10 de julho de 2015

Canada.


   Ontem estive pela cidade com o amigo e uma prima sua emigrada na Suíça. Exceptuando o seu pai, todos os demais tios estão emigrados, ora pela França, ora pela Suíça, e até no Luxemburgo. Também ele começa agora a pensar em sair do país. A precariedade do emprego leva-o a perder a esperança em alguma melhoria da situação económica. Melhoria apregoada pela maioria governamental, irreal, pura propaganda eleitoral. No quotidiano das pessoas, na gestão dos seus recursos financeiros, nada tem mudado.
 
   Não tenho espírito de emigrante. Ele terá. Há essa vocação, na sua família, de sobreviver lá fora. Tampouco tenho familiares emigrados. Apenas uma tia da avó, ainda viva, de noventa anos, que nos anos quarenta do século passado casou com um inglês, mudando-se para o Canadá e assentando, por fim, onde ainda está, nos E.U.A. E dentro do território norte-americano passou por vários Estados. Não será uma emigrante na acepção do término. Há quem supere as adversidades dos primeiros tempos, que sei que existem. Eu, que não sou especialmente motivado, depressa esmoreceria. Sair do país com uma mala de cartão, qual Linda de Suza, é uma aventura que não fará sentido, a par de ser arriscado. Os anos sessenta já lá vão. Saindo, só com um emprego prévio, e bom, e totais garantias.

     Passeámos pelos locais de eleição de qualquer turista, conquanto seja ela portuguesa de nascimento, do norte, não conhecendo tão bem a capital. Falou-nos da sociedade suíça, que o amigo conhece de visitas ao país. Do civismo do povo, numa realidade tão distinta da que temos por cá.
     A Suíça não é o meu país de primeira frente. Falando com o amigo em emigrar, e ultimamente a ideia tem pairado sobre nós, consensualmente decidimo-nos pelo Canadá. O Canadá, à semelhança da Dinamarca, da Noruega e da Suécia, bem como dos Países Baixos, menos, é o meu paradigma de país ideal, que não os há. A sua prima, ao saber disto, perguntou-nos por que não os E.U.A, ou México, que é quente. Concordamos que a sociedade estadunidense é profundamente antiquada (para ser brando) no seu ordenamento jurídico. Perigosa, desigualitária, há muito que o sonho americano não passa de uma utopia. O México, bom, mal por mal fico no meu país.

     O Canadá terá os seus problemas como qualquer outro país. Tem uma política de imigração rígida, frequentemente deportando indivíduos em situação irregular, inclusive portugueses. Em todo o caso, figura como um dos melhores países do mundo em todos os índices. É o segundo maior país do mundo em extensão territorial, no entanto a sua densidade populacional é baixa, o que se explica pelas condições climáticas agrestes, o que não representará, de todo, um problema para ambos, que preferimos o frio. Nesse sentido, passámos pela Embaixada do Canadá, que fechara horas antes. Obtivemos uma informação errada pela internet. Lá voltaremos, a tempo, buscando mais dados. Talvez nem cheguemos a emigrar, sendo apenas, de momento, uma hipótese não disparatada.

     Eu gosto de Portugal à minha maneira. Recordo-me de umas férias no sul de Espanha, há uns anos, em que uns amigos da mãe, espanhóis, com certeza, divertiram-se a relatar as proezas dos obreiros espanhóis que estiveram envolvidos na união de 1580. Em como Portugal não merecia mais do que ser uma "comunidad autonóma" de Espanha, enaltecendo a sua pátria e procurando diminuir o nosso país aos nossos olhos. A mãe lançou-me um olhar de indiferença ante a quezília, dizendo-me para não dar relevo. Era miúdo, adolescente, mas soube defender o meu país. Confrontei-os com as alarvidades que disseram, como Carlos V do Sacro-Império (I de Espanha) ter sido rei de Portugal, quando apenas o seu filho, Filipe II de Espanha (I de Portugal) o foi, já o seu pai expirara há muito... Critico o país porque o amo. O que não obsta, claro está, a que venha a sair, nomeadamente para o Canadá, porque como o amigo diz, brincando: "Cá-nã-dá".
 

36 comentários:

  1. Uma decisão difícil nos dias de hoje ... onde é "menos pior"??? eis a questão ...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exacto. Emigrando, só para um desses países ou noutro qualquer com uma boa oportunidade em mãos. :)

      Eliminar
  2. A sociedade canadense é bem diferente da norte-americana, estadunidense como você falou e bem. Eu acho que moraria no Canadá, nos Estados Unidos eu pensaria duas vezes. A pena de morte e tal. O que leva todo esse povo a venerar os Estados Unidos é o fascínio, Hollywood, o glamour e tudo mais. No cotidiano (engraçado, não sabia que vocês escrevem "quotidiano", que chique, rsrsrs) imigrante sofre. Eu iria pra Europa na verdade. :) Se você acha que é melhor sair de Portugal por essa crise, saia, procure sua vida lá fora. E tem esse seu amigo, um ombro naqueles momentos em que bate uma saudade, né.

    Abraços!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os E.U.A são bem diferentes do Canadá, do seu vizinho a norte. Em 1812, tentaram invadir o Canadá, à época um domínio britânico, sofrendo um forte revés. Sorte dos canadianos!

      Nunca senti esse "fascínio" pelos Estados Unidos. Há cidades que gostaria de conhecer, como NY, LA, bem como alguns Estados. Já morar, para mais como imigrante, hummm, não. Claro que, independentemente do país que escolher, a emigrar, irei requisitar a cidadania, mantendo a portuguesa.

      A Europa não é um bom destino. Atravessa uma crise sem fim à vista. Mesmo economias tradicionalmente fortes, como a francesa, não estão seguras. Se a Grécia, Portugal, Espanha estão constipados, resfriados, a Europa, maxime a União Europeia, para lá caminha.

      um abraço. :)

      Eliminar
  3. É uma questão a pensar, sim. Também tenho-lhe dado mais importância nos últimos tempos... A maior parte da minha família e amigos está emigrada espalhando-se pelo Suiça, França, Alemanha, Espanha e Inglaterra. Conheço os quatro primeiros e no que à Suiça diz respeito, nunca me mudaria para lá. Apesar de a paisagem ser de uma beleza incontestável, as pessoas já não primam pelo mesmo... Lá, a xenofobia é bem evidente e quando tenho convite para lá ir, recuso sempre. Duas idas e duas voltas chegaram bem para firmar as minhas conclusões acerca de um país que considero antiquado, esse sim! ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não consideras as leis dos E.U.A, mormente as penais, antiquadas?

      Sim, já ouvi falar desses casos na Suíça. Lá está, não é um país que me seduza. Gosto do Reino Unido, se bem que a xenofobia é bastante evidente por lá também. E se formos a ver, no Luxemburgo, and so on. Esta crise europeia tem fomentado a ascensão de movimentos radicais, xenófobos. Não podemos evitar. :/

      Eliminar
    2. Sim sim, as leis dos USA é daquelas coisas que não consigo entender... Nem nunca acreditei no sonho americano.

      Eliminar
    3. Alguns Estados continuam a contemplar a cadeira eléctrica...

      Eliminar
  4. Se emigrasse (e pudesse escolher) era para o Canadá!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É um grande país, em todas as acepções!

      Eliminar
  5. Infelizmente é isso que os nossos politicos querem. Portugueses fora, e trazer toda a especie de emigrantes para poderem explorar como outrora em Africa. Está no nosso sangue. Não é de estranhar que os filhos de Deputados Portugueses voltam todos. Não fica lá um?!

    Pois

    Grande Abraço amigo :)

    Creio que não seja fácil emigrar, sem algum apoio. Por isso admiro e muito os portugueses de mala de cartão. Daí tantas vezes colocar as músicas de Linda de Suza

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu admiro imenso os portugueses que tiveram a coragem de enfrentar as adversidades. Comprimidos entre viajar rumo à morte, na guerra colonial, ou mudar para uma terra distante, escolheram viver, passando por inúmeras dificuldades.

      Este governo chegou a recomendar a emigração aos jovens...

      um abraço grande.

      Eliminar
  6. Mark eu não sou patriota, nunca fui e não tenho razões que justifiquem essa minha posição, é apenas o país onde nasci e vivo, sei que há países muito mais interessantes mas não posso esquecer que posso estar a ser influenciado pela terra onde vivo e pela minha experiência de vida.

    O Canadá é um país que por vezes é gozado nos EUA, que já foi um país de eleição para muito emigrantes e sinceramente não sei se nos dias de hoje continua a ser. Os tempos mudam, a economia é cíclica, mas será que há coisas que não mudam?!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. No Limite, patriota também não sou; pelo contrário: ouvir-me-ás dizer mal de Portugal mais vezes do que dizer bem. O que me custa é ouvir estrangeiros a denegrir a imagem de um país por ideais anexionistas, isto no caso dos espanhóis.

      Os estadunidenses, ou norte-americanos, como preferires, têm de pedalar muito para conseguir ser metade do que é o Canadá. Só "batem" o Canadá em belicismo e arcaísmo, de facto. :)

      Eliminar
  7. Se há coisa que mais me envergonha como português é a necessidade que os portugueses ( principalmente os jovens) têm em emigrar para obterem melhores condições de vida. Idealizo Portugal como um país que consiga dar aos seus cidadãos as melhores condições, mantendo-os cá e chamando os habitantes de muitas outras nacionalidades para viverem connosco. Contudo, essa não é a realidade. Mas mesmo assim, tento, por vezes, racionalizar na minha cabeça o porquê dos valores negativos do nosso saldo migratório e como os pôr positivos.

    Compreendo que, num mundo global, a movimentação de pessoas entre os países é o que mais normal deveria acontecer. Esse movimento deveria ser recíproco. Em Portugal ele não o é. Todos os dias fogem "cérebros" à procura de mercados mais competitivos, sem entrar pessoal qualificado no país. O discurso do nosso governo, que já tive oportunidade de ouvir em primeira mão, não passa mais do que evidenciar as consequências da globalização, justificando, assim, o aumento da emigração em Portugal. A meu entender, a coligação devia deixar este discurso derrotista tentando atrair, através de diversas medidas, os que emigraram. Uma ação com este objetivo seria estabelecer uma linha de crédito para os emigrados que quisessem retornar e investir em Portugal. Para além disso, devia esforçar-se para estabelecer as melhores condições aos que se mantêm por cá, reformando o nosso sistema de segurança social e o nosso mercado de trabalho, com o objetivo de acabar de vez com as injustiças que favorecem os trabalhadores há mais tempo inseridos numa empresa, pondo os jovens que há pouco têm um trabalho completamente de lado (o subsidio de desemprego é exemplo disso mesmo, com os seus pouco dignificantes prazos de garantia).

    Também tenho a referir que, pelo o que eu tenho observado, os portugueses são um povo com uma grande tendência para se inferiorizarem em relação aos outros povos e isso também contribui para o elevado número da emigração portuguesa . Pensamos todos (ou pelo menos a maioria) que todos os outros povos europeus são muito melhores que nós e que Portugal é um país de 3º mundo. Esta é a ideia geral propagandeada em tempos de crise ou de prosperidade. Ela origina a o descontentamento geral do povo, que perante as dificuldades põe logo a hipótese em emigrar, mesmo estando os países de acolhimento em situações parecidas (mas não idênticas) à portuguesa. Um exemplo que dou é o de um familiar meu. Mal ficou desempregado decidiu procurar emprego nos UK. Está lá, contudo continua à procura de emprego. Em verdade, ele achou que só por estar em Inglaterra iria, magicamente, ficar empregado de imediato. É preciso ressaltar que, apesar disto, não digo que não existam lusos que desistem à toa de viverem na sua pátria e vão logo, perante a primeira dificuldade, à procura de uma nova vida lá fora. Muitos dos emigrados viviam situações de extrema pobreza e, simplesmente, não existiam, para eles, alternativas em Portugal.

    Fazendo esta visão geral da questão da emigração em Portugal, digo que se não houver uma abertura total do mercado português,que, tão carregado de imposições estatais derivadas das "grandes conquistas económicas de Abril" e da pressão dos sindicatos, ainda protege os que estão inseridos num trabalho há mais tempo, reservando aos jovens a miséria, nunca Portugal deixará de ser um país de emigração de juventude qualificada. Este esforço deve ser acompanhado com a mudança de mentalidades dos portugueses. Devemos encarar a realidade nacional de modo mais positivo, e estudar bem os dados do nosso país para o realmente conhecermos, evitando, assim a inferiorização irreal que nós fazemos a nós próprios. Porque o pensamento negativo imaginado, mas nunca verificado, traz, eventualmente, essa mesma negatividade para a realidade, e porque nunca ninguém irá olhar por nós, senão nós mesmos devemos pensar positivo, que somos os melhores a fazer as coisas e que conseguiremos ultrapassar as dificuldades.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, Anónimo. Muito obrigado pelo teu contributo, em primeiro lugar. :)

      Tens razão em tudo o que dizes. Contudo, repara que as necessidades das pessoas não são adiáveis. Não podemos exigir a um jovem que fique em Portugal eternamente, esperando que o país melhore, vivendo com os seus pais, dando-lhes despesas, "olhando para o ar", passo a expressão, enquanto a sua juventude e os seus sonhos se vão. Naturalmente, com uma licenciatura, com bons conhecimentos de inglês, francês, sendo qualificado, sai, procura a sua vida lá fora. Nem se trata de não amar o país. Quantos e quantos saem entristecidos por deixar aqui a família, os pais, irmãos, namorados/as... Estou crente de que ninguém emigra de ânimo leve. É custoso cortar as raízes.

      O que leva os portugueses a se inferiorizarem, a meu ver, é constatar que estamos na cauda da Europa e que nem trinta anos de CEE, UE, conseguiram tirar-nos desse lugar tão pouco prestigiante. Muitos dizem que somos ociosos e que, por isso, o país não progride; pelo que tenho ouvido, os portugueses que estão no exterior são bons trabalhadores, aumentando a riqueza desses países que os acolheram. O mal será das pessoas?

      Temos sido pessimamente governados. Temos uma classe política podre, corrupta, interesseira. Ainda que o discurso oficial da maioria, desta ou de outra, fosse optimista, as pessoas vivem o seu dia-a-dia com inúmeras dificuldades. Não há emprego, entendes? Há fome por aí. Há miséria. Cenários que nos parecem impossíveis num país da Europa ocidental.

      As nacionalizações que o 25 de Abril trouxe há muito que foram revertidas. O mercado está totalmente aberto à iniciativa privada, e nem por isso se vê mais emprego.

      Eliminar
  8. Já estás de malas feitas? O que te fez emigrar? Algo em vista ou simplemente a vontade de ter uma experiência no estrangeiro?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, SUPER. :)

      Hehe, não. Sair é apenas uma hipótese, pelo menos por enquanto. Saindo, bom, viver noutras paragens. Estou um pouco cansado deste país. E ganhar mais, evidente. :)

      Eliminar
  9. Eu sou meio coração mole... penso que emigrar é sempre uma decisão complicada e bastante custosa, principalmente emocionalmente, mas... infelizmente a ocasião faz o ladrão.

    Penso que há imensas dificuldades a serem enfrentadas por quem emigra... por outro lado, já me meti em várias situações que não me pareciam muito "normais"... ter casa em duas cidades, agora mesmo estou em um periodo de viagens semanais e são viagens "grandes"... então... Nunca diga nunca!

    quem sabe né?!

    Abração.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, é verdade. Falei com essa prima do meu amigo acerca das saudades que vêm quando estamos longe da nossa terra e, efectivamente, ela corroborou. :)

      Pois é, amigo Latinha, migrante já és. O Brasil é tão grande e variado, com tão belos contrastes, que até parece que emigras. :)

      um abraço grande!

      Eliminar
  10. Também tenho uma amiga minha, que não tem espírito de emigrante, mas se tivesse que o ser, optaria pelo Canadá. Coincidências.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É um país que a muitos seduz. :)

      Eliminar
  11. emigraria se tivesse melhores, mas muito melhores condições, das que tenho agora. não que me considere uma privilegiada, mas trabalhei muito para aqui chegar e mesmo assim, cortam-me o salário todos os meses e há anos até os dois subsídios. eu trabalhei e estudei ao mesmo tempo. assim, fiz-me à vida. se tenho alguns luxos, não os considero luxos, embora para algumas pessoas, sim, é porque lutei para os ter. se bem que não tenho carro e tenho uma casa a pagar até à velhice, não faço grandes viagens, mas vou a um concerto, cinema de vez em quando e compro toneladas de livros, embora vá à biblioteca N vezes. são opções.
    Canadá nunca me passou pela cabeça, são muitas horas de avião :) a Europa sim, Suécia em primeiro lugar, o Reino Unido em segundo. mas nunca me esforcei muito por isso. tenho amigos 'lá fora', mais no Reino Unido e alguns em Bruxelas, na CE.
    não sou contra a emigração, mesmo se Portugal puxasse os jovens. acho muito importante abrir-se os horizontes e ter outra perspectiva de vida. aprender outra cultura, outros hábitos, conhecer pessoas. isso faz-nos crescer e apreciar (aqui depende de cada um) o que temos.
    bjs.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Trabalhaste e estudaste para teres o que tens. É mais do que justo que saias, que jantes fora, que vás ao cinema e que compres o que gostas, nomeadamente os livros. Não devemos ser escravos do dinheiro e nem da poupança; poupar, sim, que os tempos não são fáceis, mas sem nos privarmos de pequenos prazeres.

      Na Europa também só iria para um desses país. Gosto da Suécia. O Canadá fica longe, sim, mas a Austrália, por exemplo, e que também gosto, ainda fica mais. :D

      um beijinho, Margarida.

      Eliminar
  12. eu, se emigrasse, tinha de ser para um país quente, e seria para Moçambique ou para o Brasil, países que eu adoro. tenho muita inveja de quem emigra para o Reino Unido, que é o melhor país que eu conheço. mas em termos de decisões racionais, concordo: o Canadá é de facto o melhor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Moçambique é a terra do pai e o único país para o qual ele emigraria, saindo de Portugal. Isto dito por si. :)

      Gosto muito do Brasil, e tem a vantagem da língua. O Reino Unido é um país óptimo, mas o Canadá supera-o. Tem o inconveniente de ser bastante longe. E é difícil conseguir entrar.

      Eliminar
    2. esqueci-me de comentar que gostei muito do trocadilho que o teu amigo fez: cá nã dá! lindo :)

      Eliminar
  13. Olha, explicaram me como funciona o regime eleitoral dos EUA, e fiquei escandalizado. Nunca pensei que fosse tão antidemocrático...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os E.U.A nunca foram exemplo para ninguém...

      Eliminar
    2. Quero dizer, reformulando: foram, sim, nos seus primórdios. O republicanismo moderno, o federalismo, os príncipios subjacentes à sua Constituição que influenciaram decisivamente a Revolução Francesa e as revoluções que correram a América Latina.

      Eliminar
  14. Família em Paris, Londres, Espanha, Luxemburgo e recentemente também no Canadá. Tive a um passo de emigrar para Londres, há 10 anos atrás, com a ajuda de uma prima, fiquei mas estou a preparar-me para sair do país. Subscrevo, uma vez mais, toda a opinião da Margarida. Ser de um país não invalida viver e ter experiências noutros. Enriquece-nos imenso. Abre-nos horizontes como nenhuma outra experiência. Gostaria de viver em Londres, L.A., Paris, Estocolmo, Madrid por uns tempos. Não acredito em países perfeitos. O frio do Canadá não é brincadeira para um português habituado ao calor. E na Escandinávia são poucos os que não regressam. Tenho um amigo que casou com uma finlandesa. É uma exceção :P Vou à procura desse horizonte, e de dinheiro claro, mas está esbatida a comparação civilizacional que fazia quando era mais novo: toda a moeda tem duas faces, toda a realidade tem dois pólos. Tem de se ter cuidado com as ilusões que se perseguem. Nada como fazer uma visita primeiro ;) Vou começar com Madrid,¿vale? :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. São poucos os que não regressam da Escandinávia? Gosh, pois eu seria um desses poucos! Sem querer julgar as decisões de terceiros, só mesmo muito amor, e muito dinheiro, justificam regressar aqui. :)

      Para o frio há cobertores e aquecedores. É preferível enfrentar o frio a ficar estaticamente à espera de uma melhoria da conjuntura do país que tarda (e não chega).

      Fiz essa comparação civilizacional, Alex. É-me inevitável. Mas há dados que fogem às nossas preferências: os países escandinavos e o Canadá são, de facto, aliciantes e podem proporcionar uma vida que por cá, de momento, não existe. Um simples emprego, que muitos procuram e procuram e nada encontram. Nunca ouvi falar de uma crise no Canadá, ou na Noruega, ou na Suécia...

      Madrid é um bom começo, mas olha que a situação em Espanha também não está famosa. Não sabia que pretendes emigrar. :D Começando em Madrid, se algo correr mal sempre estás perto. :)

      Eliminar
  15. Também não tenho espirito de imigrante... ja tive oportunidade de morar uns tempos fora, no EUA, mas jamais imigraria para lá... que no muito é um otimo lugar pra fazer compras e se divertir...Se fosse obrigado e tivesse que escolher iria para a Italia, como paulistano e "oriundi" tem a deliciosas bagunça que me agrada... nada de pais muito organizado, que isto não me atrai! rsrsrs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Heheh, melhor ou pior a Itália tem conseguido manter-se à superfície no meio desta crise que afecta o sul da Europa. :)

      É um país atractivo para latinos, sim, devido ao clima e à cultura. Para um paulistano, ainda mais, dada a emigração de italianos, pelo século XIX (e XX), que moldou a sociedade paulistana. :)

      Eliminar

Um pouco da vossa magia... :)