19 de junho de 2010

Gravatas



Contrariamente a muitos jovens, eu adoro usar gravatas. Talvez por ser uma peça de vestuário a que me habituei a usar desde muito cedo. Eu comecei a usar gravatas com três anos, ou seja, o período que coincidiu com a minha entrada no infantário. A mãe e o pai escolheram um colégio de renome que tinha como norma o uso de uma farda infantil. Nessa farda estava incluído o uso de gravatas. Ainda hoje guardo com muito carinho essas fardas da minha infância. Devido a esse facto, a mãe comprou-me imensas gravatas de criança, predominantemente da cor azul, verde e bordeaux. Ficávamos tão bem. E as nossas indumentárias eram mais bonitas do que as das meninas.
Com o passar dos anos, esse hábito manteve-se, uma vez que até ao 9º ano de escolaridade frequentei um colégio que tinha como estatuto o uso da farda e da gravata. Para mim, nunca foi uma imposição. Aprendi a gostar de gravatas e já não passo sem elas. É evidente que não uso todos os dias, mas é habitual vestir camisa e gravata. Gosto, acho elegante e diferencia-nos da vulgaridade que existe por esse mundo igual e banal. Muitos dos meus amigos rapazes também usam. É um hábito e um costume, na medida em que os nossos pais também o fazem. Aliás, é raríssimo o pai não usar gravata e fato. Não gosto muito, muito de fatos; aprecio uns jeans, ténis (de marca e giros, always...), uma camisa moderna e uma gravata. Acho giríssimo. Às vezes, a vulgaridade e o mau gosto que existe neste país repugna-me e assusta-me.  Como o uso da gravata está a generalizar-se, é vê-los com o nó das mesmas largo. Tenho a dizer: não há coisa mais horrorosa. O nó da gravata é para usar comodamente apertado ao colarinho da camisa. Detesto deturpações da moda. É que ainda pensam que ficam giros!
Por isso, e como quero ser jurista, o uso de fato e gravata está mais do que enraizado na minha vida e nas minhas tradições familiares. Acho que saí à mãe. É, de todas as mulheres que já conheci (e conheci muitas, acreditem...), a que mais abomina a vulgaridade. A sua vaidade, por vezes, também considero exagerada, mas eu não sou muito diferente.
Resta acrescentar que atingi o número de cinquenta gravatas, com a minha recente aquisição de ontem. Ou seja, devia estar a estudar para o Exame Nacional de História, mas fui comprar uma gravata. Não me arrependo. Vou estreá-la na segunda, no dia do exame, já está decidido.

3 comentários:

  1. Eu só gosto das gravatas skinny e ligeiramente desleixadas, dá um ar muito jovem e rebelde ;)

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  2. Também gosto das skinny. São giras e super modernas. :)

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  3. Sinceramente acho os rapazes que uasm gravata muito elegantes e fashions. Às vezes, até me sintio mal ao pé deles por se calhar não me sentir tão bem vestida como eles :P

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Um pouco da vossa magia... :)