pelo segundo nome pela família :P

      Eliminar
    2. Eu disse que o vi (ao desafio) no teu blogue. :) Então, créditos ao Super. :)

      Eliminar
    3. Que hei-de fazer, se as crises eram frequentes? :/

      Olha que a maioria das pessoas é tratada, geral e universalmente, pelo primeiro nome.

      Eliminar
    4. Não lol o que quis dizer é que era/é uma questão marcante :) ajuda a definir-te como pessoa :) "recorrente" no sentido que falas muitas vezes disso e como tal ajudou a "moldar-te". :P

      Eliminar
  11. Tens a certeza que é a mesmíssima tartaruga?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, é a mesma. :) Quando bem tratadas, elas podem viver largos anos.

      Eliminar
    2. Não me digas que é o Speedy the Turtle!
      :D

      Eliminar
    3. Heheheh, que saudades do Speedy. :')

      Eliminar
  12. Surpreendeu-me o não teres brincado na rua.
    Gostei, contudo, de ler a tua lista.
    O facto mais transversal à minha infância foi o ter espaço de campo e aldeia sempre onde brincar, sozinho ou acompanhado de primos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sabes que no centro de Lisboa é difícil conseguir brincar na rua. :) E depois a asma e tudo o mais, que levou os pais a tratarem-me como se eu fosse um "bonequinho de porcelana".

      Se fossem cinquenta e um factos, teria incluído a natação, que fiz por anos, até que me vi obrigado a abandonar pelas crises que me surgiam ao apanhar todo aquele frio nos pavilhões das piscinas. :s

      Eliminar

Um pouco da vossa magia... :)